Estou lendo:O MUNDO EXPLICADO POR T.S. SPIVET - Reif Larsen


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Vol.3 Gone: Desaparecer - Lisa McMann

Minha opinião: Eu queria muito ler esse último livro da série, tudo por que eu sou fã do Cabel e o achei super fofo no livro anterior. Nesse final, Janie descobre muitas coisas que ficaram pendentes durante toda a estória em relação a sua família e a origem do seu dom, eu juro, que eu tinha uma idéia do que poderia acontecer, pensei que na verdade a mãe dela bebia por que escondia ter o mesmo dom que a Janie – era minha hipótese – mas errei feio, e ainda bem, por que seria muito simples e a autora conseguiu dar outro rumo no que se era esperado.
Além disso, Janie se vê em um grande dilema em relação ao Cabel que passa a ter sonhos assustadores sobre o futuro de ambos e isso foi bem interessante, por que aponta que não é só amores, também existem dúvidas e dificuldades em se ter uma relação.
Bem, eu gostei dessa série, mas acho que o segundo livro foi o melhor de todos e achei que essa série devia ter tido mais livros, sei lá.
E se não leu, leia. Acho que vale a pena.

Resumo: No início Janie acreditava que já sabia o que o futuro lhe reservava e pensou que estava em paz com isto. Mas, o que Janie não suportou, foi ver Cabel afundando com ela. Janie só vê uma maneira de dar a Cabel a vida que ele merece – ela precisa desaparecer. Mas isto pode destruir os dois. Então, um estranho entra em sua vida – e tudo se desfaz. Seu futuro, antes previsto, sofre uma reviravolta trágica e suas escolhas se tornam mais terríveis do que Janie jamais imaginou. Ela só precisa escolher o menor dos dois males. E o tempo está se esgotando…

segunda-feira, 27 de junho de 2011

PROJETO: História Coletiva - ETAPA FINAL

Pois eh, estamos na etapa final, eu achei que poderiamos acabar nessa semana, mas acho que ainda faltam algumas coisas, por isso vou deixar aberto até quando acabarmos - Mas a história tem que acabar até o fim de Julho, se não eu e meu irmão iremos escrever o final, ok? - Por isso, todo mundo que está envolvido ou que queria iniciar agora a participar do projeto já pense no rumo final da história, certo?

CERTO! VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É O PROJETO HISTÓRIA COLETIVA? então acesse AQUI e descubra e comece a participar também. Afinal, você pode dar sua opinião, sugestão ou um trecho e mudar completamente o rumo da estória, só que para melhor, imagina?

OBS: Quero lembrar que nesse projeto muitas vezes a sugestão ou opinião que damos pode ser aceita ou não, ou pode ser alterada parcialmente e isso que é o mais importante nese projeto, já que é algo grupal. No entanto se você se sentiu ofendido (a) ou incomodado(a) com alguma coisa pode me mandar um email (paulatictic@hotmail.com) que discutiremos a situação.

QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO ATÉ AGORA?
BAIXE AQUI (Megaupload)

QUER ACESSAR A HISTÓRIA COLETIVA DO COMEÇO JUNTAMENTE COM TODO O PROCESSO DE CRIAÇÃO?
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Você ainda não participou? COMECE AGORA! Deixe um comentário com sua idéia, sugestão, opinião, trecho e contribua para ser também autor dessa história.

-Não é só isso Léo! Você percebe agora por que eu queria que você ficasse longe dessa bagunça?

-Júlia, nós já falamos sobre isso...
-Sim, mas eu preciso reforçar a idéia do quanto perigoso está essa busca. Além deles saberem que somos nós, a ponto de me roubarem na rua, eles também sabem o que nós estamos planejando. Léo, nós estamos um passo atrás deles! –Falou afobada.
-Você está convencida sobre tudo isso?
-Não tenho mais dúvidas! -Respondeu Júlia. -Eles sabiam de nossos dons, e decidiram mudar o local para nos despistar! Talvez eles até estejam por trás do sumiço dos seus sonhos!
-Também estou achando o mesmo, e agora? Precisamos salvar a vítima!
-Vou pensar em algo. Fique em casa, Léo! Você já está encrencado o suficiente com seus pais. Qualquer coisa eu te ligo.
-Mas...
-Tchau! -Desligou.
Léo ficou parado com o celular no ouvido por mais alguns instantes. Para que soubesse de seu dom, o homem que roubou o celular de Júlia devia conhecer alguém parecido, talvez até fosse um deles.
Ele passou as horas seguintes fazendo pesquisas inúteis na internet, tentando encontrar alguma pista do lugar do novo minuto final. Mas não houveram resultados. E sem seus sonhos, Léo não poderia fazer nada realmente útil para a investigação.
Não desceu para jantar, o que irritou seus pais ainda mais. Desanimado, Léo se deitou e em pouco tempo, dormiu.
Acordou. Mas ainda estava com os olhos fechados, não queria abrir os olhos por que tinha medo de que não estivesse no sonho, e estivesse novamente no real. E foi isso que aconteceu.
Léo ficou parado com os olhos abertos esperando por algo, talvez uma grande idéia, ou talvez nada, ele sentou na cama e coçou a cabeça e depois os olhos e quando ia se levantar o seu celular começou a tocar.
Ele o pegou e viu um número desconhecido, pegou o telefone e atendeu.
-Léo? –Júlia perguntou ansiosa do outro lado da linha.
-Júlia?
-Sim, sou eu. Olha só...
-Que telefone é esse? -Léo perguntou enquanto pegava os seus oculos com a outra mão.
-Eu comprei um novo celular e sabe o número também mudou - Ela disse – Mas eu não liguei para isso, eu liguei por que eu acabei de descobrir o nome do dono do carro.
-Que ótimo! –Ele disse ficando mais alerta. –E qual o nome?
-Auclides de Souza Mendes.
-O quê? –Ele soltou imediatamente, sem pensar.
- Léo, você o conhece? –Ela perguntou com um tom de preocupação.
Ele hesitou um momento tentando manter as idéias em ordem, mas não conseguiu.
-Léo? Me responde, você reconhece esse nome?
-Sim. –A sua voz saiu um pouco rouca.
-Meu Deus! E quem é?
-O psicólogo que me ensinou tudo sobre o meu dom.

