Estou lendo:O MUNDO EXPLICADO POR T.S. SPIVET - Reif Larsen


10 / 223 words. 4% done!

domingo, 29 de maio de 2011

livro e filme: A Fera (Beastly) - Alex Flinn

Minha opinião: Amei esse livro! Acho que a narrativa foi muito boa e com uma estória que não deixou nada a desejar, além disso, o autor soube mesclar bem o conto de “A Bela e a Fera” com o mundo atual, ficou uma obra muito gostosa de ler.
Ah, vocês acreditam que eu estava lendo e não estava nem na metade do livro, aí era já dez horas da noite e eu tinha que acordar no dia seguinte as quatro e meia, mas o livro estava tão bom, que eu decidi que assim que eu ficasse com sono eu iria dormir, bem... só consegui para quando li a ultima palavra do livro, ou seja, eu devorei, e não consegui largar um segundo antes do final, e isso já eram duas e meia da manhã...rs...
Mas foram as horas de sono perdidas mais bem gasto – lógico que para uma devoradora de livros – eu sinceramente fiquei encantada com os personagens e com a mistura de romance com humor e ao mesmo tempo com aquela sensação de que tudo tem que dar certo no final...
Bem, o livro faz uma readaptação do conto “A Bela e a Fera” como eu havia dito anteriormente, só que o autor coloca isso de uma forma muito moderna, só que com toque de magias – o que eu achei bem bacana. Tudo começa com um garoto de dezesseis anos, chamado Kyle, ele é bonito, rico e super popular, só que também é super cruel e odeia as pessoas feias e vive dizendo isso a torto e a direito, mas um dia ele encontra uma bruxa no seu caminho, que o transforma em uma besta – literalmente – e para desfazer esse feitiço, ele tem dois anos para encontrar uma pessoa que o ame e que – de acordo com o próprio personagem é o mais difícil – que ele ame também – afinal ele era um narcisista assumido. No decorrer do livro, ele conhece uma garota simples que talvez faça descobrir o amor...
Ah, eu suspirei diversas vezes nesse livro e amei muito o Kyle quando ele estava como uma besta, que na verdade deixou-o muito mais bonito e interessante! E queria tanto que o livro não acabasse... pena que acabou, e eu fiquei com essa saudade dos personagens... que coisa.
Bem, é claro que já tem o filme desse livro e eu como não agüentei de curiosidade, fui atrás dele para assistir!
Resumo: Kyle tem tudo, mas ainda assim, não se sente bem ao menos que deprecie e humilhe todos aqueles que não cumprem com seus estandartes de perfeição. Até que um dia se meteu com a pessoa errada, uma estranha garota de sua aula de inglês, que tem o cabelo verde e sua aparência não é precisamente agradável.
Como uma brincadeira, ele a deixa plantada no baile. Então descobre que a estranha, entretanto, não é nada mais nada menos que uma bruxa que o castiga com uma maldição!
Existe uma possibilidade, ele tem dois anos para encontrar alguém que o ame realmente, apesar de sua aparência monstruosa; mas o que é realmente difícil é que ele também deve amar essa pessoa ou será uma besta para sempre.

OPA! JÁ TEM FILME DESSE LIVRO
Minha opinião: Olha só, o filme muda algumas coisas do livro que em minha opinião deveria ter continuado, mas isso não deixou o filme ficar ruim, ele ficou bem bonitinho. E o ator, claro, ficou ótimo no papel – e ele é o mesmo que fez “Eu sou o número quatro” por isso que eu fiquei pensando que já tinha visto a cara daquele rapaz, muito bem apessoado, diga-se de passagem. Mas como vocês podem conferir no trailer, a caracterização do Kyle em besta no livro é diferente do filme, ou seja, no livro ele fica super peludo e com garras, já no filme ele é tatuado e com varias cicatrizes – que a meu ver não deixou ele tão feio assim. Mas eu gostei do filme, acho que para quem não leu o livro o filme vai ser muito melhor.

Sinopse: Kyle Kingson (Alex Petty fer) é um jovem que tem tudo: inteligência, beleza, riqueza e boas oportunidades, mas possui uma personalidade perversa e cruel. Após humilhar uma colega de classe, ele é amaldiçoado por ela para se tornar tudo o que ele despreza. Nervoso com a sua nova e horrível aparência, Kyle vai atrás da garota e descobre que só terá a sua beleza de volta se fazer com que alguém consiga amá-lo, algo que ele considera impossível

CURIOSIDADES

- Adaptação moderna do clássico A Bela e Fera.
- Durante a pré-produção, vasou um comunicado de que os produtores estariam a procura de um ator do tipo Robert Pattinson.
- Cerca de 300 moradores de Quebec (Canadá) foram contratados para fazer figuração.

FICHA TÉCNICA
Diretor: Daniel Barnz
Elenco: Vanessa Hudgens, Alex Pettyfer, Mary-Kate Olsen, Neil Patrick Harris, Peter Krause, Lisa Gay Hamilton
Produção: Michael Flynn
Roteiro: Daniel Barnz
Fotografia: Mandy Walker
Trilha Sonora: Marcelo Zarvos
Ano: 2010
País: EUA
Gênero: Fantasia
Cor: Colorido
Distribuidora: Sony Pictures
Estúdio: CBS
AGORA VOU FAZER A COMPARAÇÃO DO FILME COM O LIVRO E POR ISSO:
CONTÉM SPOILERS

- Ah, como já disse antes, a primeira coisa que muda completamente é a diferença da transformação do personagem Kyle que no livro vira uma besta peluda e com garras e no livro vira um cara todo tatuado e com varias cicatrizes, acho que isso, muda um pouco a história.

- Acho que o livro –como sempre – é melhor, por que nele dá para ver como o Kyle mudou junto com a sua aparência, de como ele também era bem humorado e que tinha suas crises e de como era difícil amar alguém.

- Outra coisa diferente foi como a Lindy foi parar na casa do Kyle, no livro o pai da Lindy que era viciado em drogas foi tentar assaltar a casa dele e aí oferece a filha para o Kyle não o denunciar, já no filme o Kyle vê o pai dela matar uma pessoa e se oferece para proteger a Lindy. Acho que no livro foi melhor, por que mostra o quanto ela sofria estando com seu pai e mesmo sendo terrível ficar com em outra casa, ela descobre aos poucos como gostar do Kyle...

- No livro, Kyle ganha um espelho da Bruxa Kendra no qual ele pode ver qualquer pessoa em qualquer lugar, e é assim que ele vê a Lindy e começa a vê-la sempre, já no filme esse espelho não existe.

- Kyle no livro começa a ler bastante e começa a gostar disso, como também gosta muito de flores e cria um jardim do qual ele zela muito, mas não pelos outros, mas para si mesmo, o que eu achei ótimo, já no filme isso passa um pouco despercebido.

