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sexta-feira, 25 de março de 2011

Pensamentos aleatórios

Bem, nessa semana eu escrevi para um amigo que conheci na faculdade - O Willian - perguntando como ele estava e o que estava fazendo e se ele estava afim de continuar uma história que haviamos começamos juntos, que está parada no tempo fazem alguns meses. E como sempre ele me responde com um e-mail cheio de humor negro e com uma escrita que achei fantástica! E achei que essas trocas de emails mereciam ser publicados - e depois de perdir a autorização dele - eu vou postar aqui, por que sei que todos que acompanham meu blog gostam de ler. E depois e me digam o que acham....ok?


De: William Hideyuki Wakasugui (XXXX@globomail.com)
Enviada: terça-feira, 22 de março de 2011 6:42:41
Assunto: Candidato a mendigo bêbado‏
Para ser bem transparente, devo dizer que aqui está tudo cagado... XD... Acho que nasci no local errado, na época errada, com a família errada. Tenho 24 anos, sou lerdo, vagabundo, pouco atraente e não tenho qualquer ambição... XD... O lado bom é que estou aceitando isso bem melhor do que há meses atrás, mas não encontro motivação para trabalhar, nem mesmo para o lazer. Basicamente estou vegetando, fazendo muito nada, esperando uma morte súbita; de preferência durante o sono.
Foi bem legal na Pós-Graduação, que as aulas são “em roda”, dormi uma aula inteira, com uma moça linda sentada ao lado, e quase não senti culpa alguma. Na saída, o professor disse: “Boa noite!”. Agora que estou me sacrificando menos em benefício do alívio de sentimentos persecutórios, finalmente estou encontrando algum sentido pessoal para minha vidinha. Mas até encontrar de fato, fico orgulhoso dos dias que estou motivado o bastante para acordar, comer, ou até ir ao banheiro.
Confesso que embora tenha o último arquivo da estória no desktop, a inspiração tem visitado minha mente bem pouco. Para você ter uma idéia, a faculdade fornicou tão pesado com meu cérebro que para cada 3 páginas que leio, preciso tirar uma soneca de meia hora para recobrar energia mental... XD... Eu basicamente fiquei retardado. Costumava me orgulhar da minha sagacidade, mas agora estou apenas outro doente mental, vítima de si mesmo. Ainda pretendo, provavelmente em um futuro próximo, dar continuidade à estória da Val, mas no momento estou com a aptidão literária de um pequeno broto de ervilha.

Sinto mais do que imagina,
William W.

De: Paula Hirakawa (paulatictic@hotmail.com)
Enviada: quarta-feira, 23 de março de 2011 0:36:28
Para: XXXX@globomail.com
Assunto: RE: Candidato a mendigo bêbado‏

hahahahahahahahahahahaha!!!!!
Vc está fazendo pós graduação? do que?
William, vc escreve super bem e eu queria pedir se é possivel vc me ceder esse email para
publicar no meu blog, achei o maximo, amo o seu jeito de escrever, por que é divertido,
prende a atenção ao mesmo tempo que traz um humor negro...
Posso? por favor?


Não se preocupe com a Val, um dia terminamos, Afinal Stephen King deu uma pausa de 30 anos para continuar uma história,
pq nao podemos fazer o mesmo? - Hum, claro que nao pretendo levar 30 anos, talvez 10 ou 15 no máximo...
beijos
Paula

De: William Hideyuki Wakasugui (XXXX@globomail.com)
Enviada: quarta-feira, 23 de março de 2011 6:55:14
Para: paulatictic@hotmail.com
Assunto: Re: Re: Candidato a mendigo bêbado‏

Hahaha, em inglês tem uma piada bacana a respeito:
- So, you doing college? (Então, você está fazendo faculdade?)
- No, college is doing me. (Não, a faculdade está me fodendo).
Pena que só funúncia em ingreis... XD
Sinta-se livre, por mim você pode imprimir o texto em um rolo de papel higiênico, se quiser. Tem um exercício de Português, muito legal, é assim:
- Colocando vírgula na seguinte sentença você pode torná-la machista ou feminista:
"Se os homens soubessem o valor que têm as mulheres se ajoelhariam a seus pés".
Bom, quando você encontrar o sentido feminista, de certo irá concordar com a afirmação. É você quem é divertida e inteligente, Paula. Eu sou só um sapo que descola bitocas na lagoa ludibriando as jovens ninfas... XD
Minha Pós é em Hamburger, no 1º semestre a gente aprende o que é um hamburger, no 2º aprende como virar para a esquerda... tsss, e no 3º a virar para a direita... tsss... O.O.
Hahaha, na verdade é em Organizacional, tudo que faço de melhor não me serve de nada, decidi fazer algo que preste da vida para variar. Bem desiludido, a idéia é me vender para o sistema e tentar esquecer quem sou. São poucas as estrelas que me lembram a auvorada, falta-me o vigor para caçar faíscas na escuridão.
Stephen King é provavelmente pupilo de J.P. Lovecraft, responsável pela versão americana do filme Necronomicon (livro dos nomes mortos). Gosto de tramas que me sugam pra dentro, Lovecraft fez isso com primor, mas o King é "contar carneirinhos com suspense".
Dramatização:
- Um carneinho... Opa, cadê o segundo? Meu deus, onde foi o segundo? Por quê? Por quê? Ah, lá está, dois carneirinhos...
Poxa, Paula, legal mesmo que esteja bem no trabalho, mas para hospitais não pretendo voltar... Casos intrigantes lá? Vamos sempre repetir para nós mesmos que "a partir do momento que reproduzimos o mal que visamos tratar, nos tornamos a própria instituição, não devemos (em teoria) provocar dependência de tratamento nos pacientes".


