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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

O Oceano no Fim do Caminho - Neil Gaiman

Minha opinião: Antes de iniciar a leitura do livro, eu decidi ler algumas resenhas, algumas boas e outras muito ruins, e alguns disseram até que não entenderam nada...
Bem, eu, como sempre, amei esse livro. Eu adoro a escrita do Neil Gaiman, e sinceramente, acho que não tem como não entender esse livro... Ah, talvez seja esse o problema, querer entender o que não precisa, afinal é necessário apenas imaginar.
Gaiman, narra a história de um homem que deve ter lá pelos seus cinquenta anos e que após um falecimento, retorna ao lugar onde morou quando criança e sem perceber se vê em um lugar que nem se lembrava que existia, só que foi justamente naquele lugar que aconteceu algo - digamos assim - inacreditável...
Aí que a história começa a ser narrada, a partir de uma visão infantil, onde tudo pode acontecer, e justamente nessa história, esse homem, volta ao passado, justamente quando tinha 7 anos, quando ficava sozinho, sem amigos e perdido em livros e mais livros, até que um suicídio começa a mudar tudo a sua volta, e aí que ele encontra a sua amiga, uma menina de 11 anos, chamada Lettie Hempstock, que devia já ter 11 anos durante muito, mais muito tempo mesmo...

Como sempre, Gaiman,usa da fantasia, deuses antigos, e muito simplicidade, ele consegue fazer com que aquilo que é mais simples, se torne algo tão especial que dá até arrepio... Penso, que talvez, algumas pessoas não entendam o livro, por que elas querem um sentido logico em coisas que não precisam ser lógicas - quem leu ou assistiu o filme STARDUST sabe do que eu estou falando, afinal, uma estrela cair do céu como uma garota, não faz lá muito sentido, e ter um muro simples que divide o mundo de fantasia com o mundo real com um velho cuidando para que ninguém passe de um lado para o outro, no minimo é esquisito. Portanto, se conseguir ler esse livro, com um olhar infantil onde tudo pode acontecer, tenho certeza que vai adorar.

Os personagens são ótimos, a história tão envolvente como a narrativa... Vale muito a pena!
e vai com certeza para OS MELHORES!

Resumo: "As pessoas pensam que sonhos não são reais apenas porque não são feitos de matéria, de partículas. Sonhos são reais, mas eles são feitos de pontos de vista, de imagens, de memórias e trocadilhos, e de esperanças perdidas." - Neil Gaiman

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo.

Compre esse livro aqui!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Vol 2 Coisas frágeis - Neil Gaiman

Minha opinião: Eu gosto muito do Neil Gaiman, e gostei desse segundo volume dos contos – e nesse volume conta também com poemas – mas confesso que prefiro o primeiro livro. Bem, como sempre, Gaiman surpreende com sua imaginação que se transforma em narrativa que prendem a atenção e muitas vezes me deixam confusa – uma confusão boa – e querendo mais. Dou destaque para os seguintes contos 'Quem Alimenta e Quem Come' e ‘Garotos Bonzinhos Merecem Favores' – esse último eu até usei como um recurso em um trabalho como forma de resgate do passado, o que foi bem interessante, você sabem que eu adoro contar histórias e as do Neil Gaiman são ótimas para se ler em voz alta.