Léo estava olhando seu relógio de pulso e vendo os ponteiros se mexerem lentamente esperando que o tempo passasse mais rápido para que ele encontrasse logo a Júlia. Eles haviam combinado pelo telefone de se encontrarem depois da escola de Léo em frente ao consultório do Auclides.
Após uma espera agonizante, Júlia apareceu trajando uma roupa chique, estava com os cabelos soltos e uma maquiagem que a deixava muito mais bonita.
-Eu achei que fosse esperar uma eternidade por você, Júlia.
-Olá para você também Léo. Como conseguiu convencer os seus pais a deixar você vir aqui?
-Eu os convenci que seria bom visitar um psicólogo depois de quase morrer no incêndio.
-Ótima idéia. Mas... –Ela continuou a falar preocupada. –Como você está se sentindo?
-Júlia eu estou bem! Não aconteceu nada sério não é mesmo?
-Léo, você morreu no seu sonho, e morreria de verdade se eu não tivesse quebrado a parede com o meu jeep. Você não precisa estar bem, todos nós entenderemos se você...
-Júlia por favor, vamos fazer o que viemos fazer?
-Está bem.
Os dois entraram no consultório e se dirigiram ao balcão, onde uma atende os cumprimentou sorridente:
-Boa tarde! No que posso ajudá-los?
-Oi, nós queremos marcar uma consulta. –Júlia respondeu. –Tem como ser hoje?
-Que sorte a de vocês! Um paciente acabou de cancelar a consulta dele, tenho um horário agora mesmo, pode ser?
-Perfeito!
-Vocês vão entrar juntos ou...?
-Juntos.
-Ótimo. O pagamento...
-Pode ser cartão de crédito?
-Sim.
Júlia pagou a consulta, e Léo ficou um pouco envergonhado por não colaborar com o dinheiro. Depois de tudo pronto, a atendente saiu de trás do balcão e pediu para eles a acompanharem. Seguiram por um corredor até chegarem em uma porta, ela bateu de leve e depois abriu.
Júlia e Léo entraram e a atendente fechou a porta atrás deles.
Auclides estava sentado atrás de uma mesa, e olhou-os sorrindo.
-Olá! Entrem, entrem. Fiquem à vontade.
-Oi senhor Auclides.
-Oi. –Léo respondeu acanhado.
Eles sentaram cada um em uma cadeira.
-Vocês são Júlia e Leopoldo, certo?
-Certíssimo! Nós viemos aqui porque os pais do Leopoldo te indicaram e só o elogiaram.
-Que maravilha! Eles me consultaram há muito tempo?
-Na verdade, eu que me consultei com o senhor. –Léo respondeu baixo.
-Você? Bem que eu achei que você era familiar.
-E nós resolvemos voltar aqui porque o Léo ficou preso em um incêndio alguns dias atrás e eu, junto com os pais dele, estamos preocupados que ele possa apresentar algum problema decorrente desse trauma.
-Qual foi o motivo da primeira visita?
Júlia olhou dentro dos verdes olhos do Léo, e ele ficou incerto sobre o que responder.
-Eu... –Ele começou e parou em seguida.
-Não tenha medo, Leopoldo. Nós estamos aqui para ajudá-lo.
-Eu sofri um acidente de carro, não foi nada sério, mas eu não conseguia sair de casa depois.
Léo percebeu que os olhos do psicólogo brilharam e seu lábio inferior tremeu.
-Infelizmente, tenho vários casos parecidos e não me lembro de ter cuidado de você.
-Ah, que pena. –Júlia respondeu.
-Mas e esse incêndio? Você já estava dentro do lugar quando começou?
-Não, eu ouvi uma mulher gritando e entrei no mercado para salvá-la.
-Temos aqui um herói! Mas não seria melhor esperar pelos bombeiros? Os nossos impulsos não incluem arriscar a nossa própria vida pela vida de desconhecidos.
-Na hora eu pensei que os bombeiros não chegariam a tempo e eu precisava salvar aquela mulher.
Auclides sorriu com o canto dos lábios, como se estivesse se divertindo.
-E o que mais aconteceu? Consegue falar sobre isso?
-Eu a levei para dentro do escritório porque o fogo ainda estava longe de lá.
-E depois? –Os olhos dele brilharam novamente. Júlia estava em silêncio prestando atenção.
-Depois a Júlia jogou o jeep dela na parede do escritório e os bombeiros nos levaram para a rua.
-Como está o seu relacionamento com o fogo? Algum problema?
-Não, está tudo normal.
-Você está tendo algum tipo de... –Ele pronunciou a palavra devagar. -Pesadelo?
Léo sentiu-se desconfortável. “Como ele poderia saber?”
-Nenhum pesadelo, apenas... sonhos.
Foi a vez do psicólogo se mostrar desconfortável, os lábios que antes sorriam, agora estavam formando uma linha reta.
-O senhor acha que ele pode desenvolver algum trauma? –Júlia perguntou.
-Eu acho que não, Júlia. O Leopoldo parece bem para quem quase morreu em um incêndio.
Eles conversaram por mais meia hora sobre assuntos banais, despediram-se com apertos de mão, e finalmente na rua Léo suspirou fundo. “Definitivamente tem algo estranho com ele”.

domingo, 26 de junho de 2011

X Prêmio Literário Livraria Asabeça 2011

X Prêmio Literário Livraria Asabeça 2011


A Livraria Asabeça organiza anualmente o Prêmio Literário Livraria Asabeça, com o apoio da Scortecci Editora, para autores brasileiros, maiores de 18 anos, residentes no Brasil. O prêmio tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira e neste ano, em especial, sua edição será comemorativa ao aniversário de 30 anos da Scortecci em 2012. O concurso será dividido em 5 (cinco) prêmios regionais: norte, nordeste, sul, sudeste e centro-oeste. O prêmio para o vencedor de cada região será um contrato de edição e publicação de sua obra com a Scortecci Editora.

REGULAMENTO

Inscrições: até 30 de novembro de 2011.

