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quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Livro e filme: Onde vivem os Monstros - Maurice Sendak


Minha opinião: Eu quis colocar esse livro aqui agora por que eu acabei de assistir o filme e acho que ele merece - e muito - um espaço aqui. Eu li esse livro e reli ele milhares de vezes quando o usava para contar histórias para crianças, elas achavam muito bonito e se divertiam. E eu também concordo com eles, o livro tem ilustrações belíssimas e a história é fofa demais. Mas devo dizer que eu amei o filme, ele é de uma delicadeza e sensibilidade que me impressionou, penso eu, que não é um filme infantil, mas muito adulto, pois o personagem principal, o Max, ele faz várias malcriações - que na verdade é uma representação do que ele não consegue dizer - depois disso ele foge e acaba indo parar numa ilha em que moram os monstros, lá ele passa a ser rei, mas isso cria para ele muitas responsabilidades e uma chance de poder se ver e entender o que está vivendo.
As falas dos personagens são naturais e sem malícia, e é de uma sinceridade que me cativou. A maneira como Max se vê diante de questões que ele não conseguia lidar e mostra como ele faz para poder criar formas de agir sobre os seus sentimentos e poder dar uma nova significação. Assim como todas as crianças que usam da fantasia para poder achar as suas respostas.
As imagens são bonitas, grande parte do filme não tem falas, por que são dadas respostas curtas - que trazem grandes mensagens - o que valoriza como os personagens se relacionam e isso de uma maneira infantil. Ah, eu adorei esse filme!
Resumo do livro: Escrito em 1963, Onde Vivem os Monstros revolucionou a literatura infantil, abrindo caminho para o que hoje conhecemos por livro ilustrado. A história é a do menino Max. Vestido com sua fantasia de lobo, faz tamanha malcriação que é mandado para o quarto sem jantar. Lá, ele se transporta para uma floresta, embarca em um miniveleiro, navega pelo oceano, por dias, semanas, meses, até chegar numa ilha, onde vivem os monstros...

Filme:
Elenco: Paul Dano, Forest Whitaker, Catherine Keener, James Gandolfini, Catherine O'Hara, Lauren Ambrose, Tom Noonan
Direção: Spike Jonze
Gênero: Aventura/Drama
Duração: 101 min.
Distribuidora: Warner Bros.
Estreia: 15 de Janeiro de 2010

Sinopse: O clássico livro de Maurice Sendak, 'Onde Vivem os Monstros', chega às telas do cinema em um conto para todas as gerações, com direção do inovador cineasta Spike Jonze. Onde Vivem os Monstros segue as aventuras de Max, um garoto travesso que é mandado de castigo para seu quarto depois de desobedecer a mãe. Porém, a imaginação de Max está livre para voar, e logo o transporta para um reino desconhecido. Encantado, Max parte para a terra dos Monstros Selvagens, onde as travessuras são lei, e Max é o rei.

domingo, 12 de setembro de 2010

O Solista - STEVE LOPEZ

“Como posso um dia trazê-lo de volta a um mundo de regras e regulamentos, de formalidades e banheiros? Ele está ligado somente à sua paixão e ao mundo para o qual ela o leva, um mundo em que a cidade é a sua orquestra e o maestro é uma estátua?”

Minha opinião: Acho que esse livro é muito interessante já que ele aborda um tema que para mim em especial é de grande interesse, a saúde mental. Steve Lopez que é o autor do livro conta a história de Nathaniel, um morador de rua que tem um grande talento com a música e um dia já estudou em uma das escolas de música mais respeitadas do mundo, Steve conhece Nathaniel na rua quando este está tocando violino no meio do caos de uma grande cidade. Eu antes de ler esse livro confesso que estava com um pouco de receio, por que muitas vezes leio, vejo e ouço discursos muito "estranhos" no que se diz respeito a saúde mental e principalmente as pessoas que como Nathaniel sofrem com isso, eu pensei que o autor fosse defender atitudes drásticas e querer trazer “a força” esse homem para o nosso mundo “real” e isso só de pensar me fazia estremecer. No entanto, o que eu li nesse livro foi uma série de dúvidas e questionamentos sobre qual é a melhor maneira de lidar, como proceder, como ajudar e principalmente como estar perto? Respostas que o autor por vezes não encontrou e que pensou muito, mas ele apontou maneiras diferentes de profissionais atuarem e se questionou por vezes qual devia seguir e eu acho que ele optou pela melhor, ou seja, não forçar a sua vontade para o outro, mas sim saber entender.

