terça-feira, 7 de junho de 2011

Vol 2 Coisas frágeis - Neil Gaiman

Minha opinião: Eu gosto muito do Neil Gaiman, e gostei desse segundo volume dos contos – e nesse volume conta também com poemas – mas confesso que prefiro o primeiro livro. Bem, como sempre, Gaiman surpreende com sua imaginação que se transforma em narrativa que prendem a atenção e muitas vezes me deixam confusa – uma confusão boa – e querendo mais. Dou destaque para os seguintes contos 'Quem Alimenta e Quem Come' e ‘Garotos Bonzinhos Merecem Favores' – esse último eu até usei como um recurso em um trabalho como forma de resgate do passado, o que foi bem interessante, você sabem que eu adoro contar histórias e as do Neil Gaiman são ótimas para se ler em voz alta.

Outra coisa que quero destacar são os nomes dos contos, o autor, dá nomes tão interessantes como esse 'Noivas Proibidas dos Escravos sem Rosto na Casa Secreta da Noite do Temível Desejo', legal né? Bem, eu estou gostando muito de contos e acho que é uma leitura rápida, dinâmica e gostosa – claro que se o conto for bom, né? E os do Gaiman são bons.
Resumo: Em 'Coisas Frágeis 2', Neil Gaiman mostra poemas inspirados em contos de fada - 'A Câmara Secreta', 'Cachinhos', 'Instruções' e 'Inventando Aladim', e criando narrativas sob a influência dos mais diversos elementos. As pequenas histórias que integram o conto 'As Meninas' tiveram origem nas canções do álbum Strange Little Girls, de Tori Amos. Em 'No Final', Gaiman imagina como seria o último livro da Bíblia e acaba criando um Gênesis às avessas; já em 'Pó Amargo', lendas urbanas e os estudos de Zora Neale Hurston sobre cultura negra e vodu compõem uma narrativa que tem como cenário a cidade de Nova Orleans. O conto 'Quem Alimenta e Quem Come' nasceu de um pesadelo de Gaiman, enquanto 'Garotos Bonzinhos Merecem Favores' teve como ponto de partida lembranças de infância do autor. A mistura de realismo e fantasia, tão característica das obras de Gaiman, também se encontra presente nesta antologia, principalmente em 'Noivas Proibidas dos Escravos sem Rosto na Casa Secreta da Noite do Temível Desejo', que recebeu o Prêmio Locus de melhor conto em 2005. Ao longo dessa narrativa, Gaiman promove uma reflexão sobre realismo versus fantasia, ao abordar a dificuldade que o protagonista da história enfrenta para redigir um romance realista.

domingo, 5 de junho de 2011

PROJETO: História Coletiva - 9ª semana

Bem, chegamos ao fim de mais uma semana e ao começa de outra, e agora só faltam duas semanas para o fim da história coletiva e como estamos indo rumo ao final é interessante que pensemos sobre como se dará esse final? Eu pensei em deixar algo em aberto, sabe? Como por exemplo sem um fim certo, como a Júlia falando com o Léo que teve outro minuto final e falando uma frase marcante que pontuasse o final e que eles continuariam, o que acham?

CERTO! VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É O PROJETO HISTÓRIA COLETIVA? então acesse AQUI e descubra e comece a participar também. Afinal, você pode dar sua opinião, sugestão ou um trecho e mudar completamente o rumo da estória, só que para melhor, imagina?


OBS: Quero lembrar que nesse projeto muitas vezes a sugestão ou opinião que damos pode ser aceita ou não, ou pode ser alterada parcialmente e isso que é o mais importante nese projeto, já que é algo grupal. No entanto se você se sentiu ofendido (a) ou incomodado(a) com alguma coisa pode me mandar um email (paulatictic@hotmail.com) que discutiremos a situação.


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Você ainda não participou? COMECE AGORA! Deixe um comentário com sua idéia, sugestão, opinião, trecho e contribua para ser também autor dessa história.

E aqui está a continuação, mas antes quero dizer que a história continuou com um trecho do Mateus Lopes e depois a narrativa foi escrita por Fernando Hirakawa - meu irmão - e por mim, por que ninguém enviou uma continuação - sentimos sua falta Lii!