Gênero: Poesia (Livro inédito: poesias e obra)
Ao fazer a inscrição, o Autor concorda com as regras do concurso, autorizando, inclusive, a publicação da obra selecionada pela Scortecci Editora, e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.

A Livraria Asabeça escolherá uma Comissão Julgadora, composta de três membros de renomado prestígio literário, e uma Comissão Organizadora, que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.

O candidato poderá participar com 1 (um) original inédito POESIA (Poesias e Obra), de 40 até 60 páginas, formato A4 (210 x 297 cm), texto digitado em Word, espaço 1,5, impresso de um só lado da folha, tamanho 12, fonte Times New Roman ou Arial.

Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto. A obra deverá ter obrigatoriamente um título. O autor poderá ou não usar pseudônimo (nome literário).

Deverá enviar junto com a obra as seguintes informações:
Nome completo
Pseudônimo (nome literário), se houver
Endereço / Cidade / Estado / CEP
DDD / Telefone
e-mail
Cópia do RG
Cópia do CPF
Cópia de comprovante de residência
Minibiografia de até 20 linhas

Atenção: O original deverá ser enviado por correio, encadernado em espiral, devendo trazer na primeira página os dados do autor conforme relação acima.

Enviar para:
X PRÊMIO LITERÁRIO LIVRARIA ASABEÇA 2011
Caixa Postal 11481
São Paulo, SP
CEP 05422-970

PRÊMIOS
O vencedor de cada região será contemplado com um contrato de edição com a Scortecci Editora de 100 (cem) exemplares (sendo 50 exemplares para comercialização através da Livraria Asabeça e 50 exemplares inteiramente grátis para o autor), com até 60 (sessenta) páginas, formato 14 x 20,7 cm, miolo em preto e branco, com papel branco 75 gramas, Capa coloria com papel cartão 250 gramas, com orelhas e laminação brilhante.
A título de Direito Autoral, cada autor receberá 10% (dez por cento) sobre o preço de capa de sua obra, comercializada através da Livraria Asabeça, pelo prazo de 1 (um) ano ou até o término da edição, o que acontecer primeiro.
Cada exemplar da obra será comercializado ao preço de R$ 20,00.
Após o término do contrato, o autor poderá adquirir o saldo dos livros com desconto de 80% sobre o preço de capa. Não havendo interesse por parte do autor, os livros serão distribuídos gratuitamente para bibliotecas e escolas públicas e utilizados para divulgação do próprio Prêmio Literário Livraria Asabeça.

OBSERVAÇÕES
- Os originais não serão devolvidos.
- Os autores vencedores autorizam o uso e veiculação de seu nome e obra pela Livraria Asabeça / Scortecci Editora para fins de divulgação, veiculação e comercialização.
- O resultado do X Prêmio Literário Livraria Asabeça 2011 dar-se-á em fevereiro de 2012 e será publicado oficialmente no Portal Concursos e Prêmios Literários e nos demais sites do Grupo Editorial Scortecci.
- Os autores vencedores deverão entregar à Scortecci Editora o arquivo digital da obra rigorosamente igual ao selecionado pela comissão julgadora.
- É vetada a participação de autores que já tenham recebido prêmio de publicação ou menção honrosa nos concursos: Asabeça e UBE-SP.

CRONOGRAMA
- Inscrições: até 30 de novembro de 2011.
- Divulgação dos vencedores: fevereiro de 2012.
- Lançamento das obras: 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo 2012, no estande da Scortecci, durante o evento festivo de 30 anos da editora.

MAIS INFORMAÇÕES
asabeca2011@concursosliterarios.com.br
Telefones: (11) 3031.3956 ou (11) 3815.1177

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Promoção "Aventuras na escuridão + A primeira vista"


Mais uma linda promoção no blog Dicas de Livros! E você desta vez vai concorrer ao Livro Aventuras na escuridão do autor Tom Sullivan + o filme À primeira Vista!

Clique aqui e leia a resenha e a sinopse do livro!

Olha a sinopse do filme: Amy (Mira Sorvino) se apaixona por Virgil (Val Kilmer), homem bonito que ficou cego acidentalmente na infância. Surge uma esperança, através de um novo tratamento experimental, e Virgil operado com sucesso. Ele recomeçará tudo de novo, aprendendo mais uma vez a enxergar a luz do dia e, quem sabe, descobrir a força do amor.

A promoção começa hoje e termina no dia 23 de julho de 2011 às 23:59hs! O sorteio será feito pelo site do Random.org, e o ganhador terá três dias para responder o email, se não responder, haverá outro sorteio.


Para concorrer é super iper fácil, olha só as regrinhas:

1) Basta ser seguidor do blog - Publicamente (Pode ser pela conta do Yahoo, Orkut, Gmail, Twitter...);
2) Residir no Brasil ou ter endereço de entrega no Brasil;
3) E por último preencher o formulário abaixo! E pronto, você já está concorrendo!

Chance Extra!

Como sempre, você pode ter mais chances de ganhar. É super fácil... é só seguir qualquer uma das próximas regrinhas e assim pode preencher o formulário mais uma vez! Cada item, pode preencher mais uma vez assim você terá mais chances!

1) É só me seguir no Twitter @paulatic_livros
2) Seja meu amigo no facebook (facebook/paulatictic) e curta o blog - aqui do lado.
3) Divulgue a promoção em alguma rede social, como no Skoob, orkut, blog, facebook, twitter, email (se for por email, mande uma cópia para paulatictic@hotmail.com)... E pode preencher o formulário novamente!
4) Tem mais de dez comentários em posts diferentes do blog Dicas de livros? Então pode preencher mais vez, se não tem, então é só começar a comentar e pronto!
5) LEIA UM DOS DOIS CONTOS E Deixe um comentário - crítica - sobre os contos O ceifador e o Idiota ou O Sorriso Verdadeiro