- No livro Kendra também é a empregada da casa do Kyle, no filme não.

- O final do livro é mil vezes melhor do que o do filme, acho que no livro tem mais emoção e é pontuado a transformação, já no filme foi tudo tão rápido que sei lá... Não gostei tanto.

 
Por fim acho que gostei dos dois, gostei do livro que é maravilhoso e gostei do filme por poder visualizar as carinhas dos personagens... tudo de bom!

PROJETO: História Coletiva - 8ª semana

É, essa semana foi um pouco mais longa - já que foram duas semanas - mas foi melhor, acho que assim deu para criar mais. Bem, mas aqui estamos com a continuação da história, espero que gostem e que continuem para dar continuidade ao final, já temos que ir pensando nisso hein.

CERTO! VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É O PROJETO HISTÓRIA COLETIVA? então acesse AQUI e descubra e comece a participar também. Afinal, você pode dar sua opinião, sugestão ou um trecho e mudar completamente o rumo da estória, só que para melhor, imagina?


OBS: Quero lembrar que nesse projeto muitas vezes a sugestão ou opinião que damos pode ser aceita ou não, ou pode ser alterada parcialmente e isso que é o mais importante nese projeto, já que é algo grupal. No entanto se você se sentiu ofendido (a) ou incomodado(a) com alguma coisa pode me mandar um email (paulatictic@hotmail.com) que discutiremos a situação.




QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO ATÉ AGORA?
BAIXE AQUI (Megaupload)

QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO JUNTAMENTE COM TODO O PROCESSO DE CRIAÇÃO?
BAIXE AQUI (Megaupload)

Você ainda não participou? COMECE AGORA! Deixe um comentário com sua idéia, sugestão, opinião, trecho e contribua para ser também autor dessa história.


E aqui está a continuação:

Léo tentou fechar os olhos, mas estava muito desperto e sabia que mesmo que tentasse não iria dormir àquela hora. Por isso, pulou da cama e ligou o computador, ele precisava procurar algo sobre o minuto final que a Júlia tinha falado para ele.
Assim que o computador o ligou abriu a página do Google e buscou informações sobre construções grandes nas noticias recentes dos últimos três meses, no entanto, ele não encontrou nada referente a obras no local onde mora.
Ele fechou os olhos e passou as mãos pelos cabelos, esticou a mão e pegou os seus óculos que ficaram em cima da mesa de cabeceira e os colocou, voltou os olhos para a tela do computador e ficou durante um bom tempo digitando diferentes termos, tentando achar alguma informação. Depois de várias tentativas e de não conseguir achar nada, Léo pensou em desistir, e ficou olhando para a caixa de texto do Google e depois de alguns segundos, lembrou que a Júlia tinha falado sobre a placa do carro e digitou sobre como achar o carro e conseqüentemente o dono do carro.
Ele descobriu que teria que entrar em contato com um despachante que acharia o dono do carro, só que isso levaria em média três dias... Pensou que se pedisse, ou melhor, implorasse ao despachante poderia conseguir um pouco antes, na verdade, não sabia, mas quis acreditar que poderia tentar principalmente por que não sabia quando iria ocorrer esse espancamento.
Olhou no relógio e viu que havia passado cerca de duas horas desde que sentou no computador e coçou os olhos e decidiu dormir, afinal, sabia que não acharia mais nada. Por isso decidiu, descansar e tentar encontrar as informações no dia seguinte.

SONHO
Às seis horas da manhã o despertador de Léo tocou. Ele o desligou sonolento, virou para o lado e voltou a dormir. Às seis e meia sua mãe apareceu no seu quarto.
-Leopoldo Gomes! Levante dessa cama nesse exato minuto!
-Mãe, eu não estou me sentindo muito bem.
-O que você está sentindo?
-Sono.
-Você vai para a escola hoje e ponto final. Pode levantar!
-Está bem.
Ele levantou sonolento, tomou banho gelado em uma tentativa frustrada de acordar, comeu alguma coisa e foi para a escola. No intervalo o seu celular tocou:
-Alô?
-Léo, você está na escola? Eu estou te atrapalhando?
-Eu estou no intervalo, pode falar.
-Você tinha razão, o minuto final foi muito horrível.
-Eu avisei que seria. Aliás, eu queria te contar uma coisa que eu descobri sobre a placa do carro e...
-Depois! –Ela o cortou bruscamente. –Espere só um pouco. –Sua voz soou fraca.
Após um minuto e meio ela falou com a voz mais firme:
-Um incêndio. Uma mulher está presa dentro de um mercado e não consegue sair.
-Aonde?
-Eu não sei. O mercado se chama... Eu vi a placa, mas não consigo lembrar... era alguma coisa com rei... Castelo... Havia um desenho de um castelo...
-O rei dos preços?
-Acho que era isso. Esse mesmo! Você sabe aonde é?
-Claro! Fica na esquina do quarteirão da minha casa! Quando ele vai pegar fogo? –Perguntou preocupado.
-Aguarde na linha.
Júlia falou com outra pessoa, mas Léo não conseguiu entender o que ela dizia. Após alguns minutos de apreensão, Júlia respondeu:
-Léo, a minha amiga do corpo de bombeiros acabou de me contar que eles acabaram de receber uma ligação sobre um incêndio em um mercado no seu bairro.
-Droga! Eu estou indo para lá agora.
-Mas e a sua escola?
-Dane-se a minha escola! E se for a minha mãe ou a minha irmã que ficarem presas lá?
-Você precisa se manter calmo, Léo. E não pensar no pior.
-Eu te ligo depois Júlia. –Ele desligou o telefone antes de ouvir a resposta dela.
Correu até a sua sala, jogou o seu material dentro da mochila, aproveitou que era o intervalo e foi até a garagem dos professores. Olhou em volta e depois de se certificar que não havia ninguém por perto, escalou uma das árvores, passou para o muro e pulou para a rua. Correu até encontrar o primeiro ponto de táxi, entrou em um deles, deu o endereço da sua rua para o taxista e pediu para que ele corresse pois era questão de vida ou morte.
Chegou em casa mais rápido do que imaginava, pagou o táxi, correu até o mercado e notou que os bombeiros ainda não havia chego. As pessoas estavam reunidas em volta, jogando baldes de água que os vizinhos ofereciam para tentar apagar o fogo, outros jogavam água de mangueira, e ainda um homem estava com um extintor. Mas o fogo estava muito forte e já tinha tomado conta de quase toda a loja.
Léo olhou atento para ver se havia alguém lá dentro mas não conseguiu ver nada. Então, resolveu gritar:
-Tem alguém aí dentro? Tem alguém dentro do mercado?
-Socorro! –Alguém gritou.
Léo ficou aliviado por não reconhecer a voz, mas continuou preocupado em salvar quem quer que fosse que estivesse ali dentro.
Rasgou um pedaço da camiseta, molhou com a água da mangueira, tampou a boca e o nariz com o pano e entrou correndo pela porta que ainda não pegava fogo. A umidade fazia os seus óculos embaçarem, atrapalhando-o. Encontrou a mulher na área dos congelados. Conseguiu chegar até ela sem muitas dificuldades.
-Você está bem? –Ele perguntou.
A mulher não respondeu, estava em choque. Ele deu um tapa no rosto dela e ela o olhou desnorteada.
-Você está bem? –Ele repetiu a pergunta.
-Sim.
Ele repartiu o pano no meio e entregou uma das metades para ela.
-Ponha o pano na boca para você não inalar tanta fumaça.
Ela o obedeceu. Ele segurou na mão dela e tentou voltar pelo mesmo caminho mas algumas estantes estavam caídas, bloqueando o caminho. Ele tentou voltar para a área dos congelados, mas uma parte da fiação do teto caiu e estava soltando faíscas. Eles ficaram presos no meio das chamas que ardiam sem parar. Eles se deitaram no chão por ter uma menor concentração de fumaça. A mulher chorava de medo, Léo também estava com medo, mas não parava de fazer o cérebro procurar por uma saída, aquilo não poderia estar acontecendo com ele. Ele era muito novo para morrer!
O suor escorria pelo seu corpo, o calor insuportável atrapalhava sua mente, de repente tudo à sua volta entrou em câmera lenta. As labaredas dançando, o som das coisas queimando, seus óculos embaçados, os gritos apavorados que vinham da rua, as lágrimas da mulher ao seu lado e sua reza baixa, o chiado das faíscas, a dor das queimaduras na sua pele, a exaustão. Era assim que a Júlia deveria ver as mortes das pessoas. Era demorado, triste, parecia que o mundo estava pintado de cinza.
Finalmente suas pálpebras se fecharam, causada pela inalação de gases em excesso.