O médico disse que Léo deveria passar a noite no hospital, para garantir que tudo estava bem. Um curativo foi feito em sua queimadura e ele foi encaminhado a um quarto.
Seu pai voltou ao trabalho, mas sua mãe decidiu ficar. Kelly chegou no meio da tarde, um pouco mais preocupada que a mãe do rapaz. Depois de um cansativo interrogatório envolvendo o doutor, ela se convenceu de que o namorado estava bem, e insistiu em ficar com Léo aquela noite para que seus pais descansassem.
-Tem certeza, Kelly?-perguntou a mãe- Você também precisa dormir.
-Pode deixar, dona Gomes, eu cuido bem do Léo.
-Não se preocupe, mãe - emendou Léo.
-Hum... Está bem. Comportem-se, crianças.
Algumas horas depois, Kelly dormia a sono solto na poltrona do quarto. Exausto, Léo também se permitiu fechar os olhos.

Léo estava em um lugar escuro, estava sozinho, ele tentou chamar por alguém, mas ninguém apareceu, ele olhou ao redor sentindo um medo estranho, medo de algo desconhecido. Ele viu que era uma estrada de barro, mas que de repente se tornava um galpão, ele sentiu um calafrio e ouviu um grito alto, uma voz conhecida, um pedido de socorro. Léo virou o rosto em direção ao grito, mas não conseguia sair do lugar, não conseguia abrir a boca para falar, ele viu a Júlia caída no chão com sangue ao seu redor, ele queria ir ajudá-la, mas suas pernas não mexiam, era como se estivesse pregado no chão, seu coração batia acelerado e uma agonia crescente subia em sua garganta, enquanto Júlia pedia, implorava que ele a ajudasse, mas ele não podia, não conseguia...

