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domingo, 2 de fevereiro de 2014

O Bater de Suas Asas - Paul Hoffman

Minha Opinião: Acho que a palavra que poderia descrever esse último livro da saga é: Angustiante. 
Normalmente eu fico triste ao encerrar uma série, afinal, é muito tempo com os personagens - rs - mas também por que sabemos que não haverá continuação, portanto, é um adeus. Mas nessa saga, eu não me senti assim... Acho que isso se deve ao Cale, ele precisava profundamente de um tempo, ou melhor, de um fim, não sei como ele aguentava, página após página tanta "desgraça", a morte sempre no seu encalço e a sua volta, onde quer que ele fosse, algo de muito ruim acontecia.
Bem, nesse final, Cale continua frágil fisicamente, o que faz com que ele tenha que tomar decisões mais politicas, e seus amigos o auxiliam bastante nesse momento,  principalmente Henri Embromador, e se preparem para algo que eu "meio" que esperava, mas não do jeito que aconteceu, com o Henri. Cale tenta lidar nesse momento, com suas questões emocionais, o que o deixa muito nervoso, por que é horrível quando não queremos sentir aquilo que sentimos, não é mesmo? e é justamente isso que acontece com ele.
Mas, eu gostei desse final, acho que foi mais do que justo, eu percebi como o Cale do primeiro livro, foi se modificando e se alterando, ainda que algumas características permanecessem, ele conseguiu lidar com coisas que são muito difíceis. Vale a pena.
Olha um trecho, do sempre sarcástico, Thomas Cale.

" - É justo lhe avisar - acrescentou IdrisPukke depois de um curto silêncio - que Imamuel Kant também dizia que é errado contar mentiras. Ele dizia que se você decidisse esconder um amigo que apareceu na sua casa dizendo que um assassino estava atrás dele, e depois o assassino batesse na porta e perguntasse se o seu amigo estava lá, pois precisava matá-lo...bem, que seria errado contar uma mentira. Você teria que fazer a coisa certa e entregar seu amigo.
- Você está brincando - Disse Cale.
- Não estou, juro. Ele disse isso mesmo.
- Me diga, IdrisPukke, se você se visse diante da sua morte e da morte de sua família pela mão dos Redentores, ou de alguém como eles, quem você ia querer que ficasse entre vocês e eles: eu ou Imamuel Kant?" (p. 269)

Resumo: O cenário da trilogia iniciada com a A mão esquerda de Deus é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, ilhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. 

A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal. Entre os jovens está Thomas Cale. Não se sabe ao certo se ele tem 14 ou 15 anos ou como foi parar ali. O que se sabe é que ele tem uma capacidade incomum de matar pessoas e organizar estratégias de combate. E que o seu treinamento militar brutal tinha um único propósito: destruir o maior erro de Deus, a humanidade. Desde que descobriu esta verdade, Cale é assombrado pelo homem que o transformou em Anjo da Morte: o Redentor Bosco. 
Arrogante e inocente, generoso e impiedoso; o garoto é um paradoxo, temido e reverenciado por seus criadores. Sua força já foi usada para derrubar a civilização mais poderosa do mundo, mas agora está fraco. Sua alma está morrendo. Enquanto seu corpo é assolado por terríveis convulsões, Thomas Cale sabe que o Juízo Final não irá esperar por ele. O desejo de vingança o guia de volta ao Santuário, para confrontar Bosco, alvo de todo o seu ódio: Em O bater de suas asas, Cale deve reconhecer que é a encarnação da ira de Deus e decidir se é hora de lançar mão de sua habilidade ímpar de destruição ¿ o futuro da humanidade está em suas mãos.

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

As Últimas Quatro Coisas - Paul Hoffman

Minha opinião: Como eu queria ler esse livro!!! Quando terminei "A mão esquerda de Deus" - que é o primeiro livro da saga - lembro que ainda não havia lançado no Brasil a continuação, e eu fiquei muito agoniada, por que o primeiro foi simplesmente sensacional!
E eu tenho que agradecer novamente o meu irmão, que me deu de presente a saga completa adiantado de aniversário - uhu!
Bem, mas vamos ao que interessa, né? Nesse livro, Cale se encontra novamente no santuário, e se sentindo mais com muita, mais muita raiva mesmo da Arbell, afinal, ele acredita que ela o traiu sem dó nem piedade, tem um trecho do livro que mostra bem isso, olha:

"Descrever o humor de Cale como péssimo seria uma injustiça ao mau humor. Não existe palavra em nenhuma língua para descrever a agitação em seu coração, o asco diante da ideia de voltar ao Santuário e o ódio amargo pela traição de Arbell Materazzi, conhecida por todo mundo como Pescoço de Cisne. Por conta disso não é preciso dizer mais nada sobre sua beleza e seu encanto - nada sobre a flexibilidade das longas pernas, a cinturinha fina de tirar o fôlego, a curva dos seios (eles não eram vistosos, eram absolutamente acintosos), nada disso era necessário. Ela era um cisne em forma humana. Em sua mente, Cale nao parava de se imaginar torcendo o pescoço deste cisne e então, miraculosamente, revivendo a ave para novamente matá-la - desta vez partindo o pescoço com violência, na seguinte um lento estrangulamento e depois talvez arrancando o coração para queimá-lo, dando em seguida uma bela mexida nas cinzas só para ter plena certeza" (p.16).