Outra coisa que quero destacar são os nomes dos contos, o autor, dá nomes tão interessantes como esse 'Noivas Proibidas dos Escravos sem Rosto na Casa Secreta da Noite do Temível Desejo', legal né? Bem, eu estou gostando muito de contos e acho que é uma leitura rápida, dinâmica e gostosa – claro que se o conto for bom, né? E os do Gaiman são bons.
Resumo: Em 'Coisas Frágeis 2', Neil Gaiman mostra poemas inspirados em contos de fada - 'A Câmara Secreta', 'Cachinhos', 'Instruções' e 'Inventando Aladim', e criando narrativas sob a influência dos mais diversos elementos. As pequenas histórias que integram o conto 'As Meninas' tiveram origem nas canções do álbum Strange Little Girls, de Tori Amos. Em 'No Final', Gaiman imagina como seria o último livro da Bíblia e acaba criando um Gênesis às avessas; já em 'Pó Amargo', lendas urbanas e os estudos de Zora Neale Hurston sobre cultura negra e vodu compõem uma narrativa que tem como cenário a cidade de Nova Orleans. O conto 'Quem Alimenta e Quem Come' nasceu de um pesadelo de Gaiman, enquanto 'Garotos Bonzinhos Merecem Favores' teve como ponto de partida lembranças de infância do autor. A mistura de realismo e fantasia, tão característica das obras de Gaiman, também se encontra presente nesta antologia, principalmente em 'Noivas Proibidas dos Escravos sem Rosto na Casa Secreta da Noite do Temível Desejo', que recebeu o Prêmio Locus de melhor conto em 2005. Ao longo dessa narrativa, Gaiman promove uma reflexão sobre realismo versus fantasia, ao abordar a dificuldade que o protagonista da história enfrenta para redigir um romance realista.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Coisas Frágeis - Neil Gaiman

Minha opinião: Que eu sou fã do Neil Gaiman todo mundo sabe, por isso devem imaginar a minha resenha... É, será assim mesmo, afinal, é a mais pura verdade. Eu adoro como Neil Gaiman escreve, ele coloca a loucura como algo do cotidiano, em que ser “normal” é esquisito, e a fantasia e o irreal são imprescindíveis para que exista vida. E eu adoro isso.
Bem, nesse livro de contos, vou confessar que o primeiro conto não me envolveu tanto quanto eu esperava, acho que faltou um pouco do estilo do autor, uma pena, mas já no segundo tudo mudou, os contos são muito bons e bem escritos. Dou ênfase para o conto “A vez de Outubro” que é maravilhoso, e vou mostrar um trecho da parte em que ele descreve o personagem – que sinceramente o autor faz com perfeição:

“O Nanico era um menino magrinho de 10 anos, baixinho, com o nariz escorrendo e o semblante vazio. Se você tentasse apontá-lo num grupo de garotos, iria apontar errado. Ele seria o outro, o garoto ao lado, aquele pelo qual você passou batido” (p.51).

Além desse conto, o último também vale muito a pena, afinal, dá para matar a saudade do Shadow – é isso mesmo, é o Shadow do livro “Deuses Americanos”. Esse personagem é ótimo e sua tranqüilidade e a bondade “estranha” dentro de um homem enorme, é sensacional.
Bem, não preciso dizer que vale muito a pena ler esse livro né? E ainda mais que ele está por R$9,90 no submarino...

Resumo: Os nove contos de ´Coisas Frágeis´ trazem Gaiman abordando os mais diversos temas, misturando puberdade, punk rock e ficção científica em ´Como Conversar com Garotas nas Festas´; combinando o Sherlock Holmes de sir Arthur Conan Doyle com o terror de H. P. Lovecraft em ´Um Estudo em Esmeralda´; extrapolando o mundo de Matrix em ´Golias´, inspirado no roteiro original do primeiro filme; ou mesmo presenteando a filha mais velha com um conto fantástico sobre um clube de epicuristas em ´O Pássaro-do-Sol´. ´Coisas Frágeis´ é um tratado prático de como escrever boas histórias - histórias que, como diz a introdução do livro, ´duram mais que todas as pessoas que as contaram, e algumas duram muito mais que as próprias terras onde elas foram criadas´.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Lugar Nenhum - Neil Gaiman