Léo abriu os olhos e sentiu ainda a dor do pesadelo na sua cabeça, estava confuso, colocou as mãos na cabeça tentando se localizar, tentando entender o que estava acontecendo. Não entendia o que era aquilo que tinha passado, era um sonho diferente, não parecia que era seu dia normal, não parecia com nada do que conhecia, tentou entender, mas não conseguia comparar com nada. Sentou-se na cama e olhou ao redor, pegou seus óculos que estava em um criado mudo ao lado da cama e o colocou no rosto e percebeu que não havia ninguém no quarto... do hospital. Lembrou-se como havia parado ali e ficou ainda mais confuso, tateou a cama e a cabeceira e achou o botão que achou ser aquele se chamava a enfermeira, o apertou.
Alguns minutos depois uma mulher vestida de jaleco branco entrou no quarto, ela aparentava ter uns quarenta anos e tinha um sorriso calmo no rosto, Léo a olhou e esperou que ela dissesse algo.
- O que aconteceu rapaz? – Ela perguntou, olhando alguns papeis em uma prancheta – Está sentindo alguma dor?
- Eu não estou me sentindo muito bem, aconteceu uma coisa estranha – Léo hesitou por um momento, pensando em como falar sobre o que tinha passado a pouco – Parece que eu estava em outro lugar, estava vendo umas coisas estranhas e parecia que não conseguia controlar o meu corpo, era sem ordem e de repente eu já estava em outro lugar, sem mais nem menos e...
A enfermeira a olha confusa e ele para de falar achando que estava falando algo muito terrível, mas a enfermeira franziu a testa e disse:
- Por acaso você teve um pesadelo?
- Pesadelo? – Léo perguntou sem entender direito.
- Sim, um pesadelo. E pela sua cara parece que foi algo terrível hein? – Ela o encara com um olhar de cuidadosa e vai até o lado da sua cama e pega um copo d’água e entrega para ele que bebe com as mãos trêmulas – Não se preocupe, isso acontece quando se passa por algo assim tão traumático, como deve ter sido o incêndio do qual passou – e pega o copo da mão dele e sorri enquanto sai do quarto.
Léo se ajeitou na cama e pensa no que a enfermeira disse e nem acredita que teve um pesadelo, afinal, foi a primeira vez que teve um sonho normal, e não gostou muito disso. Por isso tentou afastar a lembrança daquele sonho, achando que não era nada demais e que realmente tinha haver com o dia anterior que teve.
Logo em seguida, sua mãe entrou no quarto acompanhado de um médico que avisou que ele teria alta, já que não teve ferimentos graves, apenas alguns arranhões e que dessa maneira já poderia voltar a rotina de vida normal. A mãe dele suspirou aliviada e disse que logo estariam indo para casa.
Léo ficou feliz por saber que estava bem, mas na sua cabeça agora só estava a idéia de achar o local onde ocorreria o minuto final que Júlia havia previsto, em tinha em mente algumas coisas que poderia fazer, já que acreditava estar no “sonho” e que poderia repetir tudo corretamente no dia seguinte e ele não poderia perder o tempo sem fazer nada do dia de hoje, por isso que assim que chegou em casa e entrou no quarto enquanto sua mãe ia para cozinha fazer o almoço, Léo tomou uma ducha rápida, vestiu uma roupa confortável, pegou dinheiro e desceu as escadas em direção a porta para sair para a rua.
- LEOPOLDO! – gritou sua mãe assim que o viu tocar na maçaneta da porta – Onde você pensa que vai?
- Vou sair. – E abriu a porta.
- Você acabou de chegar do hospital e já vai sair? Você está louco? Trate de subir para o seu quarto e...
- Estou saindo mãe, e não se preocupe– E sai para a rua, ouvindo os protestos da sua mãe e sabendo que como estava no seu sonho mesmo, no dia seguinte a mãe nem iria lembrar-se disso.
Léo andou até uma cafeteria que sabia que tinha acesso a internet e enquanto pedia um café bem forte – por que achava que a dor de cabeça que sentia podia passar com um café forte – e também pediu um sanduíche simples para acompanhar.
Ele se sentou de frente para o computador e procurou por estradas próximas da cidade, quando a garçonete veio entregar o pedido, ele pediu se ela teria papel e caneta, o qual ela trouxe logo em seguida. Léo anotou os endereços no seu papel e depois de engolir tudo e não achar mais nenhum endereço que poderia levar ao local do espancamento, ele pagou a conta e saiu do café em direção ao ponto de táxi, por que como estava no sonho ele sabia que todo o dinheiro que estava gastando, na verdade não estaria e no dia seguinte quando fosse a realidade, ele teria o dinheiro e saberia as respostas. Por isso pegou o táxi e pediu que o levasse ao primeiro endereço, e em cada endereço que ele ia, Léo tirava algumas fotos com seu celular e às vezes quando achava que poderia ser o certo, filmava alguns segundos em volta para depois mostrar para a Júlia, afinal, ela era a única que tinha visto o local de verdade.
Quando estava escuro, Léo tinha visitado cinco lugares que achou que poderiam ser os possíveis, mas como já estava muito tarde, ele decidiu ir atrás da Júlia. Ele pagou o táxi, o qual custou muito caro, mas ele nem ligou.
Léo estava sentando em umas das cadeiras do café Flores de outono, olhando em seu celular as fotos que tinha tirado dos locais, quando a Júlia chegou, depois de meia hora da ligação dele. Léo anteriormente ligou para sua casa e para a namorada depois que viu que havia centenas de ligações no celular dele, ligações que ele nem se deu ao trabalho de atender, por que achava que seria perda de tempo.
- Léo – Júlia jogou a bolsa em outra cadeira e se sentou de frente para ele – Você não devia estar descansando?
- Bem, para você eu posso dizer que eu estou no sonho agora e portanto, nada disso está realmente acontecendo de verdade, quer dizer, está para mim... Olha só, o que eu quero dizer é que você não precisa se preocupar com nada.
- Eu acho tão estranho estar no seu sonho, sei lá, eu não me lembro de ter estado no seu sonho antes, pelo menos que você tenha falado isso para mim, sempre pareceu que você já tinha estado no sonho... Isso é tão confuso – Ela balança um pouco a cabeça e sorri – É realmente estranho.
- Eu imagino, afinal você não tem mesmo como se lembrar de nada, só eu que me lembro de tudo... – Ele ajeitou os óculos no rosto e depois torce as mãos lembrando-se do pesadelo que havia tido mais cedo, mais preferiu não contar nada para ela e continuou a falar - Mas eu te chamei aqui por que queria te mostrar uma coisa – e mostrou as fotos e os vídeos no celular para ela – Eu pensei que se fosse nas principais estradas que ainda são de terra aqui por perto e tirasse foto, talvez você fosse reconhecer, não sei, mas achei que era uma chance.
Ela olhou as fotos atentamente, mas Léo podia ver a decepção no rosto dela, já que em cada foto ela deixava os lábios caírem mais e seu rosto podia se ver uma nítida sombra de tristeza, logo depois ela entregou o celular dele e balançou a cabeça negativamente.
- Não é nenhum desses lugares Léo.
- Poxa... – Ele disse segurando o celular entre as mãos, e o olhava como se pudesse fazer as fotos mudarem de repente para mostrar o lugar certo, ele se sentiu derrotado.
- Olha só Léo, eu também tive fazendo algumas pesquisas e procurei vários locais que haviam prédios em construção, vi fotos, mapas, mas não achei nada semelhante ao que eu vi no minuto final.
- Júlia – ele diz e coloca uma mão em cima da mão dela que estava descansando em cima da mesa – Não precisa ficar preocupada, eu sei que é horrível não conseguirmos achar esse local por enquanto, mas lembre-se que eu tenho o dobro de tempo para tentar achar a resposta, e você também pode ter, hoje no real eu irei te ligar cedo e direi para você não procurar sobre o que procurar e tentar outras coisas, assim teremos mais chances.
- Obrigada. Eu vou confessar que é muito bom ter alguém com quem dividir essa preocupação, mas também vou confessar que continua muito estranho pensar que estamos em um sonho seu.
Ele sorri e tira a mão que estava sobre a dela e coloca o celular no bolso e respira fundo.
- Eu sei que é estranho, mas eu meio que já me acostumei, acho que seria mais estranho se não tivesse mais os sonhos... aí sim seria estranho.
- Hum... Acho que uma vez que você aceita seu dom, ele passa a ser parte da sua vida... ah, pelo menos comigo foi assim.
- Acho que... Comigo também. – Ele finalmente concorda com isso, talvez mais para si mesmo do que para
a Júlia.
Eles se despedem com a garantia de que no dia seguinte tentariam outras maneiras de encontrar o local.
Léo sabia que assim que chegasse em casa, acabaria tendo que ouvir várias coisas que não queria, olhou no relógio e agradeceu por ser tão tarde e sabia que poderia tentar se trancar no quarto e evitar escutar os sermões da família, por que quando acordasse nada daquilo estaria mais presente.
Ele abriu a porta e viu sua mãe e seu pai com os rostos mais vermelhos e tensos do qual ele se lembrava, ao lado deles estava sua namorada com o rosto preocupado, mas no olhar ele notou uma raiva contida, afinal, ele a dispensou rapidamente ao telefone. Mas ele também viu sua irmã dando um sorriso ameaçador, típica da sua irmã que adora o ver levando uma bronca. Antes de qualquer coisa, ele começou a dizer:
- Sinto muito por ter saído assim, e por não ter dito onde estava e com quem... O que alias, eu ainda não posso dizer, mas quero que saibam que é algo para o bem – ele olhou para o rosto de todos não achando nenhum resquício de perdão – É o que eu posso falar agora.
- Você acha que isso é brincadeira Leopoldo? – Perguntou seu pai severamente e Léo se sentiu mal por ver ele tão preocupado – Você até hoje de manhã estava internado por que estava em um incêndio! Meu Deus! E você sai assim, sem dizer nada a ninguém?
- Eu não pensei... – Léo tentou dizer, mas foi cortado por seu pai.
- Você não pensou? – Seu pai continuou – Você é menor de idade e enquanto estiver sobre minha responsabilidade, você tem que dizer onde vai, com quem, o que pensa e tudo que tem haver com você!
Léo se sentiu pequeno diante de tudo aquilo e só pensava que aquilo era um sonho e que logo tudo seria resolvido, por que não faria a mesma coisa no real. Depois de um longo sermão Léo do seu pai e de dizer que nunca mais faria algo parecido e prometer para sua mãe que iria avisar toda vez que saísse, seus pais se acalmaram e decidiram deixá-lo conversar com a sua namorada.
Kelly estava chateada e disse que se sentia distante dele ultimamente, como se ela não fizesse mais parte da vida dele, Léo pensou sobre isso e disse para si mesmo, que também sentia o mesmo, mas não disse nada disso para a Kelly. Ele apenas se desculpou e disse que sentia a falta dela tanto quanto ela sentia a dele, mas a ultima frase dela foi “Não parece que é isso que está acontecendo” e foi embora. Léo ficou algum tempo olhando para a porta fechada, tentando entender o que poderia fazer no real para consertar o estava acontecendo agora no sonho, e decidiu que iria levá-la para almoçar fora, sair para fazer algo, ou qualquer coisa, afinal um tempo para os dois seria bom, ele pensou por fim.
Após tudo isso, ele foi para o quarto aturdido, querendo fechar os olhos o mais rápido possível. E assim que caiu na cama adormeceu.