REALIDADE
Às seis horas da manhã o despertador de Léo tocou. Ele o desligou sonolento, virou para o lado e voltou a dormir. Às seis e meia sua mãe apareceu no seu quarto.
-Leopoldo Gomes! Levante dessa cama nesse exato minuto!
-Mãe, eu não estou me sentindo muito bem.
-O que você está sentindo?
-Sono.
-Você vai para a escola hoje e ponto final. Pode levantar!
-Está bem.
Ele levantou sonolento, tomou banho gelado em uma tentativa frustrada de acordar, comeu alguma coisa e foi para a escola. No intervalo o seu celular tocou:
-Alô?
-Léo, você está na escola? Eu estou te atrapalhando?
-Eu estou no intervalo, pode falar.
-Você tinha razão, o minuto final foi muito horrível.
-Eu avisei que seria. Aliás, eu queria te contar uma coisa que eu descobri sobre a placa do carro e...
-Depois! –Ela o cortou bruscamente. –Espere só um pouco. –Sua voz soou fraca.
Após um minuto e meio ela falou com a voz mais firme:
-Um incêndio. Uma mulher está presa dentro de um mercado e não consegue sair.
Léo ficou um pouco tonto na hora ao se lembrar do sonho.
-Droga.
-O que foi, Léo?
-O incêndio é em um mercado chamado O rei dos preços, fica na esquina da minha casa e já está acontecendo.
-Você pode ir até lá? Pode sair da escola?
-Posso, mas...
-Mas o quê?
-Eu morri no meu sonho, Júlia. Eu não consegui sair do mercado. –Ele falou sem emoção.
-Então não vá, Léo.
-Eu preciso ir! Se eu não for, aquela mulher morrerá lá dentro. –Falou inseguro.
-Mas a vida dela também custará a sua. Não vá! Cuide de você, por favor. Isso não é um dos seus sonhos, essa é a sua vida, Léo!
Ele pensou por alguns instantes, respirou fundo e disse:
-Sim, eu tomarei cuidado, Júlia.
-Isso significa que você vai ficar na escola?
-Não, só significa que serei mais cuidadoso.
-Léo! –Ela esbravejou.
Ele desligou o celular com a consciência pesada. Correu até a sua sala, jogou o seu material dentro da mochila, aproveitou que era o intervalo e foi até a garagem dos professores. Olhou em volta e depois de se certificar que não havia ninguém por perto, escalou uma das árvores, passou para o muro e pulou para a rua. Correu até encontrar o primeiro ponto de táxi, entrou em um deles, deu o endereço da sua rua para o taxista e pediu para que ele corresse pois era questão de vida ou morte.
Chegou em casa mais rápido do que imaginava, pagou o táxi, correu até o mercado e notou que os bombeiros ainda não havia chego. As pessoas estavam reunidas em volta, jogando baldes de água que os vizinhos ofereciam para tentar apagar o fogo, outros jogavam água de mangueira, e ainda um homem estava com um extintor. Mas o fogo estava muito forte e já tinha tomado conta de quase toda a loja.
Rasgou um pedaço da camiseta, molhou com a água da mangueira, tampou a boca e o nariz com o pano e entrou correndo pela porta que ainda não pegava fogo. A umidade fazia os seus óculos embaçarem, atrapalhando-o. Encontrou a mulher na área dos congelados. Conseguiu chegar até ela sem muitas dificuldades.
-Você está bem? –Ele perguntou.
A mulher não respondeu, estava em choque. Ele deu um tapa no rosto dela e ela o olhou desnorteada.
-Você está bem? –Ele repetiu a pergunta.
-Sim.
Ele repartiu o pano no meio e entregou uma das metades para ela.
-Ponha o pano na boca para você não inalar tanta fumaça.
Ela o obedeceu. Ele segurou na mão dela e foi por um caminho diferente do que havia vindo. Rastejaram por baixo de uma estante caída, pularam com dificuldade um balcão e chegaram na porta do escritório. O incêndio ainda não havia chego ali dentro, entraram e fecharam a porta. Não havia janelas no cômodo, encostaram-se na parede longe da porta e deitaram no chão para não se intoxicarem com a fumaça. A mulher chorava e tremia de medo. Léo também estava com medo, eles estavam em uma armadilha, quando o fogo os alcançasse não haveria escapatória. Seu celular tocou.
-Alô?
-Léo? Onde você está?
-Oi, Júlia. Eu...
-Pede ajuda, por favor, eu quero viver! –A mulher falou perto do celular.
-Você está preso no incêndio? –Ela perguntou alarmada.
-Sim, eu estou dentro do escritório. –Ele tossiu.
Ele a escutou falando com alguém do outro lado da linha e depois voltou a falar com ele:
-Vá para perto da porta.
-Por quê? Lá está pegando fogo.
-Me obedeça, droga!
Ele levantou e ajudou a mulher a ir até a porta.
-E agora?
-Cubra o rosto.
-O quê? Por quê?
-Cubra!
-Está bem.
Os dois cobriram o rosto com o braço.
De repente, ouviram um barulho alto e a parede explodiu para cima deles. Léo e a mulher tossiram e olharam para o carro que havia destruído a parede do escritório. Era a Júlia na direção de um jeep.
Bombeiros entraram e ajudaram os dois a sair enquanto outro bombeiro verificava se a Júlia estava bem. A mulher e o Léo foram atendidos em uma ambulância. A mulher estava em estado de choque, com queimaduras superficiais e sofreu um pouco da inalação de gases tóxicos provenientes da fumaça do incêndio. Léo tinha uma queimadura feia no braço e também sofreu com a inalação dos gases. Júlia estava bem.
O fogo foi apagado pelos bombeiros depois de algum tempo, Léo e Júlia foram aplaudidos como heróis pela população que estava assistindo a luta contra o fogo. A mulher agradeceu muito o Léo e a Júlia, e os três foram para o hospital em uma ambulância. Apenas Júlia que não precisava ficar em observação, ela estava apenas acompanhando o Léo.
Léo ficou em uma cama na enfermaria e seus pais foram chamados. Enfim sozinho com a Júlia agradeceu:
-Obrigado, Júlia. Eu não sei o que poderia acontecer se você não tivesse derrubado aquela parede. E deve ter danificado o seu carro.
-Tudo bem, eu compro outro depois. Mas vidas não podem ser compradas.
-Você ia aparecer lá de qualquer jeito ou...?
-Eu vi a sua morte, Léo. Eu não poderia deixar acontecer.
-Por que outras vidas não seriam mais salvas?
-É claro que não! Eu não poderia deixar você morrer porque era você. Sei que as coisas andam complicadas, mas somos amigos, não somos? –Ela sentou na beirada da cama e segurou a mão dele.
-Somos sim. –Ele sorriu.
-Os seus pais foram chamados, eles chegarão logo.
-Eu preciso te contar uma coisa que eu descobri sobre o espancamento.
-O quê?
-Se você for a um despachante com a placa do carro, ele te dará o número do RENAVAN e com o número você pode ir ao DETRAN que em três dias recebe as informações do dono do carro. Inclusive o endereço e o nome.
-Essa é uma ótima notícia, por mais que esperar três dias não seja tão bom assim. Mas acho que posso dar um jeito.
Os pais dele entraram esbaforidos no quarto.
-Léo, meu filho! –A mãe dele disse quase chorando e abraçou o Léo.
O pai dele deu a volta na cama e ficou perto da Júlia.
-Você nos deu um baita susto, rapaz.
-Desculpe, pai.
A Júlia se levantou.
-Eu já vou indo, Léo. Mas hoje você foi um verdadeiro herói. –Ela disse sorrindo e depois saiu do quarto.
-Quem é ela, Léo?
-Aquela é a Júlia, ela me salvou hoje, ela é a heroína e não eu.