“Mas saio da conversa pensando nos desdobramentos no caso de Nathaniel ser considerado gravemente incapaz. Chegaria um carro de polícia, com os guardas correndo atrás dele e depois o arrastando, esperneando e gritando? Viria primeiro uma equipe de médicos com seringas e lhe espetaria um sedativo? E algo feito à força o tornaria mais propenso, ou menos, a confiar na autoridade e cooperar com um plano de tratamento a longo prazo?”

“Ele faria isso, mas no seu próprio tempo. Não se podia obrigar, não se podia apressar e não se podia ajudar chamando a polícia e mandando algemá-lo e confiná-lo. Teria sido um desastre. Nathaniel estava no comando, e o nosso papel era simplesmente ficar ali, mantendo uma porta aberta para ele”

Outro ponto que dou para o livro é que Steve mostra as diversas frustrações que ele teve ao tentar “ajudar” Nathaniel, e como por vezes é difícil lidar com a loucura, com o que não está estabelecido, com o que é diferente. E isso nos causa uma dor imensa, não saber o que fazer e por vezes ver que as coisas regridem e pensar ainda que não existe cura, mas existe a convivência e principalmente uma pessoa, com uma história, com vontades e desejos, que não podem ser descartados e deixar que apenas o seu diganóstico apareça estampado na sua testa. Além disso, esse livro também questiona as políticas públicas envolvendo esse tema, eu sei que ele fala dos EUA, mas serve para pensarmos o que ocorre no Brasil atualmente, eu como moro em São Paulo vejo muitas vezes uma luta antimanicomial que tem uma proposta coerente, mas o que ocorre no real? Como estão os equipamentos de saúde mental? Ou podemos pensar em como Minas Gerais vem avançando com seus projetos...bem... – Eu sei, esse tema mexe comigo -  Mas... Voltando para o livro, eu gostei e recomendo! E já vou assistir o filme, espero que seja bom!

“Não, não temos muitas das chamadas conversas normais. Mas o que é normal? Seguro a mão dele na minha e nenhum de nós precisa dizer nada.”

Tem filme desse livro!
Título no Brasil: O Solista
Título Original: The Soloist
País de Origem: Inglaterra / EUA / França
Gênero: Drama
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 117 minutos
Ano de Lançamento: 2009
Estréia no Brasil: 06/11/2009
Estúdio/Distrib.: Paramount Pictures
Direção: Joe Wright
Elenco
Jamie Foxx ... Nathaniel Ayers
Robert Downey Jr. ... Steve Lopez
Sinopse: O filme é baseado na história real do prodígio musical Nathaniel Ayers, que desenvolveu esquizofrenia no seu segundo ano na famosa escola de artes performáticas Juilliard, de Nova York. Ayers acabou como sem-teto nas ruas do centro de Los Angeles, onde toca violino e violoncelo.

domingo, 8 de agosto de 2010

Especial: TEMAS CONTEMPORANEOS EM PSICOLOGIA DO COTIDIANO

Minha opinião: Bem... Esse é um livro muito especial pra mim, por que ele foi escrito pelos meus professores com a participação dos alunos, isso quer dizer que... sim, eu também estou ai no meio... Mas acho que os outros componentes do grupo merecem um reconhecimento maior do que eu. Nesse livro tem vários artigos falando sobre a psicologia do cotidiano, com temas como família, artes, trabalho e lazer, Mídia e consumo entre outros... É um livro com metodologia clara, e eu acho que para quem gosta de psicologia é um ótimo livro. O artigo do qual eu participei faz parte do núcleo de arte e se chama "Quase um bibelô: a condição feminina em um texto teatral", que é uma releitura da peça teatral Quase um bibelô sobre a perspectiva psicologica, que é uma peça muito bem feita que retrata a esquizofrênia.
Bem é isso.
Resumo: Com a perspectiva de um bom desempenho, seja qual for a profissão, torna-se necessário assegurar, através da iniciação cientifica, o despertar do profissional - pesquisador, tarefa essencial para o desenvolvimento da ciência e do próprio país. Asações de docentes preocupados e comprometidos com tal formação tornam-se norteadoras para a capacitação dos alunos, no que se refere às bases científicas que se fazem presente nas orientações de trabalhos, nas aulas, nos estudos de grupo, nas discussões e reflexões temáticas desenvolvidas nos semestres letivos. Os discentes, inicialmente colaboradores e envolvidos na dinâmica acadêmica, tornam-se parceiros e co-responsáveis no cuidar de seu próprio desenvolvimento, possibilitando a produção em autoria múltipla tão valorizada neste interessante trabalho de: Temas Contemporâneos em Psicologia do Cotidiano. No percurso de formação do futuro profissional os orientadores professores - pesquisadores informam, registram e comunicam, através deste livro, a possibilidade de abrir análises e discussões e expor a julgamentos por outros pares (professores, estudantes e público em geral) os resultados do trabalho intelectual atingido, para que seja avaliado o discurso científico quanto a aspectos gerais e específicos.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