O mundo parecia confuso, parecia frio e estranho. As imagens eram escuras como em um filme antigo, não havia muita nitidez, ele pode ver uma rua, uma rua com muitas pessoas, as pessoas estavam sujas, tremendo e implorando por algo que ele não sabia o que era, mas sabia que queria ajudar, queria poder fazer algo, mas estava distante demais ao mesmo tempo em que estava perto. Mas ele tentou e forçou os olhos quando viu uma figura no meio de todas aquelas, uma figura conhecida, e quando conseguiu focar o olhar, percebeu quem era e sentiu um frio percorrer seu corpo, era ele mesmo, era o Léo, era ele, mas como ele podia se ver em outro lugar? Esse outro Léo, estava olhando para um lugar fixo, mas sem prestar atenção em quem estava a sua volta, era como se estivesse hipnotizado. Tentou encontrar a direção do olhar dele e quando descobriu viu que o olhar desse outro Léo estava encarando uma mulher, era Júlia, ela estava tentando ajudar as pessoas a se levantar, mas pouco conseguia, ela às vezes caia, mas insistia e levantava novamente, em certo momento ele pode perceber que a Júlia gritava com esse outro Léo, pedia para ele ajudá-la, mas ele ficava lá parado e depois de algum tempo esse outro Léo apenas disse “Não tenho como ajudar, eu não sou um herói, eu sou apenas... eu”.