Minha opinião: Tudo bem, tudo bem... Eu sou um pouco suspeita – só um pouco – por escrever sobre um livro do Neil Gaiman. Afinal, quem acompanha o blog, sabe que eu tenho uma queda pela escrita do autor, que em minha opinião tem uma forma única e surpreendente de descrever pequenos momentos, sentimentos e coisas que nos parecem tão irrelevante, mas que nas palavras deles se tornam uma leitura maravilhosa. Nesse livro em especial, Gaiman não deixa a desejar – apesar de que prefiro muito mais o livro Filhos de Anansi. Essa história do livro vem a partir de uma mini-série da BBC escrita pelo autor, que depois ele transformou em romance e gente como eu me diverti – como sempre – lendo esse livro. Olha só, a história conta sobre um cara chamado Richard que morar em Londres, chegando lá ele começa a trabalhar em uma boa empresa e tem uma noiva muito bonita, mas um dia ele esbarra com uma garota caída no chão, ela estava machucada e Richard a ajuda, bem, até aí tudo bem, mas o que acontece depois é que ele fica invisível para todo mundo e quem o consegue ver, não se lembra dele nem mesmo a sua noiva se lembra dele. Imagina isso? Que loucura, pois bem, é uma loucura mesmo. Nisso, ele descobre outra Londres, chamada Londres de baixo, lugar que ele parte para buscar a sua “vida de volta” e desaba em uma aventura muito maluca – como em todos os livros do Neil – em que o sobrenatural perambula de uma maneira muito comum no cotidiano das pessoas.
Bem, eu digo que esse livro vale a pena! E claro, vou assistir a mini série e depois conto pra vocês.

Resumo: Lugar Nenhum é o primeiro romance de Neil Gaiman, autor dos best-sellers Deuses Americanos (Conrad, 2004) e Filhos de Anansi (Conrad, 2006), e criador da revolucionária série de quadrinhos Sandman. Concebida originalmente como série de TV em seis capítulos, Lugar Nenhum foi transmitida pela rede inglesa BBC. A transformação em romance resultou em sucesso imediato, conduzindo a obra às listas de best-sellers do Los Angeles Times e do San Francisco Chronicle, entre outras. Um conto de fadas moderno, Lugar Nenhum fascina tanto os leitores de fantasia quanto os fãs de literatura pop. Com a inteligência, o humor e a capacidade única de fundir sonho e realidade que caracterizam a sua obra, Gaiman conta a história de Richard Mayhew, um jovem escocês que vive uma vida normal em Londres. Tem um bom emprego e vai se casar com a mulher ideal. Uma noite, porém, ele encontra na rua uma misteriosa garota ferida e decide socorrê-la.
Depois disso, parecer ter se tornado invisível para todas as outras pessoas. As poucas que notam sua presença não conseguem lembrar exatamente quem ele é. Sem emprego, noiva ou apartamento, é como se Richard não existisse mais. Pelo menos não nessa Londres. Sim, porque existe uma outra: a Londres-de-Baixo. Constituída de uma espécie de labirinto subterrâneo, entre canais de esgoto e estações de metrô abandonadas, essa outra Londres é povoada por monstros, monges, assassinos, nobres, párias e decaídos - e é para lá que Richard vai.

Tem mini-série desse livro - eu já escrevi isso antes né? rs...

Título Original: Neverwhere
Título Traduzido: Neverwhere - Lugar Nenhum
Gênero:
Duração: 30 min
Episódio: Minissérie em 6 episódios
Data de Lançamento: 1996
Direção: Dewi Humphreys

Resumo: Neverwhere foi uma série criada em 1996 para a Rede Britânica BBC por Neil Gaiman e Lenny Henry e foi ao ar em seis episódios. Após uma década de sua criação foi lançada no Brasil com o título "Lugar Nenhum" e no formato de romance.
A história narra a saga do jovem Richard Mayhew após o encontro com uma garota misteriosa e ferida, no meio da rua e que ele decide ajudar. A partir daí sua vida entra num mundo de aventuras e fantasias aterradoras para qualquer ser humano normal. Por seu ato nobre ele deixa de pertencer a sua vida e caminha por uma outra Londres, a Londres-de-Baixo. Lá entra em contato com seres fantásticos e mágicos e percebe não se encaixar mais em lugar algum, além de encarar um novo mundo que funciona com regras diferentes da que está habituado e com seres que desconhecem os códigos de sobrevivência da Londres-de-Cima.
Olha um trecho da série:

Gente! Quero pedir desculpas pra vocês por não estar comentando tanto no blog de vocês e nem comentando aqui os comentários, mas é que estou trabalhando em um hospital e já viram né? Fiquei um pouco sem tempo...

