quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

O Rei Branco - György Dragomán

Minha opinião: Eu me lembrava desse livro há muito tempo atrás, quando havia lido sobre ele e fiquei super curiosa, depois consegui compra-lo, mas ele ficou na minha estante um bom tempo até eu realmente decidir ler. Como estou inspirada essa semana - já que fiquei um bom tempo em casa, depois de mais de um ano sem férias - o peguei para ler.
Novamente eu esperava uma coisa e encontrei outra, eu pensei que o livro contava a trajetória de Dzsátá desde a infância até a fase adulta, em uma busca sobre seu pai - acho que era isso que eu me lembrava de que tratava. Mas no entanto, não foi bem isso, a estória na verdade narra realmente a vida de Dzsátá - que narra em primeira pessoa - mas, tudo gira em torno da sua entrada na adolescência e da sua vida sempre à espera do retorno do seu pai, que vai embora em um dia de domingo e que o ele acredita que irá voltar a qualquer momento.
Bem, Dzsátá é danado hein! é um garoto que vive cercado de violência, desejos e sonhos que são cortados no meio. Acho que a pessoa mais centrada na estória é a mãe de Dzsátá. Os colegas deles são interessantíssimos e vivem em um mundo em que tudo é possível, em que podem jogar a raiva uns nos outros e viver aventuras em um meio cheio de regras e medos. Foi um livro bom de se ler, e a cada capitulo era narrado uma história da vida de Dzsátá, e que muitas vezes não se sabia direito o que tinha acontecido depois, por que o outro capitulo pulava para outra história, e isso não sei se foi bom ou ruim, talvez leve a imaginarmos o que poderia ter acontecido, não sei, fiquei com impressão que o autor desejava isso.
É um livro curto e ao mesmo tempo denso, por que a escrita é de um vez só, então você fica muito concentrado e quando percebe só leu dez páginas, quando parece que na verdade leu umas 50, mas por fim, acho que vale pena. 

RESUMO: Estar sempre em casa aos domingos: isso é um compromisso para Dzsátá, de 11 anos, um garoto do Leste Europeu. Foi em um domingo que os homens da Polícia do Estado entraram em sua casa e levaram seu pai. Ele acredita que será em um domingo que o pai voltará.

Enquanto isso, em sua rotina de aventuras, entretido com violentos jogos de guerra ou brigas nos campos de trigo, com filmes pornôs no reservado do cinema ou com o planejamento de encontros com meninas, Dzsátá começa a descobrir outra realidade – seja por meio da tirania do treinador do time de futebol da escola e dos campeonatos decididos de acordo com interesses do partido; seja devido às trapaças e às dissimulações de trabalhadores e pessoas comuns ou de diplomatas e privilegiados, como seu avô, integrante da elite política.
À espreita dessa adolescência rebelde, contudo, sempre cutucando seu coração, está a prolongada ausência do pai. Quando o garoto finalmente descobre a verdade, arrisca-se a perder sua juventude. Para sempre.
Vencedor do prestigiado Prêmio Sándor Márai – que aponta os melhores autores da Hungria – com O rei branco, o autor transporta a terrível paisagem mental de Dzsátá com frases contínuas e sem enfeites, e constrói habilmente um universo totalitário, profundo e repulsivo. Engraçado e melancólico, mas escrito de forma inovadora, esse retrato de uma infância atrás da Cortina de Ferro nos apresenta a uma nova e impressionante voz da ficção contemporânea europeia.


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