Te cuida,


William W.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Pensamentos aleatórios

Quase sempre, nós, leitores de livros pensamos sobre assuntos relativos ao mundo literário – exceto algumas vezes em que realmente temos que pensar em outras coisas – mas, em alguns momentos temos essas distrações. Diante disso, eu achei que seria legal colocar aqui no blog uma seção sobre esses pensamentos soltos e aleatórios, que de alguma forma completam e complementam a nossa leitura de cada dia.

Hoje eu vou começar falando sobre um tema que surgiu no decorrer de uma conversa com meu irmão – Fernando. Quem acompanha o blog sabe que o meu irmão é meu companheiro de escrita e conseqüentemente passa algum tempo comigo conversando sobre temas relacionados à literatura – claro que de uma forma completamente leiga e descompromissada. Bem, em uma dessas conversas eu questionei o meu irmão sobre um livro que ele havia pegado da minha estante afirmando que era um livro que gostaria de ler já que tinha haver com o estilo que ele gostava – literatura fantástica – no entanto, após um tempo ele havia lido apenas até a metade e já fazia alguns dias que o livro estava lá daquele jeito – meio que jogado na poltrona azul escura do quarto dele – o que me deixou – e ainda deixa - um pouco nervosa e ansiosa por ver o meu livro assim. Por isso eu questionei o porquê dele não terminar de ler logo aquele livro, na verdade, eu perguntei assim “E ai? Quando você terminar de ler aquele livro? Nunca?” Ele respondeu simplesmente “Não sei, não estou mais com vontade, quem sabe um dia” – algo meio... Digamos... Sem resposta. Assim começamos a conversar sobre o que é importante para um livro ser lido e admirado, ou seja, que prenda o leitor e faça de um livro algo para ser lido.

Meu irmão é um leigo no assunto, mas que tem um gosto peculiar que faz com que se torne a pessoa – que eu conheço – mais difícil de gostar de um livro no seu contexto geral. Além disso, é muito difícil ele escolher um livro que queira ler, mais difícil ainda é terminar de ler um livro e mais difícil do que tudo é gostar realmente de um livro. Assim, diante da minha pergunta e dessa conversa ele disse que existem quatro fatores que ele considera importante para um livro realmente ser bom.

1 – A História: A primeira coisa que se procura em um livro é a história. E a partir da história, do contexto, de como as coisas acontecem e a relação entre o começo, meio e fim que se pode ou não prender a atenção de um leitor. Nesse sentido, a originalidade conta muito, já que é um ponto que chama a atenção. Ou seja, dependendo do livro isso vária, por exemplo, no caso de aventura, o motivo pelo qual o personagem se aventura em tal trama é determinante na história. Além disso, a história deve ter bons personagens, por que com um bom personagem dá até para compensar uma história mediana, mas é essa mesma história que faz você conhecer os personagens e a escrita do autor;

2 – Os personagens: Um ponto importante é como é a personalidade de cada personagem. Afinal, se é para determinado personagem ser odiado, você realmente tem que odiá-lo. Agora se você está lendo algo dramático, você tem que sentir condoído por ele. Por que nesses dois exemplos, você já vai saber como determinado personagem vai agir nas próximas páginas a partir de como é a sua personalidade, mesmo se essa personalidade for um estereótipo, se for bem descrita, vale a pena. Agora, se mesmo a história sendo boa e os personagens não forem bem feitos, o livro já não vale à pena;

3 – Escrita: A escrita é o mais importante em um livro. Afinal, com uma boa escrita você mostra a relação dos personagens, descreve melhor a história, mantêm a relação entre os acontecimentos e consegue visualizar “nitidamente” como algo está acontecendo, podendo em certos casos sentir o que o personagem está sentindo e planejando. Mesmo que se tenha um personagem ruim e uma história ruim, com uma boa escrita é possível melhorar os dois primeiros, já que a escrita é capaz de transmitir os fatos que o autor quer passar. Agora, se você tem um personagem bom e uma história boa, mas não tem uma boa escrita, você não consegue passar para o leitor nem o personagem nem a história. Seria no mínimo um desperdício, tanto de história como de personagem escrever algo sem uma boa escrita;

4 – Conclusão: A conclusão da história determina se um livro vai ser ótimo, mediano ou péssimo. Por que é na conclusão em que se amarra toda a história, os personagens que o autor já conhece bastante (como eles agem e sentem) e o contexto em que tudo está inserido. O final determina os acontecimentos e o tipo de impressão que o livro quer dar.

E ai? O que vocês acharam? Concordam? Discordam? E quais são para você os principais fatores para que um livro seja lido e apreciado?