sábado, 28 de maio de 2011

Vol. 1 Pegasus e o Fogo do Olímpo - Kate O´Hearn

Minha opinião: Eu me encantei pela capa desse livro, é tão bonita né? Mas confesso que pensei que o livro era mais ou menos, mas quando comecei a ler eu gostei da aventura, acho que é bem melhor do que “Eu sou o número quatro” e “Adam Stone” que sinceramente deixaram a desejar. Mas Pegasus foi bem legal, acho que ele segue no estilo teen – bem jovem – talvez no caminho de Percy Jackson.


O livro conta a estória de quando o Olímpo entra em guerra e para salvar o Olímpo Pegasus cai no nosso mundo e vai parar no terraço do prédio de Emily, uma menina de 13 anos, super fofa, que ajuda os olimpianos nessa batalha. Eu achei que a autora soube escrever bem, só fiquei com um pé atrás com o pai da Emily, quando ele descobre tudo, o achei meio apático, mas fora isso, para o publico jovem e para quem gosta do gênero, vai se divertir.

Resumo: Quando Pegasus, o majestoso e mitológico cavalo alado, é atingido por um raio e cai em seu terraço durante uma violenta tempestade que deixa Nova York no escuro, a vida da jovem Emily transforma-se em uma lenda.

Buscando ajuda para tratar os graves ferimentos de Pegasus, Emily recorre ao garoto estranho da escola, Joel. Trabalhando juntos, eles rapidamente descobrem que o cavalo alado tem mais do que ferimentos da tempestade.

terça-feira, 24 de maio de 2011

A montanha e o rio - Da Chen

Minha opinião: Que tristeza hein! Que... – desculpe o uso da expressão – Mas, que desgraceira de vida – a do personagem do livro.

Bem, lembro que eu queria ler esse livro por ter lido diversas resenhas positivas e pensei que um drama viria a calhar bem na minha vida atual, por isso comecei a ler... Nas primeiras páginas me deparei com uma história meio surreal, narrada pelo personagem Shento, que nasce no momento em que sua mãe se mata e vive quase que por milagre – E quando vocês lerem, vão perceber que a história do seu nascimento parece até “descabida”, mas que no enredo de tudo, faz um sentido enorme, eu até me lembrei de quando li “Perfume: A história de um assassino” que aliás é um livro que adoro, lembro que quando o personagem principal nasce e vive mesmo quando se tem todos os motivos para morrer, o autor diz que de tão ruim ele acaba sobrevivendo, e acho que talvez isso se encaixe um pouco no Shento.

Na verdade, eu torci muito por esse personagem – O Shento - por que eu o achei tão forte e corajoso em frente às diversidades que queria muito que desse tudo certo. Porém, muitas coisas acontecem... e aquilo que eu nem imaginava aconteceu. Mas vamos falar da história do livro, que conta a vida de Shento e de seu meio irmão Tan, ambos separados pela vida e talvez pelo destino, no entanto, mesmo separados e não se encontrando, eles estão sempre ligados e um destino de um acaba por interferir no destino do outro.

Triste e cheio de angustia, acho que esse livro poderia ser entendido assim. O autor soube descrever bons personagens, com um enredo intenso e uma narrativa que prende a atenção, além disso, os sentimentos e personalidades de cada personagem ficaram muito bem descritos. Vale à pena, para quem gosta de um bom drama.