Paixão, Drogas e Rock 'N' Roll - Daniela Niziotck

Minha opinião: Ah, eu adorei esse livro! E simplesmente não imaginava gostar tanto assim desse livro, mas a autora soube escrever um romance maravilhoso, sem aquele mel com açucar que muitas vezes lemos, mas com uma delicadeza impressionante. E fiquei mais feliz ainda de saber que é uma autora brasileira e ainda por cima com a mesma profissão que a minha!
Mas vamos lá,
Imagine só, o livro conta sobre Vicky, uma garota que estuda filosofia na USP e de uma hora para outra conhece um rock star, vocalista de uma banda super iper famosa e os dois se apaixonam. Bem, até aí você vai pensar que é uma história sem graça e tal... mas não se enganem, é muito mais do que uma simples história, é ótimo.
Eu não consegui largar o livro e quando o deixava de lado, ficava ansiosa para poder pegá-lo de novo em minhas mãos e continuar a leitura. Acho que a personalidade dos personagens foram muito bem contruídos, principalmente o do Brian – que é o vocalista da banda – o seu humor alterado e o sofrimento que ele transmitia me deixaram encantada por ele e por Vicky por estar ao lado dele.
Bem, confesso também que fiquei triste... Não no sentido ruim, no sentido bom... É que eu queria mais mel com açucar...rs... Mas talvez isso não deixasse o livro tão bom como ele é.
Um amor destrutivo e ao mesmo tempo tão bonito, é incrivel como foi possível sentir o dilema da Vicky e sentir que mesmo doendo e sofrendo é impossível não amar.
Bem, acho que esse também vai para um dos melhores romances que eu já li. E como eu acabei de ler, ainda estou sentindo a anestesia da história, pensando nos personagens e na fragilidade de cada um...nossa!
Podia ter um filme desse livro...

Resumo: Brian Blue é vocalista e líder de uma das maiores bandas de hard rock do início dos anos 90 e Vicky, uma adolescente brasileira. Desse encontro improvável, nasce uma história de amor com todos os ingredientes dos tempos modernos. Com rara sensibilidade, Daniela Niziotek envolve o leitor ao abordar as dificuldades e concessões enfrentadas para a concretização dessa relação quando um fato trágico se interpõe, mudando para sempre a vida dos personagens. De modo delicado e comovente, mas com aguda percepção, Daniela fala das belezas e dores humanas, trazendo à tona, em meio a uma torrente de sentimentos, os bastidores do mundo do rock. Um mundo de muito glamour, mas também de desencanto e impossibilidades extremas. Brian e Vicky vivem e sofrem os dilemas do amor e da paixão, da insensatez e da lucidez, da luta para fazer prevalecer a razão em um universo cheio de contradições. Dessa mistura de emoções, nasce uma trama muito bem urdida que nos faz pensar sobre a essência do amor e suas nuances mais caprichosas e imprevisíveis.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Criança 44 - Tom Rob Smith

Minha opinião: Eu consegui esse livro a partir de uma troca de livro com a Luíza do blog Por Trás das Letras, e não sabia direito se era bom ou não, mas eu confio muito no gosto da Luíza, que sempre me recomendou ótimas leituras e dessa vez não foi diferente!
No começo da leitura, não sabia direito sobre o que se tratava, mas sabia que tinha haver com investigação, bem, já no prologo eu fiquei sem folego e me empolguei com a leitura. Depois fiquei um pouco confuso por que alguns personagens apareciam que eu não entendia se tinham ou não ligação, e na verdade eu não percebia nada em comum, mas sabia que chegaria o momento em que tudo se encaixaria e quando isso aconteceu eu me impressionei.
A leitura foi muito dinamica e o autor conseguiu escrever algo muito bem escrito em que as revelações me surpreendiam e a narrativa me deixava com mais vontade de ler sem parar, fiquei maravilhada com tudo; E claro, havia um Serial Killer que matava crianças de uma maneira peculiar que se eu tivesse parado para pensar, saberia a resposta desde o ínicio, mas me deixei levar com o que estava lendo e pronto! Adorei!
Para quem gosto de um bom livro de investigação policial com uma leitura dinamica e que prende a atenção não pode deixar de ler esse livro! E ele vai para os melhores do gênero!

Resumo: Tom Rob Smith leva o leitor à opressora Rússia de Stalin. Quando o corpo de um menino é encontrado sobre os trilhos de uma ferrovia, o agente Liev Demidov se surpreende ao saber que a família do garoto está convencida de que se trata de assassinato. Os superiores do oficial lhe dão ordens de ignorar o assunto, mas ele está determinado a encontrar a verdade por trás do terrível crime.

domingo, 19 de junho de 2011

Filmes baseados em livros

Morte e Vida de Charlie St. Cloud

Minha opinião: Quem leu minha resenha do livro, sabe que eu estava em dúvida sobre a atuação do Zac Efron, por que eu estava com um pezinho atrás pensando que ele ficaria com aquele jeitinho de pular e cantar... Mas por incrível que pareça, ele até que ficou bem no papel, mas eu fiquei muito mais encantada pelo Charlie do livro, que parecia muito mais interessante.
Bem, o filme como sempre mudou algumas coisinhas em relação a história que na minha opinião, acho que não mudou muito a história – o que é bom – a única coisa que eu não gostei muito foi que a personalidade do Sam não é a mesma de que a do livro, que ele gosta de ficar se encontrando com o Charlie só que parece que mais pelo Charlie do que por ele, já no filme parece que Sam tem uma necessidade muito maior de ficar com o irmão. Outros pontos diferentes são logo no inicio em que o Charlie e Sam estão velejando, no livro isso não ocorre; Outra coisa é a forma como ocorre o acidente de carro, no livro me pareceu ser melhor...
Mas eu gostei de uma cena do filme em que não teve no livro, que foi uma em que Charlie e Sam brincam na lama quando se está chovendo, eu achei o máximo! Uma cena ótima!
Continuando, a atriz que faz o papel da Tess, em minha opinião também deixou um pouco a desejar, achei ela meio que sem graça, não sei.
Mas eu gostei do filme e acho que em comparação com outros que assisti, esse até que foi fiel ao livro, mais ou menos né.