Abriu os olhos assustado. Sentiu que seu corpo estava suado, e não entendia direito o porquê, olhou para o seu corpo na cama e ficou parado por alguns segundos enquanto digeria os momentos anteriores, os momentos em que estava novamente tendo um pesadelo. “Duas vezes” Léo pensou, sem saber o que poderia ser aquilo.
Depois de piscar os olhos algumas vezes ele olhou em volta e ficou perplexo. Ele estava em casa, e isso era impossível, ele devia estar novamente no hospital... Ele se levantou rapidamente e foi até a porta e ouviu seus pais falando sobre o que Léo tinha feito no dia anterior no andar de baixo, ele correu para o seu celular e o abriu e viu a data e nessa hora ele se encostou de costas para a parede do quarto e disse para si mesmo: “Ontem não era um sonho, era real, mas como pode estar acontecendo isso? Como pode não ter sido um sonho”
(...)
Autores até o momento: Paulatictic; Fernado Hirakawa; Mateus Lopes; Gabriella RK; Vanessa; Anônimo I; Lii; Erica Belancieri; Marília Gomes, Eduardo Siqueira...

Resultado da Promoção - "Paixão, drogas e rock 'N' Roll"

Aqui vamos para o resultado da promoção! Eu quero agradecer a todos que participaram e espero que na próxima promoção participem também! E fique, atentos que logo, logo vem outra super promoção!
Bem, mas quem ganhou o livro foi:

Parabéns RUDYNALVA CORREIA SOARES

Eu já mandei o email e espero seu retorno!
beijos

sábado, 4 de junho de 2011

Selinho!

Oie! Vim postar o selinho que eu ganhei da Jessica Furlan do blog

... blog jeh furlan ...

Lindo né? Obrigada jéssica!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

V.4 Rangers: Ordem dos Arqueiros: Folha de Carvalho - John Flanagan

Minha opinião: Como pode essa série sempre melhorar? Eu sou fascinada pela escrita envolvente do autor, que nos faz gostar tanto dos personagens e ao mesmo tempo sentir a dor, as dúvidas e as certezas deles, como se fossem nossos amigos. É estranho, mas é tão bom, por que faz com que fiquemos viciados na leitura de tão bom que é.

Nesse quarto livro da série, Will ainda está com Evanlyn tentando voltar para casa, e do outro lado tem Halt e Horácio tentando salva-los – poxa que agonia que deu tudo isso – mas vou contar que o reencontro deles foi emocionante. Depois disso, a estória parte para uma descrição de luta e estratégias que me fizeram por vezes perder o fôlego; O interessante é que é possível perceber o quando o Will cresceu desde o primeiro livro, aconteceu de maneira tão próxima – sabe quando você vê seu irmão todo dia, mas não percebe que ele está mais velho e um dia você olha e vê que ele não é mais criança? É mais ou menos isso no livro – Will aprendeu tanto com Halt que mostra grandes reflexos que pode ser visto nesse quarto livro que mostrou um Will forte e inteligente. Eu continuo fã dessa série e já decidi que quando tiver meus filhos, eu vou dar essa série para eles lerem, por que é muito bom!