Resumo: A montanha e o rio narra a saga de dois irmãos que trilham caminhos distintos, mas cujas vidas se encontram quando se mesclam inevitavelmente aos acontecimentos que marcam a história política e social da China no final do século XX. Numa trama repleta de conspiração, mistério e paixão, Tan e Shento se tornam inimigos ferozes tanto no campo político quanto no pessoal, pois, por um capricho do destino, se apaixonam pela mesma mulher, o que contribui para acirrar ainda mais o ódio que sentem um pelo outro. Com esta história envolvente, que levou oito anos para ser concluída, Da Chen, conhecido por suas obras memorialísticas, faz sua primeira incursão pela área da ficção. A marca de Da Chen está por certo presente nesta narrativa que possui também traços do romance histórico e é perpassada pelas milenares tradições do Oriente e suas relações com o mundo ocidental.

domingo, 22 de maio de 2011

Eu sou o Número Quatro - Pittacus Lore

Minha opinião: Eu estava muito ansiosa para ler esse livro, principalmente quando vi que já existia um filme dele e que estava no cinema, por isso, corri e consegui ler antes de assistir ao filme. Bem, quando eu vi a capa do livro – que é a mesma do filme – eu fiquei morrendo de vontade de ler e depois de dei uma espiada na sinopse, eu quis mais ainda – talvez isso se tenha dado, por que depois que eu li “Guerra sem fim”, esse gênero de ficção cientifica subiu no meu conceito.
“Eu sou o número quatro” conta a história de um rapaz que tem 15 anos que veio de outro mundo - chamado Lorien - que foi destruído pelos Mogadorians, só que desde que chegou ao nosso mundo ele tem que fugir, por que os Mogadorians querem matá-lo, e para ajudá-lo nessa empreitada ele conta com o seu guardião – Henry. Esse rapaz é o numero quatro, de nove jovens que sobreviveram a esse planeta, e cada um deles conta com Legados que são poderes que podem vencer os Mogadorians, por isso que eles querem matá-lo.
Eu gostei do livro, apesar de que teve alguns momentos que eu achei parecido com o Super-homem, sabe? Do tipo Smallville, por que o cara vem de outro mundo e tem vários poderes e tal, e o mundo dele foi destruído e ele relembra tudo e... Bem, é realmente parecido, além disso, tudo me pareceu um livro de ficção científica teen, estilo jovem, com uma pitada de romance, me lembrando os romances jovens que virou moda, esses com caras com super poderes e moças frágeis e delicadas - o fato é que todas essas coisas as vezes perdem a graça, se não forem bem feitas, e esse livro foi bonzinho.
Eu ontem já assisti ao filme, e como sempre o livro é bem melhor que o filme. 

Resumo: Eu sou o Número Quatro é o primeiro volume da série Os Legados de Lorien, idealizada por James Frey, autor do polêmico Um milhão de pedacinhos, e escrita em coautoria com Jonie Hughes sob o pseudônimo de Pittacus Lore, o ancião de Lorien a quem foi confiada a história dos Nove.
Esta obra conta que no passado, nove jovens alienígenas fugiram do planeta Lorien, ameaçado pelos Mogadorians, para se esconder na Terra. Uma vez aqui, e na medida em que se tornaram adultos, começaram a desenvolver poderes sobrenaturais. Mas os invasores estão dispostos a pegá-los e isso precisa acontecer na sequência certa, já que eles são reconhecidos por números.
Um, Dois e Três já foram assassinados e agora o número quatro conhecido entre os humanos como John Smith será o próximo alvo. Ele muda-se para Paradise, no estado de Ohio, disfarçado de estudante colegial e lá conhece Sarah Hart, por quem se apaixona e começa a acreditar ser ela um bom motivo para deixar de fugir. O planeta Lorien foi destruído. Os habitantes foram dizimados, exceto nove crianças e seus Guardiões, que se exilaram na Terra. Mas a raça que devastou aquele planeta os seguiu. Os Nove estão sendo caçados. A guerra deles chegou à Terra, e aqui será decidida.

"Nove de nós vieram para cá. Somos parecidos com vocês. Falamos como vocês. Vivemos entre vocês. Mas não somos vocês. Temos poderes com os quais vocês só podem sonhar. Somos mais fortes e mais rápidos que qualquer coisa que já viram. Somos os super-heróis que vocês idolatram nos filmes, mas somos reais".

Bem, como já sabem, tem filme desse livro.

Sinopse: Nove alienígenas fugiram do planeta Lorien, onde eram conhecidos por números, para se esconder na Terra. O objetivo era se esconder dos Mogadorians, inimigos que precisam eliminar todos eles - e na ordem certa - para que poderes especiais não possam ser usados contra eles no futuro. A caçada já começou e os números Um, Dois e Três já foram assassinados. O número Quatro vive disfarçado entre os humanos, como John Smith (Alex Pettyfer), ajudado por seu protetor Henri (Timothy Olyphant) na tranquila cidade de Paradise, em Ohio. Enquanto descobre seus novos poderes, Smith conhece a estudante Sarah Hart (Dianna Agron) e se apaixona por ela, colocando em risco a vida de ambos e o futuro de sua raça, porque o inimigo já o localizou. A sua sorte é que a número Seis (Teresa Palmer) também o encontrou e ela pode ajudar na batalha. (RC)

Título original: I Am Number Four
Duração: 110 minutos (1 hora e 50 minutos)
Gênero: Ação / Ficçãocientífica
Direção: D.J. Caruso
Ano: 2011
País de origem: EUA

Agora vou falar um pouco da diferença entre o filme e o livro, então nem precisa dizer que CONTÉM SPOILERS

No livro é possível perceber uma relação muito legal entre John – o número quatro – e o seu guardião, Henry. Já que o Henry passa a ser como seu pai, que cuida dele e toma conta de tudo e mesmo quando John apronta com ele, não é por que não gosta dele, por que é possível perceber o carinho grande que ele sente por Henry. Já no filme isso passa despercebido, até em certo momento, parece que John tem raiva do Henry e eu fiquei muito triste que o filme mostrasse assim;

Algumas cenas foram cortadas, como a casa que pega fogo e John que ajuda a salvar os cachorros e Sarah do incêndio – que é o momento em que ele e Mark fazem “as pazes”;

Eu não gostei deles terem mostrado a número seis logo no começo do filme, acho que deveria ter o fator surpresa, igual como teve no livro, por que eu lembro que quando eu li a parte em que ela aparece, eu fiquei super surpresa. Além disso, a número seis do livro era bem mais simpática do que a do filme, que parecia ser a sabe tudo...

Em falando dos personagens e dos atores que interpretam...

O número quatro é interpretado pelo ator Alex Pettyfer, que eu acho que ficou bem no papel, mas no filme eles acrescentaram idade aos personagens, afinal, esse rapaz tem cara de 15 anos? Não, nem aqui e nem na China. Mas acho que ele fez bem o papel.

Quem faz a Sarah é a Dianna Agron, que também se encaixou direitinho no personagem, acho que a Sarah tinha a carinha dela, ficou super fofa.