Sinopse: Charlie (Zac Efron) é um jovem que não consegue superar a morte de seu irmão mais novo. Tanto é que ele aceita um emprego como zelador do cemitério onde seu irmão está enterrado. Todas as noites Charlie encontra-se com o espírito do irmão e juntos os dois se divertem e matam as saudades. Mas Charlie conhece uma menina, Tess (Amanda Crew), e se apaixona por ela. Agora Charlie precisa escolher entre continuar com seu irmão ou ir atrás da garota que ele ama.
Informações Técnicas


Título no Brasil: A Morte e Vida de Charlie
Título Original: Charlie St. Cloud
País de Origem: EUA / Canadá
Gênero: Drama / Romance
Classificação etária: 12 anos
Tempo de Duração: 99 minutos
Ano de Lançamento: 2010
Estréia no Brasil: 14/01/2011
Estúdio/Distrib.: Universal Pictures
Direção: Burr Steers

A Garota da Vitrine ( Livro: A Balconista)
 
Minha opinião: Faz tempo que li esse livro - A BALCONISTA - e na época lembro-me de me surpreender com a estória comovente e delicada que estava lendo, por que sendo o autor o Steve Martin, eu imaginava algo mais engraçado, ou sei lá o que eu imaginava... Mas eu gostei bastante e agora assistindo o filme eu posso dizer que também adorei o filme.
Como o livro, o filme é delicado e soube trazer para a telinha as emoções e a fragilidade dos sentimentos da Mirabelle – que é a personagem principal – e também dos outros personagens. Além disso, algumas cenas ótimas são aquelas cenas do filme em que os personagens estão sozinhos e é possível sentir a solidão deles, aquele sentimento de estar no mundo só; Achei tão comovente.
Além disso, o filme foi muito fiel ao livro, não me recordo de nenhum ponto que se alterasse que me fizesse ficar com um gostinho amargo na boca - como ocorre quando o filme muda muita coisa do livro - acho que ao contrário, esse filme me deixou muito contente, por ser bem tão parecido com o que eu tinha imaginado.
Os atores estão muito bem, e vou dizer que recomendo que assistam a esse filme.

Sinopse: Mirabelle (Claire Danes) é uma jovem que trabalha na seção de luvas da Saks Fith Avenue, em Beverly Hills. Ela é uma artista que luta para se manter, vivendo sempre no limite do cartão de crédito e empréstimos bancários. Até que encontra Ray Porter (Steve Martin), um homem bem mais velho por quem se apaixona. A partir de então sua vida muda drasticamente, com os problemas financeiros ficando no passado. Porém, quando sua vida parecia ter entrado nos eixos, ela passa a ser assediada por Jeremy (Jason Schwartzmann), um músico recém-formado.

título original:Shopgirl

gênero:Drama
duração:1 hr 44 min
ano de lançamento: 2005
estúdio: Touchstone Pictures / Epsilon Motion Pictures / Brass Hat Film Slate 1 Shopgirl Ltd. / Hyde Park Entertainment / Shopgirl Inc.
distribuidora: Buena Vista Pictures / 20th Century Fox Film Corporation
direção: Anand Tucker
roteiro: Steve Martin, baseado em livro de Steve Martin
produção: Ashok Amritraj, Jon J. Jashni e Steve Martin
música: Barrington Pheloung
fotografia: Peter Suschitzky
direção de arte: Sue Chan
figurino: Nancy Steiner
edição: David Gamble

sábado, 18 de junho de 2011

A Mão Esquerda de Deus - Paul Hoffman

Minha opinião: Eu nunca iria imaginar que o livro era desse jeito, e ainda bem que foi para melhor! Quando eu vi a capa do livro e confesso que mesmo lendo a contra capa eu achei que o livro tinha sobrenatural – afinal esse tema anda surgindo na maioria dos lançamentos – mas ao contrario do que eu imaginava, nessa história não tem nada de sobrenatural.
O livro conta sobre um garoto de 14 anos, chamado Cale, que é esperto – meio que estrategista – e muito forte, conseguindo ter uma habilidade de combate que surpreende a qualquer um. Só que Cale viveu grande parte da sua em um Santuário levando uma vida de surras e castigos que dá até pena, mas um dia algo acontece que ele e seus dois amigos têm que fugir desse santuário e aí varias coisas acontecem, que envolve batalha, luta pela vida, confrontos, e várias descobertas sobre o poder de Cale e de seus dois amigos.
Gente, eu adorei esse livro! O autor tem uma narrativa maravilhosa que prende a atenção do começo ao fim, e a história de Cale é demais! Apesar de ele ser um personagem “mal” e que faz por vezes algumas coisas ruins, ele também mostra um lado bom e amigo, isso é realmente um personagem bem construído, além disso, o autor também soube colocar personalidades bem distintas em cada um dos outros personagens o que torna tudo muito mais rico e envolvente.
Eu com certeza virei fã de carteirinha dessa trilogia e não vejo a hora de poder continuar a ler essa aventura!

Resumo: Preste atenção. O Santuário dos Redentores no Penhasco de Shotover deve seu nome a uma grande mentira, pois há pouca redenção naquele lugar e ele tampouco serve de refúgio divino.

É com esse alerta que o inglês Paul Hoffman começa A Mão Esquerda de Deus, um livro sombrio e cheio de mistério. Estréia do autor no romance aventura, a obra vem sendo divulgada no exterior como um "novo Harry Potter", muito embora o autor não recorra a elementos sobrenaturais nem raças não-humanas em sua narrativa.
O cenário da trama é desolador. Habitado por meninos que foram levados para lá muito novos e geralmente contra a sua vontade, o Santuário dos Redentores é uma mistura de prisão, monastério e campo de treinamento militar. Lá, esses milhares de garotos são submetidos a uma sádica preparação para lutar contra hereges que vivem nas redondezas. A intenção dos Lordes Opressores, os monges que protegem o lugar, é fortalecer os internos tanto física quanto emocionalmente, preparando-os para uma monstruosa guerra entre o bem e o mal.
A Mão Esquerda de Deus não é um livro particularmente escrito para o público jovem, segundo acredita Paul Hoffman. "Fiquei surpreso ao ver que o livro foi tão bem recebido por essa faixa etária. Não esperava que uma história com tanto sofrimento e crueldade fosse agradar tanto aos jovens, não escrevi pensando exatamente neles. Minha ideia era desenvolver uma trama onde eu pudesse reviver e reinventar aspectos da minha infância. Queria ter a liberdade para amplificar as minhas sensações sobre esse período 40 anos depois de tê-lo vivido e foi bem divertido".
Sucesso de público e vendas na Inglaterra, A Mão Esquerda de Deus resgata a atmosfera de clássicos como O Nome de Rosa, de Umberto Eco e O Senhor dos Anéis, de Tolkien, misturando elementos de história medieval com um ritmo ágil e contemporâneo. "Embora estejamos falando de um lugar que não existe, o Santuário dos Redentores facilmente se identifica com o cenário de miséria e dissolução existencial que presenciamos no mundo real. É uma história que pode se passar em qualquer lugar do mundo, em qualquer época e que mostra reações humanas inexoráveis", explica Paul Hoffman.