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Belas maldições: Belas E Precisas Profecias De Agnes Nutter - NEIL GAIMAN, TERRY PRATCHETT

Minha opinião: Eu adoro o Neil Gaiman e nesse livro ele arrasou – claro que juntamente com Terry Pratchett – Eu estava para ler esse livro faz tempo e decididamente devia ter lido antes. Eu ri muito, me diverti pra caramba com esse livro, sério mesmo, eu acho que Neil consegue escrever de uma maneira tão... como descrever? Bem, sei lá, o fato é que dá vontade de ler sem parar, além de que suas descrições são tão inimaginavelmente simples e isso faz a leitura tão prazerosa. Em primeiro lugar tenho que dizer o que me chamou a atenção para ler esse livro né? Pois bem, o que me chamou foi a sinopse, imagine só, o fim do mundo está chegando por que na terra está o anticristo e um demônio e um anjo querem de toda maneira evitar esse fim do mundo, só que esse anticristo tem apenas onze anos e tem uma “gangue” chamada “Eles” que fazem coisas arteiras nas ruas onde moram.

“Havia um recém-chegado ao vilarejo. Novas pessoas eram sempre fonte de interesse e especulação entre Eles, não importava como os quatro haviam chamado sua gangue ao longo dos anos; as freqüentes mudanças de nome normalmente eram provocadas pelo que quer que Adam tivesse lido ou assistido no dia anterior (Esquadrão Adam Young; Adam e Cia.; A Gangue do Buraco no Giz; Os Quatro Realmente Famosos; a Legião dos Super-Heróis de Verdade; a Gangue da Pedreira; O Quarteto Secreto; A Sociedade de Justiça de Tadfield; Os Galaxatrons; As Quatro Pessoas justas; Os Rebeldes). Todas as outras pessoas sempre se referiam a eles sombriamente como Eles, e depois de algum tempo até eles mesmos.”

Além disso o anticristo gosta de comida natural e luta pela preservação das baleias... entre outras coisas. Acredita? Eu fiquei super curiosa para ler, e poxa eu adorei quando li. Ah, o nome do anticristo é Adam e ele é um garoto muito fofo! Olha só, vou chamar a atenção do livro para algumas partes que eu adorei, primeiro é a parte em que o anticristo é bebê e é levado para a maternidade para ser trocado; Nossa, é surreal a conversa da Freira Maria com o Sr. Young, doideira. Depois, tem as conversas dos “Eles”, é muito criança, quando um fala uma coisa e outra muda de assunto, e outro fala de outra coisa e assim por diante, muito bom! E a parte da inquisição espanhola é muito legal... eu ri muito.