ESPECIAL: A paixão de conhecer o mundo - Madalena Freire

Minha opinião: Mais um dos Livros que eu li para um projeto que estou realizando, e ao lê-lo já pensei: Vou postar ele, porque é um livro que deve ser lido por todos que gostem da área da educação e aqueles que são pais, filhos ou que atuem ou simplesmente gostem de crianças. O livro traz os relatos da atuação da Madalena em uma pré-escola, e esses relatos são tão bonitos e enriquecedores que me fez pensar em como existem diferentes maneiras de atuar e como elas podem ser ao mesmo tempo divertida e cheio de conhecimento, acho que isso definiria exatamente o que o livro traz que é conhecer brincando. Não é um livro teórico chato, mas é um livro com tanta teoria quanto de beleza, e isso faz dele algo indispensável.
Resumo: educadora Madalena Freire conta o relacionamento entre professores e alunos e como o conhecimento é fruto dessa relação. Nessa experiência, a pedagogia assume uma dimensão criativa e pulsante a ser vivenciada coletivamente, num intercâmbio constante.


segunda-feira, 10 de maio de 2010

Canções - Mario Quintana

Minha opinião: Esse final de semana eu acabei ficando doente e acabei de “molho” e aproveitei para ler um pouquinho, e decidi por ler esse livro que ganhei de um colega da faculdade de aniversário, acho que há alguns anos... Mas como sempre eu deixo na estante e só retiro muito tempo depois. E acho que esse livro veio a calhar nesse momento da minha vida... Bem eu gostei, achei muito bonito e gostoso de se ler, e pode reler novamente.




Trecho do livro:

Canção do suicida

De repente, não sei como
Me atirei no contracéu.
À Tona dágua ficou
Ficou dançando o chapéu.

E entre cascos afundados,
Entre anêmonas azuis,
Minha boca foi beber
Na taça do Rei de Tule.

Só minh’alma aqui ficou
Debruçada na amurada,
Olhando os barcos... os barcos!...
Que vão fugindo do cais.

Resumo: Seu segundo livro de poemas, Canções, é lançado em 1946 pela mesma editora, com ilustrações de Noêmia. O salto decisivo que Quintana empreende nesse livro, em termos formais, consiste na utilização do verso livre e na ampla gama de poemas escritos em verso branco, ou seja, com métrica mas sem rima. Boa parte desse influxo advém da poesia modernista, com a qual Quintana, em certo sentido, afina sua escrita. Outra mudança que se observa nesse livro é de ordem temática: a inspiração popular. Como assinala Gilda Neves Bittencourt no prefácio de Canções, diferentemente de A rua dos cataventos, o poeta deixa-se levar "mais ao sabor do próprio poema, permitindo que ele o conduza pelos caminhos da sonoridade e da dança, explorando inclusive o espaço gráfico e desligando-se do conteúdo significativo em favor do elemento sonoro dos versos".

quarta-feira, 21 de abril de 2010

ESPECIAL: Memoria e Sociedade - Eclea Bosi

Minha opinião: Pois bem... Esse livro era uma leitura... digamos que “obrigatória” para um projeto que estou realizando, mesmo assim achei muito interessante colocá-lo aqui já que é um livro muito importante e interessante. Acho que para uma leitura teórica, o texto impressiona (e acho também por que o tema “memória” me interessa), mas pela forma com que é exposta, a memória é trazida de uma maneira que parece até ser romanceado, o que pode ser entendido que a vida de alguém dá uma grande história.
Resumo: Afirma a autora "(...) não pretendi escrever uma obra sobre memória, nem uma obra sobre velhice. Fiquei na interseção dessas realidades: colhi memórias de velhos". O livro é separado inicialmente por dois capítulos teóricos e um último capítulo em que os oito participantes da pesquisa e a própria pesquisadora se tornam narradores do livro.

quinta-feira, 11 de março de 2010

ISSO AQUI É SEU! - A VOLTA AO MUNDO POR PATRIMÔNIOS DA HUMANIDADE - Zeca Camargo

Minha opinião: Sinceramente esse não seria um livro que compraria, não é que seja ruim, por que tem imagens e coisas interessantes, como lugares no mundo que eu nem imaginaria que existe, e claro que isso compensa o livro... Mas como havia dito anteriormente, eu não compraria, porém ganhei, e gostei apesar de em certos momentos do livro eu queria simplesmente "tacar" ele na parede, por que me desculpe o Zeca Camargo, mas... simplesmente não dá para acreditar nas coisas que ele diz...nossa... No entanto, as imagens e as informações sobre os lugares importantes no mundo valem a pena!