Tradução: Fabiano Morais
Editora: Suma de Letras
Autor: PAUL HOFFMAN
ISBN: 9788560280537
Origem: Nacional
Ano: 2010
Edição: 1
Número de páginas: 328
Acabamento: Brochura
Formato: Médio

terça-feira, 14 de junho de 2011

Morte e Vida de Charlie St. Cloud - Ben Sherwood

Minha opinião: Fazia tanto tempo que queria ler esse livro, afinal, olha a capa dele, não é fofinha? Tem uma cara de livro romântico! Rs... E foi isso mesmo, foi um livro bem bacana de se ler, e eu gostei. O livro conta sobre Charlie e seu irmão Sam, os dois são muito próximos e tem uma relação completamente incomum, já que Charlie mora em um cemitério e Sam, bem, Sam está morto. E essa relação faz com que nenhum dos dois consiga seguir o seu caminho na vida, e depois de muito tempo desse jeito, a vida de Charlie muda, por que ele conhece uma mulher interessante – Tess - que mexe com ele, e claro que essa mulher aparece de uma forma também muito diferente. Eu adorei o Sam, ele tem um jeito tão infantil e delicioso de se ler, é muito bom, e acho que algumas surpresinhas que aparecem no caminho, durante a leitura, faz com que fiquemos com mais vontade de ler e sem parar.
Eu achei o Charlie um cara super legal e interessante e fiquei aqui pensando com meus “botões” se o Zac Efron fez um bom trabalho no papel desse personagem, não sei, mas eu me lembro dele cantando e rodopiando sem parar naquele filme “High School musical” e na minha mente não vem um cara como o Charlie, mas espero estar enganada.
Hum, apesar de ser um livro rápido de se ler e com uma narrativa gostosa – que vou contar que não traz muitas novidades – ele também me fez lembrar um pouco – bem pouco - de “E se fosse verdade...” quando vocês lerem, vocês irão entender...
Mas agora eu vou correr para assistir ao filme e conto para vocês.
Resumo: Morte e Vida de Charlie St. Cloud inspirou o filme estrelado pelo galã Zac Efron, Best-seller nos EUA, figurou a lista dos mais vendidos do New York Times agora traduzido para o Português, esta emocionante aventura irá cativar leitores e leitoras e ensinar que a vida às vezes é feita de milagres.
Charlie é um garoto que recebe um dom extraordinário: ele consegue conversar e brincar com o espírito de seu falecido irmão. Após encontrar Tess, uma navegante cheia de sonhos, os dois precisam decidir entre apegar-se ou deixar o passado para trás.
E eles descobrem que milagres podem acontecer se nós simplesmente abrirmos nossos corações.

domingo, 12 de junho de 2011

PROJETO: História Coletiva - 10/2ª semana

Bem, essa semana deveria ser a última, mas eu acho que seria melhor colocar mais uma semana, o que vocês acham? Porque pelo jeito falta um pouco mais para chegar ao fim da nossa história, então é melhor dar mais um tempo para fazermos algo melhor do que "nas coxas" né? Tudo bem para vocês?
 
CERTO! VOCÊ AINDA NÃO SABE O QUE É O PROJETO HISTÓRIA COLETIVA? então acesse AQUI e descubra e comece a participar também. Afinal, você pode dar sua opinião, sugestão ou um trecho e mudar completamente o rumo da estória, só que para melhor, imagina?

OBS: Quero lembrar que nesse projeto muitas vezes a sugestão ou opinião que damos pode ser aceita ou não, ou pode ser alterada parcialmente e isso que é o mais importante nese projeto, já que é algo grupal. No entanto se você se sentiu ofendido (a) ou incomodado(a) com alguma coisa pode me mandar um email (paulatictic@hotmail.com) que discutiremos a situação.

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Você ainda não participou? COMECE AGORA! Deixe um comentário com sua idéia, sugestão, opinião, trecho e contribua para ser também autor dessa história.
 