Olha só mais um trechinho:
“ — Não vejo por que todo mundo fala tão mal de bruxas — disse Adam.
Os Eles olharam uns para os outros. Isso parecia promissor.
— Bom, elas estragam colheitas — disse Pimentinha. — E afundam navios. E dizem se você vai ser rei e coisas assim. E cozinham coisas com ervas.
— Minha mãe usa ervas — disse Adam. — E a sua também.
— Ah, mas com aquelas tudo bem — disse Brian, determinado a não perder sua posição como especialista em ocultismo. — Acho que Deus disse que podia usar menta, salva, essas coisas. Por isso não tem nada de errado em menta e salva.
— E elas podem fazer você ficar doente só de olhar pra você —disse Pimentinha. — Isso se chama mau-olhado. Elas te dão um olhar, e aí você fica doente e ninguém sabe por quê. E fazem um modelo de você e enchem de alfinetes e você fica doente onde todos os alfinetes estiverem — acrescentou animada.
— Esse tipo de coisa não acontece mais — reiterou Wensleydale, o racional. — Porque a gente inventou a Ciência e todos os padres queimaram as bruxas para o bem delas. Isso se chamou Inquisição Espanhola.
— Então acho que deveríamos descobrir se essa mulher do Jasmine Cottage é bruxa e se for devemos contar ao Sr. Pickersgill - disse Brian. Pickersgill era o padre. Atualmente estava discutindo com os Eles assuntos que variavam de subir no teixo do quintal da igreja até tocar a campainha e sair correndo.
— Não acho que sair queimando gente seja permitido — disse Adam. — Senão as pessoas estariam fazendo isso a todo instante.
— Tudo bem se você for religioso — disse Brian com segurança — E isso impede que as bruxas vão para o Inferno, então acho que elas até ficariam bastante agradecidas se entendessem isso direito.
— Não consigo ver o Picky tocando fogo em alguém — disse Pimentinha.
— Ah, não sei não — disse Brian, com sinceridade.
— Tocando fogo de verdade não — fungou Pimentinha. — Acho que ele iria mesmo era contar aos pais dele, e deixar por conta deles se alguém vai ser queimado ou não.
Os Eles balançaram as cabeças em sinal de desgosto com os atuais padrões baixos de responsabilidade eclesiástica. Então os outros três olharam para Adam com expectativa.
Sempre olhavam para Adam com expectativa. Era ele que tinha as idéias.
— Talvez a gente devesse fazer isso por conta própria — disse. - Alguém devia fazer alguma coisa se existem tantas bruxas por aí. É... é como aquele esquema da Vigília da Vizinhança.
— Bruxaria de Vizinhança — disse Pimentinha.
— Não — disse Adam com frieza.
— Mas não podemos ser a Inquisição Espanhola — disse Wensleydale. — Não somos espanhóis.
— Aposto que a gente não precisa ser espanhol para ser a Inquisição — disse Adam. — Aposto que é que nem ovos escoceses ou hambúrgueres americanos. Basta parecer espanhol. É só a gente fazer parecer espanhol. Então todo mundo saberá que é a Inquisição Espanhola.
Silêncio.
Que só foi quebrado pelo barulho de um dos pacotes de batatas fritas vazios que viviam se acumulando onde quer que Brian estivesse sentado. Olharam para ele.
— Eu tenho um cartaz de touradas com meu nome — disse Brian bem devagar."

Resumo: Segundo as 'Belas e precisas profecias de Agnes Nutter', o mundo vai acabar num sábado. No próximo sábado, e ainda por cima antes do jantar. O que é um grande problema para Crowley, o demônio mais acessível do Inferno e ex-serpente, e sua contraparte e velho amigo Aziraphale, anjo genuíno e dono de livraria em Londres. Eles gostam daqui de baixo (ou, no caso de Crowley, daqui de cima). Portanto, eles não têm outra alternativa senão encontrar e matar o Anticristo, a mais poderosa criatura do planeta. O problema é que o Anticristo é um garoto de 11 anos e, ao contrário de tudo o que você já possa ter visto em algum filme, é um garoto que adora seu cachorro, se preocupa com o meio ambiente e é o filho que qualquer pai gostaria de ter. Além, claro, de ser indestrutível.

domingo, 19 de setembro de 2010

Deuses Americanos - Neil Gaiman

“(...) Acho que conheci algumas pessoas, mas não tenho mais certeza de nada. É igual a um daqueles sonhos que provoca transformações. Você guarda um pouco do sonho pra sempre, e sabe algumas coisas lá no fundo da alma, porque aconteceram, mas, quando vai procurar os detalhes, eles fogem da mente.”

Minha Opinião: Louco, completamente louco! Bizarro, estranho, violento, sem pudor, sem certezas, sem direção. Esse livro me deixou confusa, me deixou boquiaberta, me deixou com raiva, sem orientação... Mas sabe que eu até que gostei desse livro? Por incrível que pareça – incrível mesmo – eu gostei. Os nomes dos personagens são tão comumente interessantes: Shadow, Senhor World, senhor Town, Wednesday... E por ai vai! Eu estava lendo o livro e comecei a me sentir inquieta – será que eu iria desistir de ler? Talvez – mas ai eu disse para mim mesma “Se entrega” e foi isso que eu fiz, deixei ir... E foi...rs... Me perdi nas palavras e muitas vezes balançava a cabeça sem acreditar no que estava lendo, mas poxa, eu gostei. Sem me alongar muito, devo confessar que prefiro o livro “Os filhos de Anansi” do mesmo autor, acho que eu me diverti muito mais. Porém com esse livro eu tive uma experiência, no mínimo surreal. Por isso esse livro valeu a pena ser lido.