Callan McAuliffe interpreta Sam, que ficou muito bom, só acho que deviam ter colocado um par de óculos nele, aí sim, ia parecer o Sam – personagem – mas eu fiquei com um dó, no filme ele leva uma bolada e cai com tudo, nossa... deu dó hein.

É isso aí, agora quero ver a opinião de vocês, dessa série de livros que já começou o pé esquerdo - pelo menos na minha opinião, já que não foi nada demais e nem nada de menos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Filmes baseados em livros

AS CRÔNICAS DE NÁRNIA: A VIAGEM DO PEREGRINO DA ALVORADA


Minha opinião: Todo mundo sabe que eu sou fã de carteirinha das Crônicas de Nárnia né? Pois se não sabem, fiquem sabendo... hehehe, eu adoro a coleção e acho que é uma das melhores estórias de fantasia que eu já li, e sinceramente vai ser um dos livros que eu quero ler para os meus filhos.
Pois bem, quando soube que o terceiro filme seria lançado, fiquei euforica, acho que a adaptação do livro até agora foi muito bacana, pelo menos os dois primeiros eu gostei muito.
E nesse terceiro, nada deixou a desejar, eu fiquei mais apaixonada pela Lúcia - que é uma fofa - e achei que o primo deles - que surge nesse livro da série - o Eustáquio, ficou muito parecido com a  imagem do personagem que eu tinha ao ler o livro.
Portanto, eu gostei muito desse filme - mas claro, que prefiro mil vezes o livro, mas acho que v ale a pena assistir para quem já leu e assim mata a saudade desses personagens que ficam na mémoria - pelo menos na minha ficou.
 
Resumo: Nesta terceira aventura, os irmãos Lúcia (Georgie Henley) e Edmundo Pevensie (Skandar Keynes) voltam a Nárnia através de uma pintura, desta vez, acompanhados do pentelho primo Eustáquio (Will Poulter). Caspian (Ben Barnes) não entende o que fez os reis retornarem ao reino, já que Nárnia está em paz. Começa, então, a saga deste grupo por cinco ilhas misteriosas procurando por espadas encantadas dos sete Lordes de Telmar.


FICHA TÉCNICA

Diretor: Michael Apted
Elenco: Ben Barnes, Eddie Izzard, Skandar Keynes, Georgie Henley, Will Poulter, Liam Neeson.
Produção: Andrew Adamson, Mark Johnson, Philip Steuer
Roteiro: Christopher Markus, Stephen McFeely e Michael Petroni, baseados na obra de C. S. Lewis
Fotografia: Dante Spinotti
Trilha Sonora: David Arnold
Duração: 120 min.
Ano: 2010
País: Reino Unido
Gênero: Aventura
Cor: Colorido
Distribuidora: Fox Film
Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment / Fox 2000 Pictures / Twentieth Century-Fox Film Corporation / Walden Media
Classificação: 10 anos

A MENINA QUE BRINCAVA COM FOGO


Minha opinião: Outra série que não tem nem explicação de tão bom que é! Eu acho a Lisbeth Salander, um personagem marcante e que domina todo o espaço do livro, não deixando nada vago. E já por isso, eu sou fã do autor que demonstrou ser um "monstro" vai escrever uma estória assim... tão envolvente. Mas vamos ao filme né? Bem, o filme como sempre mostra apenas algumas cenas do livro e vários momentos que eu considerei importantes foram descartados no filme - uma pena - além disso, as coisas acontecem numa velocidade que quando eu percebi o filme acabou - não sei se isso é bom ou não - mas o fato que o livro é 10 e o filme fica no 4,5, sendo que 4 pontos é por causa da atriz que interpreta Lisbeth, que faz muito bem feito.
Fora isso, eu acho que mesmo eu não gostando tanto assim desse segundo filme, vou confessar que vou querer assistir ao terceiro - assim que terminar de ler o livro, que nem comecei por que estou com problemas para me desapegar a essa estória que me envolveu tanto...rs... Mas eu vou terminar, toda vez eu olho para o livro, mas não quero que chegue ao fim, então sempre deixo para depois...
 
Resumo: A Menina que Brincava com Fogo (Flickan som lekte med elden), continuação do filme sueco-dinamarquês Os Homens que Não Amavam as Mulheres, acaba de ter seu trailer britânico divulgado, com nove imagens e um pôster. Assista ao trailer abaixo (narrado em inglês) e confira as imagens ao lado, na galeria. O filme é a adaptação ao cinema do segundo volume da trilogia Millennium, do autor sueco Stieg Larsson, e retoma a história da hacker Lisbeth Salander (Noomi Rapace) e do jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqvist), que mais uma vez se veem envolvidos na investigação de um assassinato brutal. Depois de cumprir sua pena, Blomkvist está determinado a expor uma quadrilha multimilionária de tráfico sexual, mas duas de suas fontes acabam assassinadas. Salander é falsamente acusada dos crimes e torna-se a suspeita número um da polícia. Em fuga, a hacker começa a descobrir segredos de seu próprio passado.
Lena Endre, Sofia Ledarp e Georgi Staykov também estão no elenco. O sueco Daniel Alfredson cuida da direção. A Menina que Brincava com Fogo estreou ano passado em seu país e chega aos cinemas brasileiros em 16 de julho.
Os livros da trilogia Millenium são publicados por aqui pela editora Companhia das Letras, com os títulos Os Homens que não Amavam as Mulheres (The Girl With the Dragon Tattoo), A Menina que Brincava com Fogo (The Girl who Played with Fire) e A Rainha do Castelo de Ar (The Girl who Kicked the Hornets' Nest).

FICHA TÉCNICA

Diretor: Daniel Alfredson
Elenco: Noomi Rapace, Michael Nyqvist, Lena Endre, Sofia Ledarp, Georgi Staykov, Peter Andersson, Micke Spreitz, Yasmine Garbi, Annika Hallin, Michalis Koutsogiannakis, Per Oscarsson, Tehilla Blad, Tanja Lorentzon, Magnus Krepper, Paolo Roberto
Produção: Lone Korslund, Peter Nadermann
Roteiro: Jonas Frykberg
Fotografia: Peter Mokrosinski
Trilha Sonora: Jacob Groth
Duração: 129 min.
Ano: 2009
País: Suíça/ Dinamarca/ Alemanha
Gênero: Ação
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Nordisk Film

terça-feira, 17 de maio de 2011

V.2 Instrumentos Mortais: Cidade das cinzas - Cassandra Clare

Minha opinião: Eu gostei muito do primeiro livro da série e esperava que a continuação fosse boa também... E foi dito e feito! A continuação não deixou nada a desejar, acho que o enredo continuou intenso e vários acontecimentos marcaram essa continuação.