Resumo: Uma segunda volta ao mundo ? mas, desta vez, os dez destinos percorridos por Zeca Camargo representam muito mais do que um belo cartão- postal. Ele visitou patrimônios da humanidade estabelecidos pela UNESCO. São Lugares tão diferentes entre si como Kosovo, na Europa Oriental, Borobodur, na Indonésia, Sgang Gawali, no Canadá, e Chan Chan, no Peru. Os monumentos e as riquezas culturais e naturais desses patrimônios refletem a trajetória do homem ao longo dos tempos. Mas Zeca vai além e conta a História de pessoas que moram nesses lugares e, através desses relatos, consegue traçar um retrato único ? e emocionante ? de regiões tão distantes. O autor Zeca Camargo é jornalista. Em 1996 passou a integrar e equipe do fantástico, da rede Globo, e, em 2009, exibiu no programa seu mais recente projeto, a série ? Isso aqui é seu?, que deu origem a este trabalho. É autor de três outros livros: Novos olhares(2007), De a-há a U2 (2006) e A fantástica volta ao mundo (2004). Desde 2006 escreve um blog sobre cultura (http://colunas.g1.com.br/zecacamargo/). Agora, depois dessa segunda volta ao mundo, são 82 os países que Zeca já visitou ? mas ele prefere lembrar que ainda existem mais de cem por este nosso planeta que merecem ser explorados...

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Como é que Chama o Nome Disso - ARNALDO ANTUNES

                                     Minha opinião: Para quem gosta de poesia, música e arte ou chistes, não pode deixar de ler esse livro, ou melhor, ter ele na estante, um livro maravilhoso, bonito, bem feito, que traz muita coisa legal.


Eu gosto muito do Arnaldo Antunes, por que ele sempre me surpreende com suas músicas, textos, poesias...e esse livro é um arraso...tem uma poesia que traz um chiste muito legal, que é assim:

"quem?
mim-
guém?"

ou
"Estou cego a todas as músicas,
Não ouvi mais o cantar da musa.
A dúvida cobriu a minha vida
Como o peito que me cobre a blusa.
Já a mim nenhuma cena soa
Nem o céu se me desabotoa.
A dúvida cobriu a minha vida
Como a língua cobre de saliva
Cada dente que sai da gengiva.
A dúvida cobriu a minha vida
Como o sangue cobre a carne crua,
Como a pele cobre a carne viva,
Como a roupa cobre a pele nua.
Estou cego a todas as músicas.
E se eu canto é como um som que sua."


Otimo né????

E traz além desses, muitas coisas boas, como letras de música e outros...
Quem quiser pode dar uma espiada no site dele, em que tem os outros livros dele....
http://www.arnaldoantunes.com.br/

resumo: "Um dos maiores nomes da música popular brasileira da atualidade, Arnaldo Antunes é também um nome de referência da nossa poesia mais recente, assim como das artes visuais. Não existe uma palavra fácil para descrever um artista múltiplo assim; e um livro como esse também não tem gênero definido: Como É que Chama o Nome Disso reúne os melhores poemas, ensaios, letras de música e caligrafias, acrescidos de um livro inédito de poemas e de uma longa entrevista (com Arthur Nestrovski, Francisco Bosco e José Miguel Wisnik), além de um ensaio introdutório (de Antonio Medina Rodrigues)"

ESPECIAL: A Psicanálise dos Contos de Fadas - BRUNO BETTELHEIM

                                   Minha opinião: Esse livro é muito bom, e por isso eu resolvi falar dele aqui, já que não é um romance. Mas o autor traz através do olhar psicanalitico os contos de fada, a importancia desses contos para as crianças, e o que eles representam.
Para quem gosta de contos de fada, ou tem filhos e conta essas historias, ou apenas quer saber mais, vai se encantar com esse livro. é um livro que vale a pena dar uma olhada... eu já li esse livro várias vezes e usei ele no meu trabalho de conclusão de curso, ótimo.

Resumo: "Em A Psicanálise dos Contos de Fadas , Bruno Bettelheim faz uma radiografia das mais famosas histórias para crianças, arrancando-lhes seu verdadeiro significado. O autor mostra as razões, as motivações psicológicas, os significados emocionais, a função de divertimento, a linguagem simbólica do inconsciente que estão subjacentes nos contos infantis."