“Nada disso pode estar acontecendo de verdade. Se você se sentir mais confortá¬vel assim, poderia pensar no acontecimento simplesmente como uma metáfora. Religiões são, por definição, metáforas, apesar de tudo: Deus é um sonho, uma esperança, uma mulher, um escritor irônico, um pai, uma cidade, uma casa com muitos quartos, um relojoeiro que deixou seu cronômetro premiado no deserto, alguém que ama você - talvez até, contra todas as evidências, um ente celestial cujo único interesse é assegurar-se de que o seu time de futebol, o seu exército, o seu negócio ou o seu casamento floresça, prospere e triunfe sobre qualquer oposição.”

Resumo: Depois de passar três anos na prisão, tudo o que Shadow queria era voltar para os braços de sua mulher e ficar para o resto da vida longe de confusão. Mas, poucos dias antes da data marcada para sua soltura, descobre que sua mulher tinha morrido em um acidente. Seu mundo se torna um lugar mais frio...No avião em que volta para casa, Shadow conhece um senhor grisalho, chamado Wednesday, que lhe oferece um trabalho. E Shadow, um homem sem nada a perder aceita. Mas trabalhar para o enigmático Wednesday tem seu preço, e Shadow logo descobre que seu papel nas armações dele será muito mais perigoso do que poderia imaginar...Tão perturbador quanto divertido, 'Deuses Americanos' é uma viagem caleidoscópica e sombria que vai fundo nos mitos e cruza o mundo atual de maneira, ao mesmo tempo, misteriosamente familiar e completamente estranha.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Os Filhos de Anansi - Neil Gaiman

“— Você paga a conta — ordenou Grahame. — Aí eu vou acompanhar você e a mocinha até o carro. De lá, vamos pra minha casa, pra conversarmos direito. Se fizerem uma gracinha, eu atiro nos dois. Capiche?
Fat Charlie "capichou" direitinho. Ele também "capichou" quem dirigia a Mercedes na outra tarde, e como escapara por pouco de morrer. Fat Charlie começava a "capichar" o quanto Grahame Coats era maluco e a chance mínima que Daisy e ele tinham de sair dessa vivos.”

Minha opinião: Tá certo, em primeiro lugar, sim, eu demorei muito para ler esse livro, por vários motivos e circunstancias da vida cotidiana que me impediram de ler antes, entre elas estava: 1) Voltar ao trabalho; 2) Terminar um artigo cientifico; 3) Bem... não tem terceira coisa. De qualquer maneira, acho que é melhor voltar ao livro, eu simplesmente achei o livro muito legal, divertido, engraçado, interessante, empolgante... e outras coisas que não vou citar aqui por que vai ficar demasiadamente desinteressante, pois bem, o fato é eu adorei o autor desde quando li Coraline, que foi muito bom, e essa história também é muito boa, adorei principalmente as suas descrições – que são ótimas – porque com elas eu consigo imaginar exatamente o que ele estava tentando mostrar, além do modo de escrita tão envolvente – Pelo menos eu achei. Agora vamos para a história, bem... Ela fala sobre Fat Charlie, um cara... bem... Pra lá de sem graça e desajeitado e tal, mas um dia seu pai – que ele detestava - morre e Fat Charlie descobre que seu pai era um Deus e que de quebra lhe deixou um irmão que herdou toda a parte “Endeusado” da família. Certo. Até ai tudo Certo. Mas então ele chama o irmão e ai a vida de Fat Charlie vira uma loucura completa, o irmão dele Spider é um cara meio “piradinho” e muito cara de pau, e de certa forma charmoso também, confesso. O livro é muito bom e quero muito ler outro livro desse autor e até já consegui, e estou animada.