Ou seja, Cale estava muito chateado mesmo com toda essa situação. Mas, como sempre, ele consegue fazer coisas que até o Redentor enforcado duvidaria, nesse livro, ele consegue controlar um exercito, ganhar várias vezes - o que mostra o seu poder de estrategista - então se prepare para várias cenas de confronto, estrategias. Sem contar nos outros personagens e nas reviravoltas que acontecem, desde Henri Embromador, que eu achei que ganhou destaque, e ainda bem, por que ele é um personagem também muito interessante. Confesso, que como eu li o primeiro livro há muito tempo, fiquei um pouco perdida no inicio, mas logo fui me encontrando com os personagens, e também dei uma lidinha básica no primeiro livro para me situar. Eu adoro o Cale, ele é um personagem muito bem escrito, com uma personalidade marcante e que não é como esses heróis fofinhos e muito sem graça, ele é mal e bom ao mesmo tempo, ele sente com força e não mente para si mesmo sobre os seus sentimentos, e talvez isso faça com que em determinado momento ele realmente "pire", é muito legal essa parte!!!! - ele sofre um surto psicossomático!
Eu achei o primeiro melhor, mas esse também é bem legal, e já estou indo para o terceiro e ultimo.
Então não deixe de ler essa saga!


Resumo: Morte, julgamento, céu e inferno. Estas são As Últimas Quatro Coisas a que o personagem de Paul Hoffman se apega na continuação da trilogia A Mão Esquerda de Deus, publicada pela Suma de Letras. 

De volta ao Santuário dos Redentores, Cale é informado pelo General Bosco de que a destruição da humanidade é necessária. Seria a única maneira de corrigir o maior erro de Deus e de alcançar os objetivos de Bosco, dentre eles, transformar um simples garoto em um destruidor impiedoso. O papel de Cale é fundamental nesse processo: ele é a Mão Esquerda de Deus, o Anjo da Morte. O poder absoluto está ao seu alcance, e o impressionante aparato militar dos Lordes Redentores é sua maior arma, que ele manipula com destreza. 

Mas talvez nem mesmo os Redentores consigam controlar Cale por completo. O menino que é capaz de ir da bondade à violência mais brutal num piscar de olhos é certamente capaz de aniquilar os inimigos da fé como se espera dele - mas a alma deste jovem é muito mais estranha e imprevisível do que seus mentores podem esperar. 

No romance, Paul Hoffman dá novas dimensões a seus personagens, proporcionando uma maior compreensão de suas ações, e lança a seguinte questão: quando chegar a hora de decidir o destino do mundo, de garantir a destruição da humanidade ou poupá-la, o que Thomas Cale fará? Irá expressar a vontade de Deus com a ponta de sua espada ou perdoará seus iguais - e a si mesmo? 

"Um novo clássico" - Daily Express



sábado, 18 de junho de 2011

A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman

Minha opinião: Eu nunca iria imaginar que o livro era desse jeito, e ainda bem que foi para melhor! Quando eu vi a capa do livro e confesso que mesmo lendo a contra capa eu achei que o livro tinha sobrenatural – afinal esse tema anda surgindo na maioria dos lançamentos – mas ao contrario do que eu imaginava, nessa história não tem nada de sobrenatural.
O livro conta sobre um garoto de 14 anos, chamado Cale, que é esperto – meio que estrategista – e muito forte, conseguindo ter uma habilidade de combate que surpreende a qualquer um. Só que Cale viveu grande parte da sua em um Santuário levando uma vida de surras e castigos que dá até pena, mas um dia algo acontece que ele e seus dois amigos têm que fugir desse santuário e aí varias coisas acontecem, que envolve batalha, luta pela vida, confrontos, e várias descobertas sobre o poder de Cale e de seus dois amigos.
Gente, eu adorei esse livro! O autor tem uma narrativa maravilhosa que prende a atenção do começo ao fim, e a história de Cale é demais! Apesar de ele ser um personagem “mal” e que faz por vezes algumas coisas ruins, ele também mostra um lado bom e amigo, isso é realmente um personagem bem construído, além disso, o autor também soube colocar personalidades bem distintas em cada um dos outros personagens o que torna tudo muito mais rico e envolvente.
Eu com certeza virei fã de carteirinha dessa trilogia e não vejo a hora de poder continuar a ler essa aventura!

Resumo: Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino.

É com esse alerta que o inglês Paul Hoffman começa A Mão Esquerda de Deus, um livro sombrio e cheio de mistério. Estréia do autor no romance aventura, a obra vem sendo divulgada no exterior como um "novo Harry Potter", muito embora o autor não recorra a elementos sobrenaturais nem raças não-humanas em sua narrativa.
O cenário da trama é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, esses milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal.
A Mão Esquerda de Deus não é um livro particularmente escrito para o público jovem, segundo acredita Paul Hoffman. "Fiquei surpreso ao ver que o livro foi tão bem recebido por essa faixa etária. Não esperava que uma história com tanto sofrimento e crueldade fosse agradar tanto aos jovens, não escrevi pensando exatamente neles. Minha ideia era desenvolver uma trama onde eu pudesse reviver e reinventar aspectos da minha infância. Queria ter a liberdade para amplificar as minhas sensações sobre esse período 40 anos depois de tê-lo vivido e foi bem divertido".
Sucesso de público e vendas na Inglaterra, A Mão Esquerda de Deus resgata a atmosfera de clássicos como O Nome de Rosa, de Umberto Eco e O Senhor dos Anéis, de Tolkien, misturando elementos de história medieval com um ritmo ágil e contemporâneo. "Embora estejamos falando de um lugar que não existe, o Santuário dos Redentores facilmente se identifica com o cenário de miséria e dissolução existencial que presenciamos no mundo real. É uma história que pode se passar em qualquer lugar do mundo, em qualquer época e que mostra reações humanas inexoráveis", explica Paul Hoffman.

Tradução: Fabiano Morais
Editora: Suma de Letras
Autor: PAUL HOFFMAN
ISBN: 9788560280537
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 328
Acabamento: Brochura
Formato: Médio