Nesse livro, Jace passa por maus momentos e tem que se haver com o fato de seu pai estar aprontando todas as coisas ruins e isso volta contra ele, já que a Inquiridora acredita que Jace está ajudando seu pai nessa empreitada. Bem, enquanto isso Clary e Simon ficam juntos e tentam se aproximar, no entanto, algo acontece que muda tudo... Pessoal eu fiquei surpresa com o que aconteceu com o Simon e de certa forma feliz. E apesar de tudo o que acontece nesse livro, acho que a autora dá várias pistas do que vai ocorrer nos próximos... e pelo que parece Clary e Jace vão acabar se dando muito bem no final. Portanto a série continua boa e vale a pena ler, viu!

Resumo: Jace parece determinado a deixar todos ao redor enfurecidos. O Caçador de Sombras já é visto com desconfiança, pois seu pai, Valentim, quer dominar o mundo. Além disso, triângulos amorosos surgem, vampiros renascem e angústias adolescentes florescem em seu grupo de amigos.

domingo, 15 de maio de 2011

PROJETO: História Coletiva - 7ª semana

E aí? Vocês acham que dá para encerrar na décima semana? Eu espero que sim, apesar de que na semana passada a história não teve muita movimentação e nem trechos, no entanto, a Lii deu continuidade a narração  e a fez crescer bastante. Desse jeito, acho bacana que vocês fiquem a vontade para ir guiando a estória ao seu final, que não precisa ser necessariamente um final mesmo, pode ficar com aqueles famosos "três pontinhos..." deixando uma dúvida, o que acham?

CERTO! VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É O PROJETO HISTÓRIA COLETIVA? então acesse AQUI e descubra e comece a participar também. Afinal, você pode dar sua opinião, sugestão ou um trecho e mudar completamente o rumo da estória, só que para melhor, imagina?


OBS: Quero lembrar que nesse projeto muitas vezes a sugestão ou opinião que damos pode ser aceita ou não, ou pode ser alterada parcialmente e isso que é o mais importante nese projeto, já que é algo grupal. No entanto se você se sentiu ofendido (a) ou incomodado(a) com alguma coisa pode me mandar um email (paulatictic@hotmail.com) que discutiremos a situação.

QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO ATÉ AGORA?
BAIXE AQUI (Megaupload)

QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO JUNTAMENTE COM TODO O PROCESSO DE CRIAÇÃO?
BAIXE AQUI (Megaupload)

Você ainda não participou? COMECE AGORA! Deixe um comentário com sua idéia, sugestão, opinião, trecho e contribua para ser também autor dessa história.

E aqui está a continuação:

-Então nos próximos cinco dias pode acontecer um espancamento, e você achou que isso fosse tão importante assim que não podia esperar até amanhã?
-Só porque pode acontecer nos próximos cinco dias não quer dizer que não possa estar acontecendo nesse exato momento! –Júlia esbravejou.
-Não pode estar acontecendo nesse exato momento. –Léo respondeu calmo.
-Ah é? E como você sabe?
-Porque não está chovendo, e no seu sonho está chovendo.
Ela o olhou feio.
-Você tem razão. Mas te chamei agora porque precisamos descobrir logo aonde fica essa estrada.
-Júlia, você pelo menos sabe se essa estrada fica na cidade?
Ela ficou sem reação por alguns segundos.
-Droga! Eu não faço a mínima idéia de onde possa ficar essa maldita estrada!
-Tudo bem, Júlia. –Ele apoiou a mão em seu ombro consolando-a. –Se essa estrada for na cidade, então nós a encontraremos e impediremos o assassinato, está bem?
-Obrigada, Léo.
-E eu prometo que a primeira coisa que farei amanhã depois da escola é tentar descobrir quando vai chover e se descubro algo com o número da placa do carro. Só que preciso de mais informações sobre o seu minuto final.
-Tudo bem, pode perguntar o que quiser e eu vou tentar lembrar. Eu só... eu não consegui me concentrar, foi tão horrível.
-Você não tem culpa por não se lembrar, Júlia.
Ela apenas sorriu e sentou no sofá.
-Pergunte.
Léo se sentou em uma poltrona perto dela.
-A estrada era de terra ou de asfalto?
Júlia fechou os olhos e ficou em silêncio por alguns minutos.
-Asfalto. Mas o terreno do prédio em reforma era de terra.
-Havia algo de especial no terreno para você se lembrar que ele era de terra?
-A cerca estava caída em uma parte, e o homem foi jogado na cerca e rolou pela terra. Eu lembrei de como o seu rosto ficou sujo de lama e de sangue. –Sua voz falhou e ela passou a mão pelo cabelo, tentando se acalmar.
-Ok, já é alguma coisa. Ele estava... amarrado?
-Não.
-O carro parecia ser dele ou dos outros?
-Eu... eu não sei.
-Tudo bem. E quantas pessoas eram?
-Dois homens.
-O homem que morreu, você sabe quem é?
-Não, não consegui vê-lo direito.
-Mas não conseguiu ver mais ou menos? Se você tentar não vai lembrar como ele é?
-Léo, estava chovendo, estava frio, estava escuro, havia um farol alto nos meus olhos e dois monstros batendo sem piedade em um homem que não conseguia se defender. Poderia ser qualquer pessoa ali e eu não saberia quem era. Então não, eu não vi como a pessoa é!
-Tudo bem, eu entendi. Acalme-se.
Léo olhou o horário em seu celular: três horas e quarenta e um minutos.
-Acho melhor eu ir. Já está tarde.
-É melhor mesmo. Eu te levo até a sua casa.
Ela o deixou na porta da casa dele.
-Obrigado pela carona, Júlia.
-Era o mínimo que eu poderia fazer depois de te tirar da cama de madrugada. Não esqueça de pesquisar sobre o meu minuto.
-Pode deixar. Tchau.
-Tchau, Léo.
Ele desceu do carro e ela seguiu pela rua. Léo entrou em casa em silêncio, encostou a porta do seu quarto, deixou os óculos na cabeceira e escorregou para baixo dos lençóis. Em menos de um minuto já estava roncando.

