segunda-feira, 18 de maio de 2026
De cada quinhentos uma alma, de Ana Paula Maia
Verity, de Colleen Hoover
Drácula, de Bram Stoker
domingo, 17 de maio de 2026
Uma delicada coleção de ausências – Aline Bei
Os Malaquias – Andréa del Fuego
O Alienista – Caleb Carr
Terra Dentro – Vanessa Vascouto
Eu Só Existo às Terças-feiras – Rodrigo Goldacker
A Casa na Rua Mango – Sandra Cisneros
A Metamorfose - Franz Kafka
O Avesso da Pele – Jeferson Tenório
Se não fossem as sílabas do sábado – Mariana Salomão Carrara
Se deus me chamar não vou – Mariana Salomão Carrara
O Lugar, da Annie Ernaux
Há uma lápide com o seu nome – Camilla Canuto
O que mais me tocou foi o jogo de espelhos entre as protagonistas. Sentimos a angústia de Bernarda, que quer ser vista e amada, mas também somos levados para o mundo interior de Constança. Ela não é simplesmente alguém "difícil"; é uma mulher que também buscou ser olhada e que carrega suas próprias dores e impossibilidades.
A obra nos faz refletir sobre como as marcas familiares se mantêm e se repetem, mas também sobre a tentativa constante de mudar, de ir ou de ficar. Não existe o "bom" ou o "mau" absoluto aqui; o que existe é a vida, o sofrimento e o aprendizado contínuo. É um livro que humaniza o conflito e nos obriga a olhar para as feridas abertas com mais empatia e menos julgamento. Uma leitura visceral sobre o desejo de pertencimento e as complexidades do vínculo materno.
Doce introdução ao caos, da Marta Orriols
Escrevo seu nome no arroz (Caetano Romão)
Vamos Comprar um Poeta – Afonso Cruz
sábado, 2 de maio de 2026
O Familiar – Leigh Bardugo
Carvão Animal – Ana Paula Maia
A Pediatra – Andréa del Fuego
Tudo pode ser roubado – Giovana Madalosso
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Se Adaptar – Clara Dupont-Monod
Há uma lápide com o seu nome – Camilla Canuto
Os Ratos – Dyonélio Machado
O Impulso – Won-pyung Sohn
sábado, 14 de fevereiro de 2026
As Miniaturas - Andréa del Fuego
Uma Noite na Livraria Morisaki - Satoshi Yagisawa
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
Circe - Madeline Miller
sábado, 7 de fevereiro de 2026
Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada - Carolina Maria de Jesus
fevereiro começa aqui Tese sobre uma domesticação - Camila Sosa Villada
Um ponto que me chamou muito a atenção foi a escolha narrativa de não dar nomes próprios aos personagens. Eles são identificados pelos papéis que ocupam ou pelas funções que desempenham naquele momento: a Atriz, o Homem, o Filho. Isso não nos deixa perdidos; pelo contrário, reforça o lugar simbólico de cada um na trama. A história gira em torno de uma família "fora do padrão" que tenta viver uma vida doméstica padrão: uma atriz travesti famosa que se casa com um advogado gay e juntos adotam uma criança soropositiva.
É uma leitura instigante e difícil em alguns momentos, pois a autora não romantiza a realidade. Mas, acima de tudo, é uma obra sobre a humanidade compartilhada. Ao fechar o livro, a sensação que fica é que, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero ou classe social, todos nós estamos sujeitos às mesmas angústias: o amor, a raiva, o dia a dia e a complexidade das relações.
Sinopse
Em Tese sobre uma domesticação, Camila Sosa Villada narra a vida de uma atriz travesti de sucesso que, no auge de sua carreira e popularidade, decide firmar um pacto de vida doméstica. Ela se casa com um advogado gay rico e, juntos, adotam um menino de seis anos que vive com HIV. Aparentemente, eles constroem o cenário da família perfeita e blindada contra o preconceito. No entanto, a "domesticação" de seus corpos e desejos cobra um preço alto. Com uma prosa visceral e poética, o livro questiona se é possível renunciar à própria natureza selvagem em troca da paz burguesa e explora os limites entre o amor familiar e a solidão.. Ao fechar o livro, a sensação que fica é que, independentemente de orientação sexual, identidade de gênero ou classe social, todos nós estamos sujeitos às mesmas angústias: o amor, a raiva, o dia a dia e a complexidade das relações.