Ele discou rapidamente o número de Júlia, que atendeu após três toques.
- Júlia, sou eu! Ontem eu tem encontrei no Flores de Outono?
- Sim... Pelo menos, eu acho que sim. Eu pude jurar que estava sonhando!
- Eu também achei que era um sonho, até que levantei e escutei meus pais falando sobre minha saída que eu jurava nem tinha acontecido!
- Sério? Deus, o que está acontecendo?
De repente, uma voz grossa, de homem, falou no lugar de Júlia.
- Isso é o que acontece quando vocês tentam me achar. Desista de sua busca, ou só irá piorar as coisas.
Léo tentou responder, mas a ligação caiu.
Léo olhou para o celular em suas mãos e sentiu seu peito se apertar “o que teria acontecido? Será que a Júlia estava bem?” Léo ficou preocupado. “Quem era o homem que falou com ele? O que houve com a Júlia?”. Ele pegou o telefone e discou para a Júlia de novo. Ninguém atendeu. Tentou novamente e nada. Decidiu que iria fazer algo a seguir, mas estava tão confuso, não sabia como lidar agora que estava no real e não tinha mais o seu sonho para se basear, era estranho, era normal demais.
Ele nunca havia passado por uma situação assim... passar por um dia sem saber o que iria acontecer, ou viver no sonho como se sempre houvesse uma segunda chance para mudar tudo, e agora, nesse momento, em que olhava para o seu celular e via que era outro dia e não mais o dia anterior, sua cabeça começou a pesar e Léo decidiu que iria passar o dia normalmente e que com certeza tudo iria melhorar.
Ele respirou fundo, lavou o rosto, colocou os óculos e desceu para a cozinha. Seus pais o olharam ressentido. Léo tentou evitar o olhar deles, por que sabia que no dia anterior havia feito muita coisa que não faria em um dia real, como gastar muito dinheiro, discutir com os pais, além de deixá-los muito preocupados. E agora era o momento da conseqüência, por isso olhou para os próprios pés ao invés de olhar para os pais.
-Bom dia. –Ele falou baixo.
-Bom dia. – Respondeu sua mãe secamente.
- Espero que hoje seja mesmo um dia bom - Seu pai falou rispidamente – não pense que eu esqueci o que aconteceu ontem...
- Mas... – Léo tentou se desculpar mas o seu pai o impediu levantando uma mão para ele se calar e foi o que ele fez, se calou.
- Não quero saber de mais e nem de menos, quero apenas que você vá para a escola e volte direto para a casa – Léo viu o olhar severo dele – está entendendo? Direto para casa. - E saiu para trabalhar sem dizer mais nada.
- Se deu mal hein? – Disse sua irmã rindo enquanto tomava seu leite quente e fazia um bigode de leite – Ninguém manda não obedecer, eu sempre obedeço.
- Não enche – Ele disse tomando um copo de café que desceu como uma pedra.
- Não fale assim com a sua irmã Leopoldo! – Sua mãe falou nervosa e Léo viu a sua irmã dar um sorriso malicioso – E trate de comer logo para não se atrasar na escola, eu te levo hoje.
- Tá. – Ele disse sem ânimo e só deu uma mordida em uma fatia de torrada e deixou o restante na mesa, se arrumou e foi para a escola com a mãe.
No caminho, ele estava inquieto tendo uma sensação de que algo estava errado e que de uma hora para outra tudo poderia acontecer, na verdade tudo isso se devia pelo fato dele não saber mais sobre como lidar com seu próprio futuro, por que até no dia anterior Léo de certa forma sabia que poderia mudar o seu futuro e seu destino, mas agora nada parecia certo. Sua mãe não disse nada durante o percurso, as vezes parecia que ela iria dizer algo, mas do mesmo jeito que sua boca se abria silenciosamente, ela também se fechava e  Léo não estava interessado em discutir mais sobre o que havia acontecido. Quando desceu do carro ele começou a dar passos apressados em direção a escola enquanto no seu intimo esperava ansiosamente para que o dom voltasse no dia seguinte.
Seus amigos passaram o dia inteiro pedindo para ele contar como havia escapado do incêndio, a história correu a escola inteira e todos queriam saber do herói que entrou dentro de um supermercado para salvar a vida de uma mulher.
Mas Léo não estava com cabeça para tudo isso, ele fez o que precisava fazer e aparentemente isso custou caro. E o preço foi perder o seu dom – pelo menos por hoje, era o que acreditava - Justamente agora que o espancamento estava tão próximo de acontecer, e não havia quase pistas para poder impedir. Além disso, ele não conseguiu prestar atenção em nada, os professores pareciam estar falando outra língua no dia de hoje, a única coisa que conseguiu fazer foi discar para o número de telefone da Júlia que sempre caía na caixa postal.
Assim que saiu da escola viu Júlia parada em pé do outro lado da rua – e sentiu um alivio instantâneo - seu cabelo estava preso em um coque como normalmente, mas estava com uma aparência cansada e triste, ele acreditou que ambos estavam muito parecidos nesse sentido. Ele deu passos firmes na direção dela.
-Júlia, você está bem? O que aconteceu hoje de manhã?
-Oi Léo. Alguém roubou o meu celular enquanto eu andava pela rua. Não sei direito o que houve. Eu estava andando e falando com você, quando um homem passou, agarrou o meu celular e saiu correndo. – Ela disse e colocou uma mecha que estava caindo do seu coque atrás da orelha.
-Você já foi à polícia prestar queixa?
-Sim, mas como eu não vi o homem será difícil achá-lo. Os policiais me disseram que foi roubo de oportunidade.
-Eu não acho. – Ele disse, se decidindo se contava ou não o que tinha acontecido.
-Por que Léo? O que você sabe que eu não sei? – Júlia franziu as sobrancelhas.
-O homem, ele falou comigo depois de roubar o seu celular – Ele disse por fim, afinal, não tinha por que esconder algo assim.
-O que ele disse?
-Algo como “isso é o que acontece quando vocês tentam me achar”, e nos mandou esquecer tudo – Ele disse e ajeitou a mochila nas costas – Fiquei preocupado com você, não sabia direito o que pensar...
- Eu estou bem, mas agora eu fiquei confusa... Eu nem olhei direito para o cara que me roubou, nem imaginei que ele seria... – Ela se calou.
- O que foi Júlia?
- Você acha que ele poderia estar falando sobre o minuto final do espancamento?
Léo pensou por um momento e tentou se lembrar com detalhes do que o homem havia dito ao telefone, uma ameaça estranha se ele não estivesse no contexto do espancamento.
