
A única coisa que meu irmão falou sobre o livro, era que se tratava de uma comédia.
Pois então, comecei a ler e em poucas horas terminei, por que ele é curto, e engraçado mesmo, a narrativa foi boa e dava vontade de continuar a ler, os personagens são cheios de valores e características que os marcam.
A história é uma readaptação da história da Arca de Noé, só que nos dias atuais, e que ocorre em uma cidadezinha escondida do Brasil, nele conhecemos Noé e sua família que decidem construir uma arca, no entanto, algo sempre dá errado, e aparece na história Moisés, Dom Quixote... A fantasia invade a narrativa e ao mesmo tempo que parece que tudo está muito "humano" algo muda e algo sobrenatural começa a ocorrer. Gostei de personagens fortes como o padre que gostava de mentir.
Eu gosto desse estilo de escrita, já li todas as peças de Ariano Suassuna e cheguei a decorar de tanto que eu lia a mesma peça, acho essa escrita muito gostosa de se ler e cheia de personagens reais que sentem desejo, raiva, e sentimentos muitas vezes que são anulados em alguns livros.
Vale muito a pena esse livro!!!
Resumo: O que aconteceria se Noé, um visionário, por ordem direta de Deus,
começasse a construir uma arca para salvar a si, a sua família e aos animais do
dilúvio? E se Moisés, um místico que conversa com Deus entre raios e trovões,
fosse contra a construção desta arca, alegando que a vontade divina era
aniquilar a humanidade? E o que pensaria Deus, cujo desejo dessa vez é salvar
apenas os animais, acompanhando do alto a trama que se desenrola na pequena
cidade de Paraíso? No decorrer da narrativa surgem outros personagens: padre
Juan, pároco da cidade, para quem a mentira e as mulheres representam os
maiores prazeres; Eva, a bela mulher cobiçada pelo padre; Adão, marido de Eva,
um garçom que nasceu sem uma das costelas e dom Quixote, que chega à cidade
montado em seu Rocinante e é contratado por Noé para vigiar a construção da
arca. O resultado é uma história hilariante e imperdível, que mistura realismo
fantástico e crítica social. A falta de valores morais, a corrupção, o
adultério, o desemprego, são abordados de maneira irreverente pelo autor. A
barca dos animais prende a atenção do leitor do início ao fim, comprovando o
talento de ficcionista de Rodolfo Motta Rezende que foi apresentado pelo editor
Ênio Silveira como um dos mais talentosos escritores da contemporaneidade.
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