Quando Nietzsche Chorou - Irvin D. Yalom

                                 Minha opinião: "Quando Nietzsche Chorou" do Yalom, Irvin D. é um livro muito interessante e envolvente. Eu li o livro para a faculdade, e como ele também estava na moda na época achei que seria interessante e realmente foi. Eu fiz uma resenha desse livro comparando com os textos do Freud e assisti a peça de teatro baseada no livro, e não me cansei da história, é um livro que eu recomendo.

Resumo: "Esta é uma envolvente mescla de fato e ficção, um drama de amor, fé e vontade tendo por pano de fundo o fermento intelectual da Viena do século XIX às vésperas do nascimento da psicanálise. Friedrich Nietzsche, o maior filósofo da Europa... Josef Breuer, um dos pais da psicanálise... um pacto secreto... um jovem médico interno de hospital chamado Sigmund Freud: esses elementos se combinam para criar a saga inesquecível de um relacionamento imaginário entre um extraordinário paciente e um terapeuta talentoso. Na abertura deste romance irresistível, a inatingível Lou Salomé roga a Breuer que ajude a tratar o desespero suicida de Nietzsche mediante sua experimental terapia através da conversa. Ao aceitar relutante a tarefa, o eminente médico realiza uma grande descoberta: somente encarando seus próprios demônios internos poderá começar a ajudar seu paciente. Assim, dois homens brilhantes e enigmáticos mergulham nas profundezas de suas próprias obsessões românticas e descobrem o poder redentor da amizade."

Tem filme desse livro

Título original: When Nietzsche Wept
Gêneros: Drama
Tempo: 105min
Ano: 2007

Frases de Tomé aos três anos - Arnaldo Antunes

                                  Minha opinião: Esse é um livro que eu recomendo para todo mundo, é um livro singelo, bonito e que tem que se ter na estante...


Eu soube do livro "Frases de Tomé aos três anos" quando estava assistindo um show do Arnaldo Antunes na televisão e ele comentou sobre ele, o livro é escrito pelo proprio Arnaldo que escreve algumas frases que seu filho disse quando tinha três anos, não é dificil de imaginar que com um pai igual ao Arnaldo, Tomé tem frases maravilhosas como essas:


"Sabe que a minha bola
preferida é o mundo?"


"dentro da minha bochecha tem uma fábrica de arroto"
"e na outra bochecha tem uma fábrica de tosse"


"sabia que se Deus morrer, todo mundo morre"

E tem muito mais, é um livro muito lindo e que na minha opinião é indicado para qualquer idade...

Resumo: "O poeta, cantor e compositor Arnaldo Antunes reúne neste livro a sua sensibilidade de artista e pai. Ilustra e transcreve frases ditas por seu filho Tomé aos 3 anos de idade, expressando a surpresa de seus primeiros contatos com o mundo que o cerca. O resultado e um livro encantador que poderá ser apreciado por todas as idades."

O homem que confundiu sua mulher com um chapéu - Oliver Sacks

                                   Minha opinião: Outro livro muito bom que eu li é o O HOMEM QUE CONFUNDIU SUA MULHER COM UM CHAPÉU.. do OLIVER W. SACKS, um professor meu comentou sobre esse livro e eu decidi ler, um pouco intrigada por causa do nome do livro, e também por que o autor do livro é o mesmo que TEMPO DE DESPERTAR, que até tem um filme.
Sacks relata no livro, casos de alguns dos seus pacientes, e nos mostra como o nosso cerebro é ao mesmo tempo amigo e inimigo...não sei se pode dizer assim.
Mas o caso é que mesmo não se tendo nenhuma noção de Neurociência ou Neuropsicologia e etc..e fácil de se compreender, na verdade é escrito como um romance...é um livro interessante, fácil de se ler e de gostar.
Ele relata casos como o de uma mulher que perde o controle sobre o seu corpo, ela só consegue mexer as pernas se ela olhar para elas por que ela não sente que faz parte do seu corpo, outro caso é de um homem que não reconhece objetos por inteiro, apenas pedaços dele.

Interessante!

Resumo: "Com acentuada habilidade de romancista, neste livro, o Dr. Oliver Sacks, professor do Albert Einstein College of Medicine (Nova York), narra novos casos clínicos de pacientes com distúrbios neurológicos. Como sempre, ressalta-se a preocupação do médico em atentar para o desenvolvimento de modos comportamentais alternativos, dignos e humanos, para seus clientes."