- Acho que pode ser – Ele passou as mãos pelos cabelos nervosamente – não sei na verdade.
-Quem pode ser? O espancador talvez?
-Talvez. Mas como ele saberia quem somos nós e que nós estamos atrás dele? – Ele fez a pergunta em voz alta, mas parecia que era mais para ele mesmo do que para outra pessoa – E se ele soube que estamos procurando o dono do carro pela placa?
- Isso é possível – ela disse estralando os dedos - Eu consegui o endereço do dono do carro que eu vi no meu sonho.
-Uau! Isso é ótimo! É daqui da cidade?
-Sim, é de um bairro afastado.
-Qual o nome dele?
-Léo, eu sei que isso é importante, mas acho melhor você ir para casa. – Ela falou em um tom decidida.
- O quê? Mas por quê? – Léo deu um passo para trás tentando olhar com atenção para Júlia como se fosse encontrar uma resposta pelo olhar dela.
- Eu acho que... Bem, eu estou agora achando isso tudo muito perigoso e você é tão jovem e eu não quero...
- Não quer o que? Não quer a minha ajuda?
- Não é isso! – Ela falou levantando a mão para ele se acalmar - Mas o fato é que estou pressentindo algo estranho sabe? Estou agora pensando sobre tudo isso e...
- E o que? – Léo não queria agora ser deixado de lado como se fosse um estorvo, e principalmente agora que não tinha certeza como se daria com o seu dom, se ele teria de volta rápido ou não.
- E se esse homem, bem, e se... – Ela se encostou na parede - A não ser que...
-A não ser que o que Júlia?
-Léo se eu e vocês vemos o futuro, quem sabe ele também não vê?
- Mas acho isso meio improvável Júlia – Léo disse dando um sorriso com o canto da boca – Bem... – Ele coçou a cabeça de um jeito desajeitado – isso também me lembrou uma coisa... – Léo esperou Júlia dizer alguma coisa, mas ela ficou calada esperando ele continuar e foi o que ele fez – Lembra sobre o que estávamos conversando no telefone hoje cedo?
- Lembro, você me falou algo sobre o que fizemos ontem, não foi? – Ela perguntou o encarando.
- É, isso mesmo – Léo hesitou um momento então continuou – Bem, eu perguntei aquilo por que aconteceu algo estranho hoje, eu acordei direto, no dia seguinte...
- Como assim? O que isso tem demais?
- É que ontem eu te disse que estavamos no sonho, bem, no meu sonho. Foi isso pelo menos que eu pensei – Léo respirou fundo – e hoje deveria ser o real e tudo iria acontecer tudo de novo...
- Espera um minuto – ela ergueu uma mão para ele se calar – você está me dizendo que você pensou que estava no sonho ontem, mas na verdade era tudo real? E que você não sonhou mais? – Júlia começou a expressar uma feição desesperada.
- Eu estou tendo pesadelos, mas não os sonhos do dia seguinte...
- Meu Deus! – Júlia disse dando um empurrão no Léo – Você perdeu seu dom?
- Não sei, mas por enquanto sim... acho que sim, mas talvez amanhã... – Na verdade Léo não tinha certeza de nada, mas tentava dizer isso para ele mesmo acreditar.
- Não sabe? Mas eu sei! Você agora vai ficar fora de tudo isso! Não quero saber de você se metendo mais nisso, ouviu?
- Não! – Léo quase gritou isso – Eu não vou parar nada!
- Vai sim! Você não percebe que está agora em perigo? Você nem sabe o que vai acontecer a seguir não é?
Ele balançou a cabeça negativamente, mas depois de um segundo estufou o peito e começou a dizer: - Eu vou continuar a procurar e não me interessa se você acha perigoso, eu vou mesmo assim.
- Mas é sobre isso mesmo Léo... acho melhor você não participar mais da investigação...
-O quê? Por quê? –Ele perguntou incrédulo.
-Porque você não tem mais o seu dom. Foi por causa dele que eu te procurei.
-Só porque eu não vejo mais o futuro você vai me descartar?
-Não é assim Léo. Você pode se machucar. Se a pessoa que procuramos é a mesma que roubou o meu celular, então ela é perigosa!
-Júlia, eu já estraguei tudo ontem, ok? Meus pais estão bravos porque eu fiquei o dia inteiro fora e não falei nada, a minha namorada está magoada comigo e a minha irmã está pronta para me entregar se eu fizer algo errado. Eu preciso terminar essa história ou não vou conseguir esquecer isso pelo resto da minha vida.
-Tem certeza que quer continuar? Léo... isso pode ficar muito perigoso.
-Tenho certeza absoluta. Por favor, não me exclua da investigação.
- Não sei – Ela olhou em volta, como se fosse encontrar uma solução, mas não achou nada – Bem, você pode continuar, mas terá que ficar com o dobro de atenção.
- Eu vou ficar!
- Eu também ficarei de olho em você.
-Obrigado, e eu não me importo de você ficar de olho em mim – Ele disse mais aliviado.
- Agora, eu acho melhor eu procurar mais dados sobre o dono do carro e depois entro em contato com você.
- Tudo bem Júlia. Até depois.
-Até Léo.
Léo foi para casa pensativo, seus pais estavam trabalhando mas assim que chegou sua irmã ligou para eles avisando que ele chegou em casa. Almoçou com ela e depois ligou para Kelly.
-Oi Kelly.
-Oi Léo. O que foi?
-Eu só queria saber como você estava.
-Estou bem, obrigada. –Ela respondeu fria.
-Kelly, eu realmente sinto muito pelos últimos dias, tem sido uma loucura para mim, e...
-Léo eu estou ocupada agora. Depois nós nos falamos.
-Tudo bem Kelly. Até depois.
-Tchau. –E desligou.
Léo pensou no que poderia fazer em seguida para ajudar Júlia no caso. Ligou seu computador, entrou na internet e procurou sobre o clima. Achou um site bom e descobriu que amanhã à noite teria pancadas de chuva. Seu coração deu um pulo, na mesma hora o telefone dele vibrou no seu bolso e ele viu na tela o número da Júlia.
- Oi Júlia, que boa hora que você ligou, por que eu acabei de ver na internet que...
- Léo... Não tenho tempo para isso!
- Nossa! – Ele achou a Júlia muito estranha e grosseira também, mas pensou que talvez tivesse algo haver com o dono do carro – Você tem novidades sobre o dono do carro?
- Não é nada disso! É sobre o espancamento! Ele não vai acontecer mais do jeito que eu vi pela primeira vez...
- Como?
- Me deixa falar! Ele não acontecer mais naquele lugar que eu te disse... Eu tive outro minuto final com as mesmas pessoas, só que agora é em outro lugar.
- Mas como isso é possível? – Ele ficou pensativo.
- O futuro mudou.
- O futuro mudou? – Léo deu um tapa na própria testa – Os homens que vão matá-lo deveriam saber que estávamos atrás deles e decidiram matá-lo em outro lugar, não é isso?
 
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