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domingo, 5 de janeiro de 2014

Os demônios de Loudun - Aldous Leonard Huxley

Minha Opinião: *Contém spoliers*

Esse livro também faz parte dos que meu irmão me deu de natal. Ele comprou por que tinha boas criticas sobre o livro, e por que também era desconhecido e que portanto, era muito difícil de eu ter. Assim que ele me entregou, disse que se tratava de uma investigação, achei bacana, por que eu adoro...

Mas não foi bem isso.
O livro trata de um acontecimento que ocorreu no séc. XVII e diz respeito a um padre e a freiras sendo possuídas - por possíveis demônios - e esse mesmo padre sendo considerado culpado por isso e posteriormente pagando uma pena por ter um contato - diga-se assim - mais próximo do "demo".
O autor escreve algo além do romance propriamente dito, enquanto eu lia, parecia que estava lendo uma tese cientifica, juro... Por que o autor faz referencias a diferentes autores, textos, filósofos; por vezes, são cerca de 15 páginas discutindo uma temática a partir do olhar de diversos autores que ele menciona.
E isso é importante, por que na verdade, o autor questiona e praticamente coloca em xeque esse acontecimento.
Vamos então por partes: 
Primeiro, vamos a história. Ela fala sobre um pároco chamado Grandier, que é bonito, alto e com muitas influencias na época, mas que apesar de usar a batina, era completamente libertino, e escreveu até mesmo tratado contra o celibato da igreja católica; bem, devido a várias mulheres que ele tinha em sua cama, a ira dos homens de sua época foram sendo instigados, até ocorrer varias tentativas de faze-lo pagar por tudo isso...
Segundo, que vem a ser o porque do autor fazer tantas reflexões durante a narrativa. Esse charme todo do pároco, chega aos olhos das freiras, que acabam sendo desprezadas por ele. E para acabar de uma vez por toda com essa graça dele, começam a simular que estão sendo possuídas e que o causador disso, é o próprio Grandier, e isso se juntou com várias pessoas que já não gostavam dele, e deu no que deu...
Mas aí que o autor coloca, ele explora de tão forma o texto, que desmitifica todo o cenário dessas possessões, e aponta que pode ter havido na verdade uma forma de histeria coletiva entre as freiras, e traz diversos apontamentos, inclusive antecessores de Freud, como Charcot, que trabalhavam com mulheres histéricas.
Bem, acho que é um livro notável, com uma história que por vezes fica de arrepiar; mas se você espera um romance convencional, nem adianta começar a ler, mas se você gosta de diferentes leituras, esse é o livro...

Resumo: Ao lado desse episódio verídico, os preconceitos e os dogmas em que mergulhava a França da época constituem os elementos a partir dos quais Huxley realiza uma profunda investigação sobra a natureza da vida espiritual – analisando principalmente a possessão como uma realidade que tem lugar dentro e fora da psique humana. 


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