Resumo: A chegada da primavera começa a derreter a grossa camada de neve do inverno escandinavo. Depois de semanas de muito frio e comida escassa, Will e Evanlyn vislumbram a primeira chance de continuar com sua fuga. Mas Evanlyn é capturada por um misterioso cavaleiro. Quando Will parte em busca da jovem princesa, reencontra Halt e Horace. Juntos, eles descobrem os planos dos temujai, um povo guerreiro das Estepes do Leste, que havia reunido um poderoso exército invasor no intuito de dominar a Escandinávia. Halt percebe que a invasão do reino gelado representa somente o início da investida dos temujai, que, certamente, logo se lançariam contra Araluen. Por isso, ele decide oferecer ajuda aos escandinavos.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

V.1: Crônicas dos Senhores de Castelo: O poder Verdadeiro - G.Brasman e G. Norris

Minha opinião: Fazia um tempo que eu queria ler esse livro, afinal, ele está fazendo um sucesso considerável e achei que seria uma boa leitura. O livro conta sobre uma princesa que está em busca de artefatos que podem em sua opinião unir os reinos, e junto dela nessa missão se encontra o robô Ozio, no caminho dessa busca ela encontra dois senhores de castelo que fazem parte de um grupo que mantêm a paz do multiverso.
Então... Meu irmão antes de mim arriscou ler o livro, por que achou a capa bacana e leu a sinopse e achou que seria um bom livro, e bem, ele parou na metade do livro e simplesmente desistiu e disse que não sentiu nenhuma vontade de continuar. Mas como às vezes entrei em contradição em algumas coisas, eu decidi ler e ter a minha opinião. E quando eu comecei a ler as primeiras páginas eu achei o livro um pouco parecido com a “Torre Negra” do Stephen King, com essa coisa mística junto com pistoleiros e tal, uma mistura que pode sair bem bacana. Depois as coisas mudaram um pouco. Bem, não me enganei ao todo, por que eu achei que o livro tem uma história boa e criativa e nisso os autores ganharam um pontinho comigo, afinal, essa mistura e essa aventura foi bem legal.
Mas, em alguns pontos tive que concordar com meu irmão, por exemplo, acho que foi muito pouco trabalhado as personalidades dos personagens principais, os dois senhores de castelo, o Kullat e o Thagir pareciam ser a mesma pessoa, não havia uma diferenciação – de repente, era isso que fazia eles se entenderem tanto - mas acho que os personagens deviam ter algo distinto que fizesse deles “especial” aos nossos olhos, se vocês leram “O Mundo Emerso” vão saber do que eu estou falando. Bem, isso tudo nos leva a outro ponto um pouco estranho na narrativa, que é que Kullat e o Thagir em vários momentos só se olhavam e já sabiam o que tinham que fazer – o que ficou meio estranho e repetitivo também – por que não havia nenhuma descrição de expressão no rosto deles que dissesse a opinião que eles tinham, o que ocorre, por exemplo, no livro Rangers: Ordem dos Arqueiros, onde Halt tem esse olhar, mas é descrito como e junto com uma expressão. Acho que faltou um pouco de descrição dos personagens e dos locais – talvez por isso tenha imagens né? Pode ser.
Certo, mas como eu disse anteriormente eu achei a história criativa, já que conseguiram misturar diversos gêneros juntos e isso foi positivo. Mas acho que não foi nada demais e nem de menos, foi bom.

Resumo: Há milhões de anos, os Espectros, seres mágicos malignos, ameaçavam aniquilar o Multiverso. Para impedir uma catástrofe, a sábia Noppon convocou os líderes de todos os planetas para combatê-los e garantir a paz. Formava-se assim o grupo Senhores dos Castelos. No primeiro volume da saga Crônicas dos Senhores de Castelo, a princesa guerreira Laryssa sairá em uma jornada de luta e coragem em busca de um artefato mágico. Com uma mitologia própria, o livro mistura magia e tecnologia, com referências aos grandes mestres da ficção. Um prato cheio para os fãs da literatura fantástica.