REALIDADE

Léo acordou com o despertador tocando. Eram seis horas da manhã. Levantou, lavou o rosto, vestiu o uniforme escolar e foi para a cozinha. Seu pai já havia saído para o trabalho e sua mãe já estava tomando o café da manhã.
-Bom dia, mãe. –Ele disse ainda sonolento.
-Bom dia, filho. Dormiu bem?
-Dormi.
Sentou-se e comeu o café da manhã na companhia de sua mãe. Depois pegou a sua mochila, pegou carona com a mãe, que o deixou na escola.
Foi só no intervalo das aulas quando finalmente despertou, que Léo lembrou do longo sonho que teve. Assim que as aulas terminaram, ele saiu da escola e andou rápido em direção a praça. O seu celular tocou.
-Alô?
-Léo, aqui é a Júlia.
-Oi, Júlia. Eu já estou indo para a praça matriz.
-Como...? É verdade. Nós já fizemos isso, não é mesmo?
-Sim. Mas eu preciso que você tente dar uma escapada do seu trabalho e vá para lá também.
-Deu certo no seu sonho?
-Bom, ninguém morreu.
-Tudo bem. Então fiquei atento.
-Tchau, Júlia.
-Tchau, Léo.
Ele desligou o celular e continuou a andar apressado até a praça. Após um bom tempo caminhando ele chegou na praça e olhou em volta. Nada do skatista ainda. Andou até a escadaria e seu celular tocou novamente.
-Alô?
-Oi, Léo.
-Oi, querida. Tudo bem?
-Tudo. A Júlia te ligou?
-Ligou sim. Ela apareceu aí no seu trabalho pedindo o meu telefone?
-Como você disso?
-Acabei de falar com ela. Obrigado por ter dado o telefone, era um assunto urgente para resolver.
-Ah... e o que era?
Léo olhou em volta de novo e viu o skatista vindo em sua direção.
-Não era nada. Kelly, eu preciso ir agora, ok? Depois nós nos falamos. –Ele fala apreensivo.
-Está bem. Tchau.
-Tchau. –Desliga o celular.
-Ei, cara! –Ele fala um pouco tímido para o skatista que se aproxima rápido.
-O que foi? –Ele respondeu de longe.
-Se eu fosse você, diminuiria a velocidade, você pode tropeçar e cair.
-Relaxa, mano. Eu ando aqui todo dia.
Ele terminou de falar, parou o skate e quando ia pegá-lo no topo da escadaria, tropeçou no próprio pé e tombou para frente, mas Léo foi mais rápido, segurou-o pelo braço e usou o seu peso para puxá-lo para trás. Ambos caíram no chão. Léo se levantou com alguns arranhões. O skatista permaneceu no chão tentando entender o que havia acontecido.
-De nada. –Léo disse inseguro.
-Nossa, cara! –O skatista se levantou, ambos ouviram ao fundo o som de um ônibus passando em alta velocidade. –Se você não tivesse me puxado eu teria caído.
-É, e teria se quebrado todo nessa escada.
-Nossa! Mano, valeu mesmo por ter me puxado. –Eles apertaram as mãos, e o skatista desceu a escadaria devagar.
Júlia subiu a escadaria e viu o skatista passando por ela.
-Olá, Léo.
-Oi, Júlia.
-Que bom que você conseguiu impedir o garoto de cair.
-Pelo menos dessa vez eu consegui.
-Você disse que ele não morreu no seu sonho.
-E ele não morreu mesmo, mas caiu da escada. Você o puxou para a calçada e impediu que ele fosse morto. Só que ele se irritou por você tirá-lo da rua, e dessa vez ele foi simpático comigo.
-Ainda bem que não vou ter que passar pelo mesmo estresse duas vezes. –Ela deu uma risadinha.
-Júlia, eu só queria te dizer que... eu sinto muito.
-Sente pelo o que?
-Pelo seu avô e o seu irmão.
-Como você soube? –Ela perguntou chocada.
-Você me contou no meu sonho.
-Isso não é justo! Eu não sei o que acontece no seu sonho, o que eu digo ou deixo de dizer. Você sabe a história do meu dom, eu quero saber a história do seu.
-Vamos sentar na praça?
-Vamos.
Eles se sentaram em um dos bancos.
-Desde pequeno eu sempre tive déjà vu. Aconteciam em qualquer momento do dia, era algo normal para mim. Até que um dia, quando tinha doze anos, eu estava atravessando a rua e tive uma visão do dia seguinte, mas o presente e o futuro me confundiram, e quando percebi, fui atropelado por um carro.
-Nossa.
-É, mas não foi nada sério. Fiquei um tempo em observação no hospital e logo voltei para casa. Mas depois do acidente, fiquei com medo de sair de casa e principalmente porque os déjà vu pioraram depois do acidente.
-E o que você fez para superar tudo isso?
-Meus pais me levaram em um psicólogo e foi a maior sorte que já tive na vida.
-Por quê?
-Porque ele tinha o mesmo dom que eu. Ele também via o futuro, de um modo diferente, mas via. E ele foi o meu... mentor.
-Mentor? O que ele te ensinou?
-Ele me ensinou a controlar o meu dom. Como eu raramente sonhava, com muita prática eu consegui bloquear as visões aleatórias e transformá-las em apenas um sonho.
-Você fez isso? –Júlia perguntou incrédula.
-Fiz.
-Uau! Você consegue sair do seu sonho na hora que quiser?
-Não... eu acho que não. Eu preciso dormir no sonho para acordar na realidade.
-E por que ele te ensinou a focalizar tudo em um sonho só?
-Para não atrapalhar a minha vida. Assim eu não teria mais receio de atravessar a rua e de repente ser atropelado por causa de uma visão. Ele me ensinou tudo o que eu precisava saber para ter uma vida normal.
-E onde está esse psicólogo agora?
-Eu não sei. Ele sumiu há alguns anos.
O telefone da Júlia tocou. Ela o pegou de dentro da sua bolsa e atendeu:
-Alô? Sim, sim. Já estou voltando, peça para ele aguardar alguns minutos, por favor. Obrigada, tchau. –Desligou.
-Preciso ir, Léo. Tenho que voltar ao trabalho.
-Está bem, Júlia. Ah, só mais uma coisa...
-O que foi?
-Hoje de madrugada, vá dormir relaxada.
-Relaxada? Por quê?
-Para você poder prestar atenção nos detalhes do lugar do seu sonho.
-E que sonho eu vou ter?
-Um que eu acho que você não vai gostar nem um pouco. E por favor, não me ligue dessa vez às duas horas e vinte da madrugada.
-Está bem. –Ela respondeu achando tudo aquilo estranho. –Eu vou dormir relaxada, vou prestar atenção nos detalhes e não vou te ligar.
-A não ser que você descubra algo muito importante.
-Entendido. Tchau, Léo.
-Tchau, Júlia.
Ela seguiu o seu caminho, e ele deu meia volta e foi para casa. Estava relaxado por ter impedido o skatista de cair e por não ter brigado com a Júlia. Chegou em casa, almoçou com sua irmã mais nova que finalmente voltou da casa da amiga, e passou a tarde estudando para a prova de matemática que teria na semana seguinte. Era uma boa maneira de esquecer todos esses novos e complexos problemas.
À noite, seus pais chegaram do trabalho, jantaram os quatro juntos, e Léo ligou para Kelly para conversar. Depois de quase meia hora no telefone, ele desligou, colocou os óculos na mesa de cabeceira e deitou.
Ocorreu um erro neste gadget
Related Posts with Thumbnails