“FAT CHARLIE SÓ TINHA SIDO GORDO DURANTE ALGUNS POUCOS anos, desde pouco antes de completar 10 anos de idade - quando sua mãe anunciou ao mundo que, se havia uma coisa que ela não agüentava mais (e, se o cavalheiro em questão tivesse alguma objeção, poderia enfiá-la você sabe muito bem onde), era o seu casamento com aquele bode velho com o qual tinha cometido o infeliz erro de se casar, e o qual ela abandonaria na manhã seguinte para ir a algum lugar muito, muito distante, e era melhor ele não segui-la — até seus 14 anos, quando cresceu um pouco e começou a fazer mais exercícios físicos. Ele não era gordo. Para falar a verdade, não era nem mesmo gordinho. Apenas tinha aquela aparência de quem tem a barriga meio mole. Mas o nome Fat Charlie grudou nele como chiclete na sola do sapato. Ele se apresentava como Charles ou, na época em que tinha 20 e poucos anos, como Chaz ou, quando escrevia, como C. Nancy, mas não adiantava: o nome infiltrava-se insidiosamente nas novas fases de sua vida como as baratas invadem as reentrâncias atrás da geladeira numa nova cozinha. Gostasse ou não - e ele não gostava -, voltava a ser Fat Charlie.”

Resumo: A Conrad lança Os Filhos de Anansi, obra prima que estreiou em primeiro lugar na lista dos mais vendidos do New York Times. O livro conta a história de Fat Charlie, um tímido americano que escolheu ter uma vida pacata e sem-graça como contador numa empresa londrina. Ao ir ao funeral de seu pai, Sr. Nancy, Fat Charlie ouve uma velhinha, amiga do pai há anos, dizer que ele na verdade era o deus Anansi, uma divindade trapaceira e brincalhona da mitologia africana. A partir desse episódio, sua vida vira de cabeça para baixo. Os Filhos de Anansi mistura mitologia com toques xamanistas, elementos do folclore afro-americano e uma deliciosa descrição do mundo interior de um homem muito tímido mas, acima de tudo é uma história sobre algo bastante comum: as conturbadas relações entre pais e filhos.Tudo isso envolto num humor discreto capaz de fazer o leitor rir com uma única linha. A obra é a continuação do consagrado escritor Neil Gaiman para sua saga a respeito de deuses modernos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Coraline - Neil Gaiman

Minha opinião: Esse livro é muito legal! Bem... eu também gosto muito de livros infantis e esse é ótimo! Coraline é incrivelmente esperta e ao mesmo tempo tão infantil, que eu a amei desde as primeiras páginas. Bem a história narra Caroline que se muda para um apartamento e lá ela encontra uma porta que a leva para um outro mundo em que existe “outros” pais e “outro” apartamento e assim por diante, só que tem um grande problema já que seus pais autênticos somem e ela tem que enfrentar essa “outra” mãe para conseguir eles de volta. Durante a história eu tive vários sobressaltos, mas também adorava a exploração da Coraline no jardim, na sua casa e também na sua “outra” casa. Muito bom, um ótimo livro infantil!
Resumo: Coraline (e NÃO "Caroline", como ela mesmo diz inflexivelmente) acaba de se mudar para um apartamento num prédio antigo. Seus vizinhos são velhinhos excêntricos e amáveis que não conseguem dizer seu nome do jeito certo, mas encorajam sua curiosidade e seu instinto de exploração. Em uma tarde chuvosa, consegue abrir uma porta na sala de visitas de casa que sempre estivera trancada e descobre um caminho para um misterioso apartamento "vazio" no quarto andar do prédio. Para sua surpresa, o apartamento não tem nada de desabitado, e ela fica cara a cara com duas criaturas que afirmam ser seus "outros" pais. Na verdade, aquele parece ser um "outro" completo mundo mágico atrás da porta. Lá, há brinquedos incríveis e vizinhos que nunca falam seu nome errado. Porém a menina logo percebe que aquele mundo é tão mortal quanto encantador e que terá de usar toda a sua inteligência para derrotar seus adversários.
TEM FILME DESSE LIVRO!
Título no Brasil: Coraline e o Mundo Secreto

Título Original: Coraline
País de Origem: EUA
Gênero: Animação
Classificação etária: Livre
Tempo de Duração: 100 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 13/02/2009
Site Oficial: http://coraline.com
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Henry Selick
 
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